🎼 Mídia


— André… – digo lentamente e toco o braço dele, apertando com pressão ao final. O ato é suficiente para que ele dirija sua atenção para mim e franza as suas sobrancelhas, empatizando a través de um olhar preocupado em minha direção. — Eu estou ficando realmente preocupada. – suspiro fraco. — Onde o Armando está?

— Malvina… – ele arrasta o seu braço até segurar a minha mão e a aperta. — Não se preocupa mais, ok? Ele está chegando. 

— Mesmo? – sorrio involuntariamente.

— Mesmo. – André alisa o peito da minha mão.

— Mas por que ele sumiu assim, André? Já são meses. – desvio o olhar, escondendo a baixa auto-estima que este período sem ele me causou. 

É a vez de André suspirar, bem profundamente, soltando ar, se acalmando. Quando ele começa a falar, entendo como a situação também o afetou e o esteve deixando nervoso.

— O Armando esteve se metendo em boas e grandes confusões, Lynn. É tudo o que eu posso te dizer. – ele olha para frente.

— Quais confusões? E por que você não pode me dizer nada?

— Porque ele mesmo quer falar contigo sobre isto.

— Então você pôde conversar com ele? – o olho, entusiasmada e com agonia ainda presente e evidente em meu tom de voz. 

Ele continua calado.

— André, por favor! – insisto, desesperada.

— Você ama meu irmão, né? – Ele me olha, com compaixão. Uma de suas sobrancelhas mais erguidas que a outra, logo ladeia um sorriso.

Não respondo.

— Ai, vem aqui, vem. – André me abraça e alisa meu braço. Aceito e descanso no corpo dele, fechando meus olhos e o abraçando de volta. — Essa semana você vai ter notícias, ok? – ele acaricia meu cabelo.

— Hm… Essa semana mesmo? – quase murmuro. — Você jura? 

— Eu juro. Se não eu mesmo me encarrego de contar tudo para ti. – Paramos de nos abraçar, por atitude minha e o olho. Ele corresponde.

— Ok! – Exclamo, aliviada.

André sorri, com sua linda dentaria, aquecendo meu coração. E também fazendo com que eu me sinta mais perto do Armin, devido a similaridade de ambos.

Ele me abraça novamente de forma lateral e acaricia o meu braço.

— Temos que aprovar Educação Física, coração. 

— Aiai – reviro os olhos. — É verdade… Vou me trocar e dar uma aquecida.

— Perfeito. Eu também estou precisando.

— Ah, André. Me poupe. Você está em forma.

Meu amigo ri.

— Pois é, vou aprovar com certeza. Mesmo assim… Hoje eu dormi bem mal. Se pá só umas duas horas. Estou numa preguiça que você não tem ideia.

Rio gostoso.

— Você acha que eu vou passar?

— Vai sim sua besta. Vai lá por sua roupitcha.

Sorrio e me levanto.

— Vou lá. – digo já andando.

Entro no vestiário e me troco, pondo uma legging e uma camiseta curta, e logo os meus tênis de correr.

Quando volto, fico esperando as minhas colegas fazerem o teste, observando algumas sem fôlego, outras fluindo como vento.

São 5km em meia hora. Nada impossível, mas algo não subestimável. 

— Sua vez, Malvina. – avisa o professor, já com o cronômetro na mão e reseteado para que eu comece. Prendo meu cabelo ao estilo clean girl e assinto.

— Já posso?

— Sim. 

Respiro fundo e começo a correr. Quando vou completando voltas, meu professor ajuda dizendo como vai o meu tempo, e se preciso ir mais rápido. Em geral estou indo bem. No fim do teste aprovei, e óbvio, acabei encharcada de suor. Ai, menos uma matéria! Hoje só está faltando que alguns colegas homens completem a corrida, porque eu sou tão bosta que no dia do teste feminino meus pais estavam se aporralhando e eu acabei não tendo cabeça para completar a prova. Por sorte expliquei ao professor e ele teve piedade.

Fico olhando como alguns meninos completam as marcas em quinze, vinte minutos… São até bem bons. 

Logo me entedio e decido ir ao vestiário feminino. Tiro os tênis e me distraio algum tempo, olhando as redes sociais, olhando as mensagens desesperadas que mandei pro Armin e ele nem respondeu. Mas o bom é que já aparecem dois ticks no whatsapp. Significa que o celular dele está aceso de novo. Rio de forma involuntária.

Última vez online: hoje às 10:23.

Puto.

Responde logo…

Assim eu vou ficar brava.

Enfim!

Coloco minha toalha sobre a porta de uma das duchas e rapidamente vou até os armários e tiro de dentro a minha mochila de academia azul. Coloco o celular dentro dela, tiro uns chinelos para fora e tiro a minha roupa inteira do corpo, ficando apenas de calcinha e sutiã enquanto seguro uma bolsinha que contém o meu sabão e outras coisas. 

Faço tudo depressa, na esperança de André ou Elisa ainda estejam por aí me esperando para passar a tarde. 

Vejo a porta de outra ducha se mover, e a minha toalha se movendo sobre a toalha dessa outra ducha. 

─ Elisa? É você, doidinha?

Empurro a porta com cautela, e dou de cara com o Armin encostado na parede úmida da ducha. Meu coração se acelera. Enquanto eu fiquei imediatamente  nervosa por vê-lo, Armando abriu um sorriso safado. O moreno está usando uma camiseta branca muito apertada, marcando seus músculos, e uma bermuda frouxa. E está empapado de suor por inteiro. . Os sentimentos são uma mistura de alívio, raiva e surpresa. Finalmente ele voltou. 

─ Desgraçado… Onde você estava?! – pergunto chorosa e dou um murro no peito dele de impulso e sem nem medir a força, franzindo minhas sobrancelhas, sentindo o meu coração quase saindo do lugar. Quero esconder o que eu sinto, mas estou emocionada porque eu senti muita saudade.

Ele agarra meus pulsos com força, e se aproxima de mim bem perto, me deixando estática para logo olhar em meus olhos, desde cima.

─ Shh… Daddy não quer conversinha fiada agora. – ele diz sensualmente.

─ Daddy? Daddy o caralho… – começo a me resistir. — Você sumiu por meses. Nem deu notícia e agora vem com essa história idiota?!

Armando me gira de costas para ele e tampa a minha boca, pondo seu hálito  quente e fresco no meu ouvido, o que me causa um arrepio imediato e involuntário.

─ Eu disse “silêncio”. – Algumas gotas do seu suor pingam no meu ombro. ─ Eu sei que você sentiu a minha falta. – Ele diz, segurando minha barriga e minha boca fortemente. ─ Mas eu também senti muito a sua falta. – sua voz fica rouca e diabólica. Sinto Armando chupar e lamber a minha orelha e grito que não contra a mão dele. Estou confusa. Não sei se é tesão, ódio ou medo.

Ele para de tampá-la e o olho, apenas mostrando uma expressão bem triste, querendo explicação.

─ Diversão primeiro, perguntas depois. Ok? Nós vamos esclarecer as coisas depois que eu te foder. Minha vadia safada, gostosa.

Entreabro a boca.

Surpresa pelo insulto tão fora de momento. 

Tão atrevido… que mesmo assim fez meu corpo sentir. 

─ Hm… – murmuro.

─ Isso, boazinha. Boazinha, amor. – ele me agarra e volta a socar a língua por dentro do meu ouvido e a me puxar contra ele. Gemo fino. ─ Boa garota. – ele sussurra baixinho. 

– Sim, Dad. Eu sou muito boazinha para o Senhor. – sussurro, me entregando, me deixando levar, e engolindo o meu orgulho. A carne é fraca…

No vestiário faz um calor tremendo pelos vapores de água quente, pela falta de janelas, e porque ambos seguíamos muito suados, quentes e vermelhos pelo esforço físico. Armin parece haver corrido hoje.

O pau dele pulsou na minha bunda assim que eu disse “Sim, Dad.”

– Sim, Papai… – gemo de novo, para provocá-lo, sentindo sua boca quente.

– Boa garota… Hmmm. Putinha submissa do Papai. Mmmm. Ah. – ele sussurra e geme na minha orelha, me amolecendo.

Começo a sentir sua boca quente por meu pescoço, lambendo-o, engolindo toda a minha pele, chupando incluso sobre o meu cabelo, que estava pregado de suor em algumas partes do meu pescoço e do meu ombro.

– Puta submissa do Papai. – Ele repete, outro sussurro potente entre as suas chupadas intensas. – Me dá essa bunda… – sinto como ele a agarra e a alisa, lascando uns tapas nas nádegas, me pondo molinha e safada. – Sua gostosa. Que tesão. Já estou todo duro para socar o cacete nessa boceta, putinha do Daddy. Olha… – Gemo apanhando e sinto a pica dele muito dura se esfregando na minha bunda.

Meus suspiros eram altos demais, e pareciam deixar o Armin ainda mais excitado. Me lembro do que ele me disse no hotel, sobre sentir muito tesão quando me via empapada depois de correr, e que sempre quis me pegar depois disso. Agora ele estava realizando a fantasia. 

– Dad… onde você estava…? Me dá um beijo na boca? Molhadinho?

– Perguntas depois. Você vai levar um monte de porrada nessa sua bunda para aprender. – Ele me bate forte, me arrancando um gritinho, fazendo o maior barulho de tabefe.

Sinto outro que me marca de vermelho.

Grito queixosa.

– Mm… Mhuhm. Grita, gostoso. Puta bem safada.

Outro tapa. Outro gritinho agudo.

To ficando mesmo muito puta. E já quero que ele me rebente de bater. 

To pondo meu macho sádico doidão de tesão enquanto me castiga por fazer perguntas quando ele disse que não era para fazer. Ok, perguntas depois. Ok. Eu já nem penso. Eu sinto muito tesão no corpo dele e na voz dele, e nas lembranças de prazer que senti com ele. E estou anestesiada.

– Auu, Daddy. – empino mais a bunda, lambendo toda minha boca. Minha calcinha está toda molhada. — Me beija? – faço um biquinho, olhando-o.

Sinto o Armando me agarrar pelos peitos, bem forte, ajustando o espaço entre nós se colando em mim.

– Eu também senti muito a sua falta, gatinha linda, só do Papai. – seu tom é tão amoroso e sincero, que as minhas pernas amolecem por um momento, incluso sinto uma tristeza estranha, difícil de interpretar, é como se eu quisesse chorar, meu peito está apertado. Assenti, ladeando minha cabeça, e olhando seus olhos. Eles estavam brilhando de um jeito melancólico, esses olhos azuis lindos que ele tem. 

Franzi as sobrancelhas, ia dizer “algo sentimental”, mas ele me beijou com intensidade. Aceito o beijo que eu tanto queria, quase chorando. Enfio a língua na boca dele tanto quanto ele na minha. Matamos a nossa saudade com profundidade, nos comendo, nos sugando, nos aceitando e nos misturando com muita vontade, nos enchendo de saliva e de energia. Me relaxo por completo, entregue à ele. Começo a gemer, a lambê-lo, a me esfregar no pau dele bem gostoso, a passar minha bunda em sua ereção, me aliviando. Sinto seu pau por minha bocetinha na calcinha.

Armin abaixa o meu sutiã com as duas mãos, pondo os meus biquinhos para fora e nesta hora lambe minha boca e meu queixo. Começa a me beijar muito fundo, fazendo minha boca abrir em excesso, sussurrando quando dá pausas no nosso beijo “isso, abre.”… “abre a boquinha para mim”…, “pequena.”… “abre ela toda, putinha do Papai.” … “me dá a linguinha.”… “hm.” … “…isso.” “me dá. safada. me dá.”. Fico com a boca inteira aberta, sentindo o sexo que ele faz na minha língua. Nossos lábios cada vez mais e mais suaves e molhados, até chegar ao ponto de não sabermos mais qual saliva pertence a quem. Ele despeja sua baba na minha língua, quase uma cuspida, abusando da minha entrega. Obrigada a olhar para ele, aceito submissamente.E de repente uma cuspida sua dentro da minha boca, que ele imediatamente camufla coO líquido da minha bocetinha acaba escorrendo. Sinto a fileira descendo. “Hmm… Me fode, Papai…” gunguno na boca dele, e dentro da minha cabeça, mas nem sequer posso ser ouvida.

Seus dedos apertam meus mamilos. Apertam de um jeito que dói. “Auuu…” grito alto, e dessa vez o alerto. Ele aperta e estica. Já não sei se é dor ou prazer, minha boceta tá confusa. Aperto uma perna na outra. 

Ele os agarra com as palmas das mãos inteiras e os dedos e aperta com força. Gemo como uma putinha, que nem uma gatinha no cio. Aperto mais minhas pernas e sou sustentada nas mãos dele, não caindo. Esses apertões estão quase me fazendo gozar, são tão fortes. 

Dou gemidos chorosos.

– Aii, Daddy…  Ai… 

– Fala pra mim. Você se comportou bem ou mal? – ele sussurra de um jeito sombrio no meu ouvido, me dando medo. – Em…? Você foi fiel? – ele sussurra.

– Fui sim, Daddy. Para, assim eu não gosto, para… Red… Red… – olho para ele. Sua expressão é de raiva e tesão. Não quero isso, é tóxico e me deixa realmente triste, machucada e afetada…. Por favor, Deusinho, que ele pare. Eu não fiz nada para ele me tratar assim, nada… Quero parar. Se ele seguir eu vou chorar e “brochar”.

Armin me dá um selinho e passa o nariz no meu de um jeito sentimental. Fecho os olhos e respiro fundo.

Ele beija mais pelo meu rosto, vários beijinhos, graças ao que é mais santo, me entendendo. Sinto o seu calor e proteção. 

Ele agarra minha cabeça, com os dedos no meu rabo de cavalo, me beija fundo de novo, de uma forma super gostosa e orgásmica. Volto a me esfregar nele enquanto ele aperta um dos meus seios. 

– Mm… Te amo, bebê. – ele sussurra e logo me lambe. – Te amo, linda. – ele sussurra de novo. E logo me beija na boca. 

Ficamos ambos de mente blindada, apagada. Nos beijamos gostoso por vários minutos. 

– Mm… E essa calcinha? Você quer me matar… – mais língua… – Hm… Que delícia. – sinto como ele a puxa, fazendo o elástico bater na minha pele quando a solta. – Putinha gostosa. Te amo. – estou ficando molinha escutando esses “te amo” toda hora com essa voz grave. Esses “te amo” com putaria. Será que ele tá me iludindo? Essa língua dele socando na minha boquinha, alternando amor, com sacanagem, com toque. Essa voz… Ele tira a roupa no meio do nosso beijo, e o continua, todo gostoso, todo despenteado, todo suado.

Subo meu braço pro seu ombro, ao redor do seu pescoço, subo meu queixo, meu rosto. – Eu também te amo, Papai. – rebolo nele lentamente, de um lado a outro, suspirando alto. 

Enquanto me esfrego nele, ficamos nos olhando nos olhos, calados. Transando. Disfrutando do corpo do outro. Ainda não fui penetrada, mas para mim já estou fodendo. A cara dele tá toda safada, com a boca dele vermelha e molhada, com o olhar fissurado no meu rosto, parece sim que estamos trepando gostoso. No nosso psicológico.

Sinto ele por minha calcinha pro ladinho. Ai, sim. Me fode, Daddy. Soca esse pauzão em mim. Lindo… Eu amo seus braços… As veias estão saltando. Putz, que cavalo meu Papai. Que tesão.

– Vai, Daddy, me fode. – Imploro muito fino. Sou a cadelinha dele.

Ele solta um risinho sensual, se deixando tocar por mim pelo seu braço e começa a morder o cantinho do seu lábio inferior suavemente, roçando a cabeça do seu pauzão na minha bocetinha.

Como ele aguenta provocar tanto? Mau, mau…

O pau dele tá muito duro, muito quente. Também tá molhado. Ele tá com tanto tesão quanto eu, até soltando pré-gozo transparente pela cabeçona grossa da piroca dele. 

– Me fode, Papai. Vai, me fode. – gemo desesperada. Seguro minha bunda e me abro para ele, mostrando a bocetinha pro Papai. Não me resisto e seguro na base do seu pau. Ahhh… Ain, que duro… Sinto as veias, sinto a potência, sinto seu saco. Quero ele dentro de mim. Me inclino mais um pouquinho. – Me fode, Papai? – pergunto de novo. 

Armin puxa mais a calcinha pro lado e ela rasga. Minha boceta cospe mais melzinho quando sinto o que aconteceu. O Daddy tá super potente. Sinto como ele enterra a cabeça grossa do pau dele na minha boceta. E como eu fui mesmo fiel doeu para caralho. – Ah… – gemo de dor e olho para ele, pedindo piedade. Armin morde a boca e agarra o meu pescoço com firmeza, me olhando. 

– Am… Tá difícil, em, baby? 

Assinto, melosinha.

– Abre mais as pernas. Putinha virgem do Papai. 

Afasto mais as perninhas. Ele chega mais para frente e consegue enterrar mais uns cinco centímetros. Minha boceta seca pela dor. Armin volta a me beijar, segurando mais na minha nuca agora, com os dedos nas laterais do meu pescoço.

– Vai, bebê. Se comporta bem, e vai abrindo a bocetinha. Tá bem apertada, hm? Boa garota. Daddy gosta assim. Essa xotinha é só minha. Quando eu não estou você tem que voltar a ser virgem mesmo. – Ele sussurra tudo grave. 

Ele vai para trás e volta a entrar, e agora seu pau vai se misturando no líquido lá do fundo da minha bocetinha. Então Armin consegue entrar ainda um pouco mais. – Mmm… – ele se força para cima com pressão, parado. Minha boceta vai se dilatando. – Uhum. Boa menina. – ele sussurra, me olhando. Rebolo, tentando dilatar mais rápido pra ele, doidinha para dar. Mas to mesmo fechadinha. Sinto dor, queimação, sinto o pau dele me rasgando, me dá muito tesão, mas meu corpo tá demorando mais que a minha mente. Ele me bate forte na bunda. – Abre, cachorra. Abre a boceta pra mim. – ele diz bem firme e grosso, me arrepiando com o contraste repentino.

Nossos jogos de amor e  possessão. 

– Pode socar, Papai. Me rebenta se quiser. – digo, franzindo as sobrancelhas, me oferecendo como martírio. Armin sai inteiro e volta entrar, dessa vez até a metade. O pau dele é grosso, uns quatro centímetros, não é mesmo fácil se perder o costume. 

– Assim já dá bebê. Vou ir te fodendo, vem. – Ele agarra minha bunda com as duas mãos. – Vem putinha. Me dá essa bocetinha pequena. 

Gemo gostoso em resposta, longamente e me entrego para trás, oferecendo minha boceta apertadinha pro Daddy.

Dominando uma nádega em cada mão, ele começa a meter na minha xotinha bem gostoso. Cada vez mais fundo. Vou sentindo a cabeça do pau dele lá no fundo, lá no finalzinho, no meu útero e ponho a língua pra fora de prazer e tesão que nem uma cadela. A velocidade aumenta e reviro os olhos. Gemo continuamente, amando.

– Vem que vou meter tudo. E se reclamar vou socar no seu cuzinho.

– Daddy, você sabe que não entra… – Murmuro, agarrando minha bunda junto com ele, tentando sentar até o final, mas ele já está lá no fundo, e ainda faltam uns cinco centímetros para eu sentir o saco dele no meu clítoris. Se ele entrar mais que isso já começa a doer, a menos que eu esteja puta e louca.

– Vem aqui, vem. – Ele me enforca e puxa minha cabeça, minha boca para a dele. – Eu que mando e eu vou socar a piroca inteira na sua boceta, sua puta safada. Você vai cooperar?

Assinto com a língua para fora. Estamos olhando um pro outro.

– Boa putinha. – Ele levanta uma das minhas pernas e soca. Agora falta bem pouco pro pau dele estar inteiro. Começo a babar. Ele mete fundo e forte, curtinho, mas lá no fundo, tocando meu pontinho A.

– To sentindo a cabeça do seu pau no fundo da minha bocetinha, bem grossa, Daddy.

– Tá gostoso?

– Uma delícia…

– Se prepara.

Ele começa a meter bem rápido, me arrombando, desde a base até a glande. Meu cérebro apaga e tudo no que consigo pensar é na piroca dele me invadindo e saindo, invadindo e saindo, várias vezes, me dilatando e eu me fechando, e me dilatando e fechando, me levando pro céu. Gemo bem vadia, dando gostoso pro meu Daddy. Quero que essa sensação dure para sempre. É boa demais. Quero ser escrava, cadelinha dessa pica o dia todo. Que delícia. 

– Auu, Papai. Fode essa bocetinha só sua. – Gemo alto e me seguro com as duas mãos, me oferecendo pra ele. Armin me enforca com uma e com a outra domina uma das nádegas, a espremendo. Começa a me lascar um monte de tapas. Minha xota molha mais, me dilato mais, e enquanto ele vai me batendo sinto como encosto na pelvis dele e consigo socar o pau dele todo pra dentro e já nem dói tanto, só quando toca lá no fundo, bem fundo, mas ainda assim é delicioso e não me importo, só quero mais e mais pica. – Me bomba… Sim. Ahnn…. Daddy…. Tarado, gostoso… – gemo insana.

Ele aperta a chave da ducha e muita água cai sobre nós dois. O moreno me fode sem pensar em nada, só em meter. Me comendo continuamente igual um animal irracional, socando na minha boceta bem vigoroso, bem veiudo. Começa a puxar meu cabelo sem piedade e me sinto toda dominada. Toda humilhada. Mas curto ainda mais.

A água quente parece que massageia meus ombros e minhas costas deliciosamente. Nosso vai e vem se torna muito barulhento, também por culpa da água. É um som tão erótico, unido com nossos altos suspiros, certamente podia ser escutado desde a entrada do vestiário, não estávamos nos contendo nem um pouco. 

Ele puxa meu cabelo mais forte. Estou quase de quatro. Sento fundo e gostoso na pica dele e é o limite pra mim. Começo a gozar sentindo o pau dele lá no fundo. O moreno me completa e segue fodendo pra cima bem forte, bem mau, então o orgasmo que consegui pela sentada começa a se intensificar e virar coisa de outro mundo, a se estender, a se expandir, a se amplificar, a explodir. Grito igual uma louca. E o Papai não para de meter. De foder minha bocetinha. 

– Ah, ah, ah… Ahhh… 

– Goza pra mim, bebê. Goza, puta safada. Aham. Deixa essa bocetinha se gozar gostoso pro Papai. 

O Daddy segue metendo sem piedade.

Estou gozando que nem uma vadia, toda feminina, toda garotinha. Escrava do pauzão dele. Armin me vira de frente, levantando uma perna minha na parede e me enforcando bem forte com a outra mão. E segue me fodendo bem mau, me olhando.

– Me dá outro orgasmo. Puta. Goza de novo. Goza na pica do Papai. Minha puta. 

To tremendo e perdendo as forças. Me agarro nele. Minha perna do chão totalmente mole. 

– Mmm… Saquei.

– O quê? – ofego, gemendo.

– Deita no chão, cadela magrinha. Fraquinha. 

Dou um risinho sapeca e mordo a boca. Me deito no chão do banheiro. Nem me dá tempo de sentir nojo. Ele vem com a língua pra fora, a ponta apoiada por cima do seu lábio de desejo e vai levantando minhas duas pernas, se ajoelhando e socando a pica em mim com tudo de novo, já me fodendo e apertando minhas coxas. Me fodendo igual um louco, a água caindo na gente. Acho que vou lembrar de hoje pra sempre. A pelvis dele batendo no meu clítoris agressivamente várias vezes, bem forte. Ai, sim, Papai. Vou gozar de novo pro Senhor. No chão eu estou muito relaxada sem fazer nada.

Ele levanta tanto minhas pernas que tá me fazendo ser mais flexível, elas até doem. Minha boceta bate na pelvis dele sem parar e a pica tá lá no fundo, indo e vindo, indo e vindo, numa velocidade de animal. Ai, por isso ele tem esse corpo todo marcado, claro que assim gostoso e forte, claro que fode bem e rápido, e com todo esse vigor. Grito bem forte e gozo ejaculando na pica dele, um monte de squirt transparente. Não, não é exagero… Com essa pirocona e com o lugar que ele tá me tocando… Sim, eu… Eu ejaculei…. E o Daddy ainda assim não parou de me de foder.

— Ohh… – o moreno geme grave, metendo em mim. Arranquei esse gemido dele assim que a minha bocetinha explodiu um squirt. Logo ele bateu no meu rosto de puro impulso, se deixando levar por seu instinto animal mais básico. Sinto como me enforca mais forte e mete mais rápido em seguida, se segurando no meu pescoço. 

E como a como a coisa ficou ainda mais intensa, depois do tapa e das bombadas mais impiedosas, comecei a ter orgasmos múltiplos, explodindo mais jatos de squirt a cada duas ou três metidas, pondo o Papai todo louco de tesão, e imparável. 

Ele gemia em cada jato, amando muito a reação do meu corpo. 

— Ah, sim. Hahaha. Mmm…. Ahaham… –

 Au… Meu homem tá até rindo de tesão e não paro de gozar. 

— Oh… Ah. Aham. Goza, puta Goza. 

Em mim já dói tudo, dói e é gostoso.

Então começo a gemer como se eu tivesse chorando, gemendo de dor e prazer, olhando pra ele, segurando em cada pulso dele com a mão, sentindo seus dez dedos no meu pescoço. 

— Me beija, Papai? Me beija? – imploro, fraquinha, depois de ter gozado pra caralho. 

Ele me beija gostoso de língua, apertando o peitoral dele nos meus seios e me abraça. 

Agarro suas costas e enlaço as pernas nele. Beijo o Papi de língua com muito amor. 

Armin volta a meter. Gemo fraquinha, entregue, levanto meus braços. Nos beijamos de língua às vezes. Deixo ele me abusar gostoso, só revirando os olhos e gemendo. 

— Hmm… . Hm… – ele joga a cabeça para trás. Olho seu tronco definido, aliso e arranho sua barriga. 

— Papiii… O senhor vai gozar? – pergunto melosa. 

O Armando sai da minha boceta devagar, ladeia um sorriso e assente. 

De pernas abertas se encosta abaixo dos meus seios e começa a esfregar a pica super dura e molhada nos meus mamilos. 

Gozo de novo com o estímulo neles, dessa vez só de clítoris, pois esse pau duro é muito pesado, parece que me espanca nos biquinhos quando ele bate ele nos meus peitos. Quando esfrega. Deixa eles bem submissinhos e assim molhado cada roce destes pulsa lá no meu sininho, se desliza facilmente sem dor, só prazer. 

Aperto uma perna na outra quando gozo, reviro os olhos e ponho a língua pra fora. 

— Ahhhmm. 

— Hmmm. Daddy tá a ponto de gozar e você vai beber tudo, boa garota. Bebedora de porra, põe a linguinha pra fora pro Papai e bebe o seu leitinho. Sua puta vadia. Cachorra do Daddy. – ele agarra o próprio pau e ajoelhado, com o saco dele encostado no meu pescoço, fazendo eu me sentir uma putinha de filme pornô, agarra o meu cabelo e soca a pica na minha boquinha. 

Chupo sedenta, me deliciando. Paro, esfregando ele todo pela minha cara, 

cheirando a piroca dele. Volto a chupar, a lamber. 

Implorando pelo meu leitinho com os olhos, de sobrancelha franzida, mamando bem gostoso, enquanto segurava suas coxas e olhava o corpo sarado dele desde baixo. 

Chupo a cabeça bem, bem forte, e esfrego a ponta da língua na glande freneticamente. Minha bocetinha pulsa. A cabeça do pau do Papai é minha pepeta. Amo lamber. É muito gostosa. Uma delícia. Minha chupetinha. 

Ele finalmente esporra um jato e tira o pau pra sujar minha cara de leite. Esfrega rápido tudo isso no meu rosto, lambuzando olho, nariz e boca. Desce e dá leitada nos meus mamilos, atritando sua glande redonda nos bicos, sujando eles também. Que macho safado, ele faz eu me sentir muito passiva, muito mulherzinha.

E volta pra dentro da minha boca, forçando o pau até a garganta e dando as últimas leitadas lá dentro enquanto agarra minha cabeça, no couro cabeludo, sem piedade. Ele dá vários tapinhas de um lado do meu rosto, me humilhando e leitando minha boquinha. 

— Engole, putinha. Engole. 

Tomo tudo fincando as unhas nas coxas dele com um olhar muito agradecido. Sem um pingo de nojo. Depois de ter gozado tanto com ele, e graças a ele, é como se eu quisesse beber a porra dele pra sempre, de tanto tesão que ele me dá, e de tão agradecida que eu estou. Mm… Glub, glub, glub. 

Vou tomando e matando essa sede de porra quente. 

Bebendo meu leitinho como uma boa garota. 

Os jatos acabam e ele ainda mete devagarzinho algumas vezes dentro da minha boca e eu chupo ele bem gostoso, participando. 

Ele tira a pica e cheiro ela por baixo, pondo o meu rosto de lado, quase me abraçando no seu pau, ou me deitando com ele. 

Te quiero, papásito. É normal tanta porra, Papai?

– Normalmente o Daddy solta boas leitadas, bebê. É por isso que eu gosto de ser chamado de Papai. Ha-ha-ha! – ele ri grave e sexy, todo sacana.

– Que tesão… – Franzo as sobrancelhas.

– Daddy dá muito leitinho na boca, sua safada. Muita porra sai do meu pau. – ele bate o pau na minha cara três vezes, bem forte. 

Ele segue provocando, sussurrando, fazendo minha imaginação ir longe. Meu cérebro ficando viciado na cena da pica dele soltando leite. 

– Que tesão, Daddy…. – digo, mimosinha, sentindo meu clítoris pulsando várias vezes.

– Muita porra, baby. 

– Quero mais, Daddy.

Ele me olha sacana, ladeando um sorriso.

– Tem… Mais? Posso…. Te chupar? Hm? Papai. 

– Quer mamar mais, putinha? Mamar gostoso na pica do Papi? 

– Uhum. Me dá mamá? Dedela para a baby. Purfavor. 

– Mhuhm… Você está aprendendo a me respeitar. Né, mocinha? 

— Sim. – ponho a língua pra fora. Fecho a boca. — Posso? – peço de novo, mimosinha. — Me dá mais leitinho? Miau. Miau…. 

Ele se senta num canto e me mostra sua pica leiteira meia bomba, segura meu pescoço e vou indo na sua direção de quatro.

– Ok. Só que… Você vai mamar dedeira bastante tempo. Porque agora vai levar mais tempo pra sair leite. Então se dedica. 

– Não importa, Daddy. Eu preciso de mais leite. Paizinho. Me dá bainho de porra de novo, por favor. Que tesão. Seu cacete é muito gostoso, Papai. Que delícia quando você goza e esporra esse tanto de leite, Armin. Você é porno pra cecete. Eu nunca vi alguém gozar deste tanto.

— Ah haha ha. – ele ri gostoso e grave. — E você, puta? Squirteando no meu pau. 

— Huhuhmm… – rio e lambo a boca, lembrando. — Só pra você, Papai. – rio baixinho excitada e nervosa. — Nunca gozei assim. 

— Eu também, amor. Eu gozo esse monte de porra só pra você, pequena. Fico com muito tesão, no seu cheiro, na sua bocetinha, na sua bunda, no seu corpo. Nos seus peitinhos. Pode me chupar, gostosa. Pega seu leitinho de novo, gatinha puta. Neném do Papai. 

Sorrio amplamente. 

— Mm. Haham… 

Seguro nele com as duas mãos, idolatrando seu pau. Olhando pra ele e depois para os olhos do Armin.

O pau dele tá duro de novo. Putz, que tesão. Ele morde a boca com força, segura minha cabeça com uma mão e sua pica com a outra. Bate esse pauzão pesado na minha cara e na minha linguinha.

– Toma, toma. – ele sussurra. Fico toda arrepiada sentindo essa cabeça muito gostosa de chupar batendo na minha língua. 

Chupo o Papai um tempão, até conseguir mais leitinho. Sou a escrava chupa-pica dele. Uma puta boqueteira. Amo pagar boquete pro Papai.

Merda.

Os xingamentos dele estão me escravizando, entrando no meu subconsciente. Fazendo eu ser a mina que sente mais tesão em insultos na Terra.

Tô acreditando em todos. Amando, viciando, querendo mais.

Ele tá me dominando.

Depois de repetir meu leitinho, dou de quatro de novo pra ele e Armin goza muita porra dentro da minha boceta, bem gostoso. 

Que delícia ser fodida e receber a gozada do seu homem lá no fundo, ele te agarrando, te feminilizando, te fazendo de mulherzinha. 

Se eu engravidasse dele seria o filho mais bem feito do mundo. Mas não vai acontecer, porque tomo anticoncepcional. 

Não sei quantas vezes eu gozei, perdi as contas, mas consegui arrancar três orgasmos do meu macho. Que delícia, me sinto a fêmea dele.

Não quero parar de foder.

Não quero parar de dar para ele.

Quero ser a puta do Armin.

Andar de coleirinha na mão dele. 

Um colar que diga “putinha do Armin”

Uma calcinha de “Yes, Daddy?”

To toda trêmula. 

Ainda de quatro, sinto ele começar a chupar meu clítoris e meu cuzinho. Só abro as pernas e me arregaço pro meu pervertido, sentindo ele socando a cara no meio delas. Sem questionar os escrúpulos dele enquanto sinto meia língua sua socada no meu rabinho em vários momentos. Se ele tá querendo fazer eu sentir vontade de dar o cu pra ele, tá conseguindo me passar vontade. Eu com certeza quero. 

Tenho um orgasmo de clítoris e outro de penetração no ponto G, com os dedos dele fazendo o spiderman dentro da minha bocetinha. 

Esse orgasmo doeu e me deixou rendida. Caio no chão quase sem alma, imploro por uma pausa. Fico com a mente black. Não enxergo nada. 

O Papi me atende e decide que vamos nos levantar. Ele me ajuda. To bem mole. Nos lavamos gostosinho dando beijos de língua. Quando saímos da ducha estou fraca para cacete e decidimos comprar alguma coisa na máquina da Escola.

O mais engraçado de tudo… São onze da noite. Nós fodemos por umas doze horas seguidas e nos fecharam dentro da Escola de Arte.

– Você é minha cachorra, baby. Vou te pôr uma coleira e se eu te ver brincando com outro vou te bater. – ele sussurra sacana. Estamos caminhando pelo corredor, ele agarra meu pescoço, me puxando pela nuca enquanto diz isso.

Não acredito que ele tá dizendo isso. Minha fantasia está sendo realizada. 

Sorrio, super tarada. 

– Aham… Sou sua cadelinha, Daddy mau. Sou sua putinha, sou? – franzo as sobrancelhas, olhando para ele. 

— Sim. – Ele me dá um selinho. Apertando minha mão. — E é minha bebê também. 

Abraço ele ao ouvir isto. Sem pensar. 

Armin devolve. 

– Vamos lá pra fora? Olhamos o céu, esperamos amanhecer?

– Sim! – dou um pulinho contente.

– Vem aqui, linda. Te amo muito. – ele me abraça mais forte e beija meu ombro. — Amo você muito. Vou cuidar de ti. Não quero só foder. É muito bom, mas eu também te amo. Você me ama de verdade, meu neném? 

– Uhum. – digo, sensível, feminina, mimosa. 

Sinto como ele alisa minhas costas e suspira. Afundo meu rosto no peitoral do Papai, suspiro também. 

— Neném… Por que? 

— O quê, Daddy? 

— Já pensou se eu quisesse só te foder e você assim entregue e apaixonada? Não pode. Mas não se preocupa. Eu to lutando pra resolver nossa vida e acabar com os seus problemas. 

— Mm… por isso que eu não queria, Daddy… me expor muito contigo. Por isso fiquei triste por você ter sumido… Eu… – paro de abraçá-lo. — Você tem razão, eu tenho mesmo assuntos mais importantes para resolver do que ficar transando e de namoro… . Eu já vou embora, tá? Tenho que seguir buscando trabalho. E você tem razão…Tu sumiu e… nem me disse nada. Deixa quieto. E esquece esse lance de amor, e tal. 

— Espera, Malvina. Eu te levo, te acompanho. – vamos caminhando até lá fora. Cruzo meus braços. – Você está melhor depois de comer esse sanduíche? Fiquei preocupado quando sua pressão caiu, você ficou azul uns 20 minutos.

– Sério? Eu achei que eu tinha apagado só um minuto…

– Não, foi mais tempo. – ele suspira fundo. 

Fico corada. 

Aperto mais meus braços.

Quando chegamos lá fora nos sentamos num dos bancos. Ele me senta no colo dele. 

Estou melancólica, mas sento. O abraço e ele me abraça também. 

— Neném… . 

— Hm? – murmuro baixo. 

— Eu estou dando um jeito. Confia em mim. Eu estive tentando. Não deu certo dessa vez, mas vai dar na próxima. 

— Como assim? 

Armin desvia o olhar. 

— Me fala, por favor. 

— Ok… – ele suspira. — Eu fui preso. 

— O que você fez, Armando? 

— Você… não vai gostar. 

— Me conta. Por favor! 

— Depois de Paris… eu já estava planejando dar um jeito. Desde que eu fui na sua casa. 

— Uhum. 

Ele começa a carinhar meu cabelo como se eu fosse um bebê. 

— Então eu fui para a Escócia, atrás do meu pai biológico. Ele é um empresário na área de restaurantes. Vive numa mansão, tem muito dinheiro. 

Murmuro de novo. 

— Ele é velho, bem velho. Ele estuprou minha mãe quando ela tinha 12 anos. Te contei. Eu e o André nascemos, ele não nos assumiu por já ser casado, pelo escândalo que rolaria, e minha mãe, claro, largou a gente no orfanato. Porque ela era pobre. Minha vó, espanhola, era garçonete e amante do meu pai. E vivia aos trancos e barrancos. Quando a gente foi crescendo minha mãe vinha nos visitar, então mantemos o contato com ela e com a vó, até os quatorze. De repente apareceu um casal espanhol por lá. Nossos pais adotivos são uns excêntricos. Eles têm uma vida mais ou menos acomodada agora, mas na época pegaram a gente apenas pelo dinheiro que o estado dá por garoto, puseram nós para criarmos cachorros pra compra-venda e tal. Sei lá, sou muito grato, mas nunca foi uma relação profunda. Nós éramos tipo peões pra eles, fazíamos tudo na casa. 

Suspiro e aperto seu braço. 

— Aí eu fui na casa do meu “pai” pedir dinheiro. Ele não quis me dar e eu arrebentei os quatro carros dele de madrugada. 

— Armando!!! – olho para ele, chateada. 

— E fui preso. Por isso não pude dizer nada. Não queria te perder e não deixei o André te contar nada. Eu sei que você odeia quando eu sou impulsivo! – Ele franze as sobrancelhas, com medo no olhar, realmente pedindo perdão. — Eu sinto muito! 

Olho pra baixo. 

— Tudo bem. 

— Meu pai de verdade não presta pra nada. 

— Como você saiu? 

— Com o dinheiro de Paris, mais o que o André tinha economizado, e uma ajuda dos meus pais adotivos, com tudo isto foi possível pagar a fiança. Meu pai logo no depoimento tirou a denúncia. Então ficou tudo mais leve. Pelo menos isso… Mas ele me humilhou muito. Disse que eu deveria estar morto, que sou uma aberração, que eu sou um bastardo, que ninguém me ama. Nunca mais vou ir lá. E o pior é que eu tenho a puta cara dele parece que estampada na minha. 

— Ai, Armin… E se nós… . Procurarmos um trabalho simplesmente… E morarmos juntos… 

— Sim, Lynn. Nós vamos fazer isso. Mas eu tenho um plano primeiro, para podermos ter uma base. Arrumar emprego não está fácil, ainda mais que somos novos e não sabemos fazer porra nenhuma.

— Armando, se for confusão ou coisa errada de novo, me esquece. 

Ele traga saliva. 

— Vai dar certo, baby. O meio não importa, só o resultado. 

— Importa sim, Armando. Importa sim. 

— Não é nenhuma confusão, fica fria. 

— Você está mentindo. 

— Não estou não. 

— Se você estiver mentindo, eu não vou te perdoar. 

Ele traga saliva de novo e alisa meu braço, desesperadamente. 

Passa alguns minutos. 

Nós apenas calados. 

— Baby. Não esquece que eu te amo. 

— Eu também, Daddy. 

— Eu não tenho uma estrutura pra te dar como o Casandro, que mora sozinho, o Luíz, que tem a fazenda lá dele com os pais à ponto de bater as botas, ou o Daniel, que já mora sozinho também. Mas eu vou fazer de tudo pra resolver essa parada. Ainda este mês. 

— Armin. Se é rápido é porque é errado. 

— Depois dessa eu não vou fazer mais nada errado. 

— Eu não quero mais confusão, Armando! Assim eu não vou ficar contigo. 

— Não fica então. Eu vou fazer do mesmo jeito! E quando eu acabar, venho e te busco. Porque você também me ama!

— Tu vai sumir de novo? Eu não quero um marginal, Armando! Para de palhaçada! E vamos fazer as coisas direito! Por favor, por favor!

— Hoje é dia 31 de maio, não é mesmo? 

— Sim. É 31 de maio. 

— Dia 2 de agosto, eu vou te buscar Malvina Lynn. E com tudo resolvido! Por meus santos ovos. Eu to louco por você, bebê. Não posso deixar você nesse antro de merda com esse depravado do seu padrasto e essa sua mãe narcisista do cacete, eu não vou permitir isso. Daqui a pouco esses dementes começam a te prostituir!

Arregalo meus olhos.

— É isso que você quer, baby? Que esses filhos da puta comecem a te vender, a te prostituir, a destruir a sua linda alma? A destruir seus lindos olhinhos? – Armin começa a chorar. Acabo chorando também. — Baby, aprende. Nem todo mundo nos ama. Não. Que sejam sangue do nosso sangue não quer dizer nada. – Ele soluça. 

— Papai. Para com isso. Vamos apenas procurar um serviço. Por favor!

— Lynn. 

— Hm? 

— Você não manda. 

— Que ódio! Já te disse! Se você fizer merda de novo eu não quero saber de você! 

— Vou te levar pra sua casa, amor. Espero que você me espere. Quando eu voltar nós vamos entrar dentro do nosso apartamento.

— Você vai ir preso e arruinar tudo, seu idiota. Não faz coisa errada, por favor.

— Confia no seu Pai. Eu vou fazer o que for necessário por você. Eu te amo, meu anjo.

Acabo chorando baixo. Decido não dizer mais nada. Não adianta.

— Esses filhos da puta já te batem, te abusam, te condicionam, te negligenciam, te traficam humanamente obrigando você a trabalhar para eles. Eu sei. Daqui a pouco piora. Eu não vou permitir, Malvina. Não vou. Eu sei como é essa gentalha. Eu tinha colegas, no orfanato quando passávamos dos onze anos íamos embora para ficar junto com os moleques dos centros de menores. Eu conhecia outras garotas em situações parecidas. Eu sei a laia desse tipo de filha da puta, eu sei como é esse povo, essa gentalha do caralho. Esses assassinos. – ele fica falando, quase como se fosse para ele mesmo. Às vezes soluçando.

Eu com vergonha. Das comparações. Muita vergonha. Ele sabe que o meu padrasto é um assassino? Ou está falando dos pais das meninas? Porque coincide. Ele então, sim, conhece situações similares, de trata.

Pulamos o portão da Escola. 

Armin me acompanhou até em casa. 

Quando entrei minha mãe me bateu porque eu não atendi o telefone e pelo horário que cheguei. 

Então dormi chorando na cama. 

No dia seguinte o Armando não apareceu na aula. E o celular dele apagado de novo. 

Outro mês de ansiedade? 

Ou sabe-se lá quanto tempo?

Quero gritar e arranhar tudo.

Quero me cortar.

Não aguento essa incertidão. Não aguento pensar que eu amo ele e que ele pode se foder de novo, e por minha culpa.

Fucking Armin.


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