– Sabe, Lynn… Eu tenho aqui umas chaves… – ele tira do bolso um chaveiro e o balança algumas vezes. – É da caravana do Jorge. – O olho, em silêncio. – Podíamos ir lá descansar. – Ele dá uma risada pequena. – E ficar numa boa. Acho que o clima ficou um pouco tenso.
– Sim… Acho que ficou um pouco pesado. – Suspiro.
Começamos a caminhar meio atrapalhados por culpa do álcool.
– Vai ser difícil achar o lugar onde ele estacionou. – André dá uma risada simpática, se ladeando.
– Ele não vai voltar para a caravana? – me giro para olhá-lo.
– Nós deixamos a caravana trancada. Se ele voltar ele fica do lado de fora. Como ele merece.
Dou uma risada.
– E se ele estiver lá dentro com alguém? – murmuro.
– Aí você me ajuda a bater nele. – André coloca uma expressão fofa, que esconde toda a maldade da frase.
Chegamos a um estacionamento, lotado de carros. André pulsa o botão de destravar da caravana, e ela pisca um pouco distante. Caminhamos até ela.
É preta e está enfeitada por fora com um monte de pinturas de emoticons, símbolos da paz, uma letra “A” de anarquia, e alguns adesivos de banda de rock. André abre a porta e entro atrás dele.
– Essa caravana é a cara do Jorge. – Ladeio um sorriso, após analisá-la.
André me olha ladeando outro, em concordância.
– Ele parece gostar de grunge e punk. – Entro no veículo atrás do meu amigo.
– Ele ama. É um rockeiro viciado. – Meu amigo dá um risinho tímido, após puxar a porta e trancá-la.
Agora está tudo escurinho, iluminado só com luzes LED florescentes. Por dentro há uma cama encapada com um lençol preto, garrafas de álcool, pacotes de Durex, uma certa baguncinha de objetos vários, dois sofás roxos de veludo enfrentados com uma mesinha de centro. Todas as paredes são de madeira escura, assim como o chão.
Vejo como André vai até o banco do motorista e coloca um CD.
– Lynn… Esse CD é um loop de duas horas de “Nightcall” do Kavinsky.
– Duas horas? – dou um risinho abafado.
– Conhece essa música? – ele me olha, sorrindo, voltando para o fundo da caravana. Prepara um copinho com Vodka e suco de uva escura para os dois, e vem se sentar na cama onde eu já havia me prostrado, como se eu estivesse em casa.
– Não. – Ela começa a tocar no ambiente, e abro um sorrisinho, gostando do ritmo. – É bem sentimental, e relaxante.
Ele dá um risinho.
– Eu e o Armando amamos. – André expande o sorriso. – Mas ele não confessa isso para ninguém. É como a música que cantamos juntos em segredo, entre irmãos.
– Que fofo. – Sorrio.
Alguns segundos passam.
– Mas porque você coloca essa música agora?
Quando teoricamente nós dois o deixamos um pouco magoado.
– Ela me tranquiliza. Quero ficar aqui contigo relaxado.
Não quer dizer que o que havíamos dito sobre transar precisa se consumar. Podemos estar aqui juntos curtindo a personalidade um do outro, e conversando, e sendo os amigos de sempre.
– Entendi. – Afirmo.
– Vou tomar um banhozinho. – ele diz assobiando enquanto caminha rebolando já de chinelo até a duchinha da caravana.
– Não demora, André. Se não vai me bater a bad. – digo, franzindo minhas sobrancelhas, e tirando meus sapatos.
– Então vem comigo. Tomamos banho rapidinho. – ele sugere, meiguinho e com as bochechas corando.
Fico um pouco envergonhada, mas gradualmente acabo sorrindo. Tiro minha roupa toda deixando tudo num cantinho e me cubro com os braços, indo atrás dele no banheiro.
– É muito estreita, Lynn. Será que vamos caber? – diz André, referindo-se à ducha. Ele abre um sorriso meigo e acende uma vela, deixando-a em cima da pia, pois não havia luz no teto. Era uma casa muito engraçada…
– Ah, cabemos sim. É rapidinho. – Sorrio.
– E a água sai fria, muito fria! – ele exclama, com um sorrisão.
Entro na ducha encolhidinha, demonstrando que não me importava. André entra também, abre o chuveiro e os dois damos um gritinho fino quando a água começa a cair, rindo muito e tremendo. Meu amigo me abraça enquanto sorri. Para de ser lindo. Sinto o corpo dele quente por dentro, arrepiado por fora. Assim como o meu. Ele ensaboa nós dois com uma bucha úmida e nos lavamos bem rápido, nos retorcendo para tirar todo o sabão o antes possível. Saímos nos secando com toalhas rapidamente.
– Toma. Veste esse meu camisetão, e as minhas meias. – André me entrega uma camiseta preta enorme com uma estampa da pitufinha e umas meias ¾ listradas de preto e azul. Me visto com o que ele me deu e rapidamente me enfio entre as cobertas, para me aquecer. Ele coloca uma bermuda de caveirinhas e entra comigo, me abraçando, e passando um braço por cima do meu ombro enquanto ficamos bem grudadinhos, recuperando o calor. Sim, acho que deu para ver que eu amo as roupas do André. Inveja.
Vejo seus olhos brilhando com certa tristeza. Ele aproxima o copo de Vodka e bebe um gole. O pego de sua mão e bebo também. Estamos ficando quentes de repente. De um jeito que não dá para explicar, porque é animal. Sinto ele dando uns beijos excessivamente molhados e quentes na minha bochecha, como se ele estivesse sentindo fome de carinho. Solto um gemidinho baixo enquanto minha boca se deforma, pois ele estica a pele da minha bochecha quando a beija. Seguro a sua nuca, entrelaçando meus dedos nos cabelos azuis, sentindo a textura lisa deles, acariciando André e dando apoio para sua cabeça, enquanto ele desce os beijos por meu pescoço, dando algumas chupadas. Começo a ofegar.
– Podemos esconder isso do Armando e do Jorge? – sussurro, sentindo a minha barriga esquentar.
– Uhum. – Ele responde na minha orelha. Abre um sorriso grande e me abraça pela cintura, corado.
– Vamos beber tudo? – sussurro, de um jeito auto-destrutivo. Ainda sinto os efeitos do ecstasy no meu corpo, que normalmente te deixam mais excitada e receptiva do que quando você está consciente, e junto com o álcool… imagine só.
André assente e viramos o copo. Soltamos o ar fazendo um pouco de careta. E agora sobre um calor desde o nosso esôfago até a garganta, que parece que se curaria com um beijo de língua.
Sinto ele apertar a minha cintura e me aproximar do corpo dele, e coloco uma mão em seu peito. De olhos fechados, nos beijamos. E pouco a pouco, estou alisando a nuca e o cabelo dele com paixão, sensualidade. Sua mão está subindo por minha cintura de um jeito temerário e lento, como se ele não estivesse seguro do que está fazendo. Lambo seus lábios do inferior ao superior, e suspiro, me distanciando, entreabrindo a boca e mostrando-lhe uma cara que aposto que é bem sexy.
– Então vamos mesmo fazer isso? – ele sussurra. – Você vai tirar minha virgindade? – André ladeia um sorriso, falando baixinho.
– Se você quiser… – me sinto envergonhada, e abaixo a cabeça, segurando em seu braço.
Penso no Armin momentaneamente. Talvez seja melhor assim, para estabelecer uma distância emocional entre nós dois. Que ele não me ame nem se apegue em mim de um dia para o outro.
Pois eu nem pretendo seguir vivendo nessa cidade. Eu quero fugir para bem longe daqui. Juntar dinheiro e desaparecer para um lugar onde eu seja livre.
– Seu celular está vibrando. – Comenta André. Vejo ele piscando pousado sobre minha bolsinha e meu amigo estica o braço e o pega para mim. Olho a tela. – É o Armando? – ele pergunta.
– Não… É o Luíz mandando mensagens. – Respondo, ainda corada.
– O que ele está te mandando? Nudes? – André ladeia um sorrisinho maligno.
– Poderia ser. – rio baixinho.
Ele me mostra uma expressão curiosa, como se quisesse que lêssemos juntos.
Abro as mensagens.
Luíz (6:47): “Oi, princesa. Escrevo para saber como você está. Me desculpe pelo horário.”
Lynn (6:48): “Oi.”
Luíz (6:48): “Oi, linda. Você está acordada também? (:”
Luíz (6:48): “Eu estou na cama sozinho. Estava pensando em você.”
Lynn (6:49): “O que você estava pensando?”
Luíz (6:51): “Estava pensando que você poderia estar aqui comigo, nós dois juntinhos, dando um abraço bem gostoso, bem quentinho. Eu estaria fazendo carinho no seu cabelo, massageando as suas costas… beijando seu rostinho, te dando um monte de mimos. Eu ia dormir tão em paz… Tão tranquilo. Linda. Um beijinho. Espero que você durma bem, princesa.”
Eu e André ficamos olhando a mensagem e suspiro profundamente. Bloqueio a tela do celular.
– Deixa isso para lá. – Comento com André, revirando os olhos.
– Ah, foi fofo. – Ele diz, um pouco sem jeito.
Luíz (6:53) “Desculpa, linda. Dorme bem.”
Olho a mensagem e franzo as sobrancelhas. Ele acha que me incomodou agora. Respondo “eu também”, com um coração, meio escondida de André e deixo meu celular pousado de novo.
– Ah, ele só deve estar chegando bêbado em casa sem ter pego ninguém e na carência me manda isso. – Respondo, tirando importância dos atos dele. Sim, é fofo. E isso é o que me preocupa.
– Hum… – André murmura. – Vamos esquecer tudo isso, por favor. O Jorge deve estar fodendo com outro cara. Até agora ele não voltou para a caravana.
– Não quer pensar em outras pessoas agora? – pergunto, intuitiva.
– Não. Vamos ficar só nós dois. – Ele responde.
Carpe Diem.
Estou me sentindo deprimida. Talvez eu tenha mesmo ferrado o meu lance com o Armando. Mas meu orgulho é bem maior e não vou conseguir ligar para ele agora, e aguentar mimimis e possíveis dramas intermináveis.
Pensar que eu vou voltar para casa segunda-feira sem ter vivido algo intenso para mim é impensável. Eu tenho que viver momentos bons. Segunda eu tenho que buscar um quarto para alugar. Segunda eu volto para a Escola. Segunda eu começo a trabalhar. Segunda eu vou receber ligações da minha mãe perguntando onde eu estou, ou talvez dizendo que precisa de mim porque meu padrasto ficou descontrolado de novo. Agora eu quero é saber como é que eu vou estudar, trabalhar, ficar pendente de uma criança, e pendente do possível acontecimento de um par de homicídios, tudo isso junto.
Como é que eu vou estudar e trabalhar, com medo do meu padrasto assassinar minha família no meio de uma briga? Eu vou ter que esquecê-los. Quando? Segunda. Eu vou ter que tacar o foda-se para poder cuidar de mim mesma, e tudo isso me corrói de culpa por dentro.
Se hoje não tem como ser intenso contigo, Armando, será com o seu irmão André. Eu também não quero que eu e André fiquemos tristes agora. Nem nunca. Pois há que ser forte para seguir adiante.
– Você quer que eu mexa no seu cu quando estivermos transando? Eu nunca fiz isso. – Pergunto, adocicando a voz, para que a pergunta não soe tão bestial e vulgar. Meu tom de voz é compreensivo e sem julgamentos.
André sente a mudança de vibe, o assunto indo direto “para o que interessa”. Ele abre um sorrisinho malicioso e ladeado.
– Eu não reclamaria. – Confessa o de cabelos azuis. Dou um risinho sarcástico.
Começo a sentir algo incomodando embaixo da minha coxa, e puxo isso, que está feito com uma corrente pesada. Coloco o objeto no meu colo.
– De quem é essa coleira? – pergunto, rindo.
– Do cachorro do Jorge. – Responde André, com inocência.
– Ah, o Jorge é um cachorro mesmo. – Brinco.
André ri.
Me sento no colo de André e olho para cima, olhando-o nos olhos.
– Posso por isso em você? – ladeio um sorriso malicioso.
Outro vai nascendo no rosto dele, bem safado.
– Essa coleira vai ficar bem em você, cachorrinho. – Sussurro com uma voz sensual, e fininha.
André morde seu lábio inferior, me olhando. Logo aumenta a pressão da mordida e inclina o queixo para mim, me oferecendo seu pescoço com um olhar divertido e excitado.
– Mm… – Ele murmura grave, rindo.
Com suavidade, coloco a correia sobre seu pescoço e a ato por trás. Mordo meu lábio inferior, com certo sorrisinho pendurado, e puxo André pela coleira. Vejo como ele fica um pouco mais sério e seu membro dá uma endurecida contra minha calcinha.
– E então, cachorrinho? – chamo sua atenção, com uma voz muito feminina e arrastada, de propósito. – Você queria mandar em mim, mas nós dois sabemos que você não dá conta… – o esgano um pouco pela coleira, bem sarcástica.
André só ri baixinho de novo, como se essa perversão toda fosse nova para ele. Pisco um olho e ele lambe seu lábio superior.
– Cachorrinho… – murmuro, e toco sua bochecha com carinho. – Você vai fazer o que eu quiser, certo?
Ele assente. Isto causa um sorriso em mim.
– Lindo. – Sussurro com um sorriso meigo. – Cachorrinho bonzinho. – Acerco o meu rosto até o dele, enquanto ainda seguro a corrente de metal da coleira.
Fecho meus olhos e o beijo, ele abre a boca receptivo. Nossas línguas se encontram. Ele beija de um jeito calmo. Aprofundo minha língua em sua boca e chupo seus lábios, mordendo em seguida. Nos separamos, respirando um pouco mais alto.
– E se eu não ficar excitado com isso? – ele me pergunta. No entanto, sinto que o timbre da sua voz carrega certa provocação, proposital. Brat puppy…
– Como você se atreve a dizer que não vai ficar excitado comigo? – assinto negativamente, fingindo indignação. Tiro a camiseta, ficando em topless. Me sinto realmente frágil agora, me despindo na frente de um cara gay. Espero que ele não me humilhe. Sim, antes tomamos banho juntos… mas agora é diferente.
Noto seu olhar pousado nos meus seios com curiosidade, ele lambe os lábios, analisando.
– Gostou? – sussurro, um pouco mais séria, um pouco mais doce, um pouco mais vulnerável, meu corpo vai amolecendo enquanto coro.
Ele assente.
– Só não sei usar. – André sussurra.
Dou um risinho leve.
– Lynn… Você quer me amarrar também? – sua voz se arrasta enquanto ele me olha maliciosamente.
– Um pouco intenso para ser sua primeira vez, não? – pergunto, sarcástica. Vejo como ele vai pegando um cinto que estava por aí jogado, segurando-o e entregando-o para mim.
– Eu não me importo. – André ri baixinho. – Seja má se você quiser. – Ele ladeia um sorriso de novo, lambendo sua boca sensualmente. Sinto um calor queimando meu corpo.
– Levanta os braços, puppy. – Sussurro. André os levanta, os dois. Olho os músculos internos do seu braço, sua barriga sarada e uniformemente branca. Ele é bem sensual. Ele me olha, literalmente, com cara de cachorrinho, olhinhos azuis fofos, brilhantes e grandes, lábios entreabertos e molhados, muito submisso. Amarro o cinto dele em seus pulsos e logo o prendo numa barra de ferro que há no teto da caravana. A mesma fica há uns cinco centímetros de distância da cabeça do André, então seus braços ficaram flexionados, não sendo excessivamente desconfortável para ele.
Dou uma risada leve, olhando-o nesse estado. Sinto o pau dele dar uma pulsada contra a minha calcinha. Ele fica excitado quando eu o humilho, e quando rio dele. Que promíscuo.
– Posso tentar tocar um pouco em você? – ele pergunta, interessado e sensualmente.
– Uhum. – me seguro em seus ombros, me erguendo. Deixo meu pescoço na altura da boca dele. Ele vai avançando a cabeça e chupando-o com vontade, deixando poças molhadas na minha pele, sugando, e me arrepiando. Vou me erguendo mais. Ele beija um dos meus seios com suavidade e vai lambendo. Começa a mamá-lo de um lado, até que lhe coloco o outro. Me sinto no controle. Começo a unhar seus ombros. – Mais forte. – Sussurro, e ele obedece. Quando as chupadas ficam intensas o bastante para que eu revire os olhos, vou me erguendo mais. Sua boca desce pela linha que divide meu corpo em duas metades gêmeas, vai se arrastando junto com sua língua e dando beijos e chupões fortes pelo meu umbigo, pela minha barriga. Me seguro na barra e deixo a cabeça dele entre as minhas pernas. – Vai, André… Chupa a minha boceta. – Sussurro arrastada, muito baixo e com a voz embargada de tesão. – A primeira da sua vida. Mhum. – Abafo um risinho curto e fofo.
Sinto o calor abrasante da sua boca entre as minhas pernas, da sua respiração quente. Ele envolve meu clitóris com os lábios e dá uma primeira sugada molhada, como se fosse um beijo de língua.
– Assim, Mistress? – André sussurra a pergunta com tesao. Fecho meus olhos, sentindo minhas pernas estremecerem suavemente, enquanto me seguro na barra, com uma mão em cada lado das suas. Deixo o peso do meu corpo cair mais sobre o rosto dele.
– Sim… – sussurro. – Mais forte, e mais molhado…. – sinto ele me obedecer e dar mais beijos. Uma das sugadas é forte o bastante para me arrancar um gemido alto e choroso, que me faz corar de imediato. – Hmm… Imprestável. – gemo orgulhosa, e seguro num lado do seu cabelo, afirmando sua cabeça.
Ele abre mais a sua boca e coloca os grandes lábios inteiros para dentro. Sinto a ponta da sua língua abrindo os dois, e ele a esfregando pelo clítoris com suavidade. Gemo baixo.
– Forte, puppy… – sussurro.
– Hm… – ele murmura em resposta e suga com muita pressão enquanto lambe, me metendo toda para dentro da boca dele, beijando com dedicação.
– Assim… – Confirmo. Ajeito sua cabeça bem no ângulo certo. Ele começa a me sugar e a soltar com força, e dou umas quicadas curtas, bem suaves contra a língua dele, gemendo enquanto coloco um pouco da língua para fora e reviro os olhos. Sinto as chupadas ficando realmente prazerosas, mais profundas. Aos poucos, André começa a babar em mim, a cuspir contra meu clítoris, e vou deixando o seu rosto um verdadeiro desastre enquanto os barulhos das chupadas ecoam pela caravana.
– V-vai.. V-vai um pouco… Em círculos… – peço gemendo baixinho. Ele gira sua cabeça em círculos várias vezes, depressa e descontroladamente, agarrando o ponto sensível dentro da sua boca, meus olhos reviram. Seguro sua cabeça por baixo e me esfrego pelo rosto dele suavemente, lentamente. Ele se deixa de olhos fechados enquanto ofego. Sinto ele por a língua para fora. Agora, quando me esfrego nele, ele me lambe todo receptivo.
Gemendo baixinho, vou me sentando no colo dele de novo. Seu pau está claramente duro como uma pedra.
– Seu pau ficou duro me chupando… – sussurro, sarcástica, ladeando meu rosto enquanto meus olhos brilham de tesão.
Ele abre um sorriso envergonhado, um pouco tímido.
– Sua atitude… me excita. – Ele comenta. Parece ansioso, assim preso. Vou me arrastando por ele e dando beijos molhados em sua barriga, até ficar no meio das suas pernas abertas. Ele está me olhando de um jeito indecifrável, com um brilhinho nos olhos.
Aliso seu volume um pouco, logo tiro ele para fora e o seguro. Esse pau me faz sentir um Dèja vu. Zoeiras a parte. Está grosso, com bastante veias. Que desperdício para os gays passivos ele não gostar de ser ativo. Talvez ele comece a gostar das duas práticas hoje.
Produzo bastante saliva e cuspo na cabeça do seu pau. Eu fico pequena perto dele, que é bem corpulento, alto. Seguro na parte interna de uma de suas coxas e começo a chupar seu pau para cima e pra baixo, soltando muito cuspe, deixando-o bem molhado e sugando com pressão, para que seja prazeroso. Dou alguns beijos intensos pela cabeça, ele vai gemendo baixinho, ofegando, ficando vermelho e bem sexy.
– Uhh… – André urra rouco, com a boca bem molhada.
– Tá gostando? – pergunto sensualmente, o masturbando.
– Aham. – Ele assente e morde a boca, olhando meu rosto enquanto faço isso. O que será que ele está sentindo? – Tenho que confessar… que tá me excitando ver você fazendo isso.
Assinto, lambendo minha boquinha, ficando mais delicada, provocando mais. Há tanta saliva que o masturbo com facilidade, o cuspe pegajoso vai escorrendo pelas bolas dele, e quanto mais lambreca, mais excitada eu fico.
– Vou sentar em você. – Sussurro, pondo minha língua para fora devagar, imitando-o, pois ele está fazendo isso de prazer.
– Senta. – André responde baixo, ansioso, com o pau muito duro.
Volto a me ajoelhar na frente dele, enquanto lambo minha boca, e começo a mirar o pau dele na entrada da minha boceta enquanto o seguro. Encaixo a cabeça e me sento lentamente. Todos meus músculos internos se contraem ao redor do pau dele. Ele revira os olhos e eu também, quando chego na base. Damos uns gemidos bem sensuais, estimulantes. Nos olhamos nos olhos, bem extasiados.
– Gosta? – sussurro.
André assente freneticamente.
– Então se deixa levar. – Seguro seus ombros e dou uma quicada. Nossos rostos se aproximam e começo a acariciar seu cabelo com paixão, sua nuca, começo a me mover para cima e pra baixo com a boca próxima à dele. Nos beijamos de língua enquanto sentimos minha boceta engolindo e soltando o pau dele, deslizando-se por seu membro super molhado, fazendo um barulho de água cada vez que nossos quadris se chocam bem na base.
– Isso… Senta em mim… – ele sussurra, bem sexy. Assinto, aprovando. – Gostosa… – André sussurra. – Eu to adorando. Sua boceta é maravilhosa, Mistress… – ele sussurra e sinto meu corpo se contrair involuntariamente. Sigo no mesmo ritmo, que vai aumentando gradualmente, conforme os pedidos do meu próprio corpo. Em pouco tempo vou gozar se sigo no comando. – Me solta? Hm? Por favor? – ele sussurra, e nos beijamos de língua de novo. Começo a desamarrar seus braços. Ele segura minha bunda com suas duas mãos grandes e me ajuda a quicar. Fico me segurando em seu peito, vermelhinha, pensando só em seguir sentando. – Posso meter um pouco, por favor? – ele diz, arrastado. Assinto.
Ele vem por cima de mim na cama. Um pouco do seu cabelo azul caiu contra o meu rosto e ele o segurou, me beijando de língua. Enlaço as pernas ao redor da sua cintura. Começo a sentir André entrando e saindo de mim no meu próprio ritmo. Dou emidos chorosos, sentindo como ele me alarga, como vai me fodendo, me preenchendo e esvaziando. O garoto aperta meus pulsos contra a cama e dá um risinho sarcástico.
– Agora eu que te prendi. – Ele sussurra, malicioso e brincalhão. Dou um risinho, mordendo minha boca.
– O que você está sentindo? – Sussurro.
– Meu corpo todo quer que eu vá mais forte… Que eu acabe com sua boceta. – ele sussurra no meu ouvido.
– Mmm… – gemo excitada, impulsando meus pulsos embaixo das mãos dele.
– Posso? – ele sussurra.
– Vai. – gemo a resposta.
Ele começa a meter mais forte e mais depressa, pegando o domínio para ele. Gemo de um jeito incontido, cada estocada é deliciosa.
– Eu sinto como se eu fosse g-gozar… – ele diz trêmulo. Coloco uma perna em cima do seu ombro.
– Me solta. – peço com firmeza e ele obedece. Começo a massagear meu clítoris enquanto ele segue fodendo. André continua me arrebatendo até que vejo seus olhos revirando, ele inclina seu pescoço branco. Vejo sua boca avermelhada entreaberta gemendo de prazer.
– Ahh… – o garoto sai de dentro de mim de repente, assustado, e jorra muito líquido branco em cima da minha barriga enquanto ofega fortemente. Fico assistindo tudo, perdendo a concentração sobre me massagear, achando mais interessante esse momento tão erótico. Me sinto muito mais excitada que antes, e volto a me tocar, franzindo as sobrancelhas. Ele segura um dos meus seios, me olhando, ainda de um jeito excitado. – Eu gozei… – ele diz, um pouco tristonho, mas aparentemente disposto. – Você? – ele sussurra.
– Não. Você quer me ver gozar? – sussurro.
André assente frenético. Sigo me massageando enquanto ele olha, tentando pensar em algo muito excitante. Mas não estou conseguindo ficar relaxada.
– Quer que eu siga tentando? – ele pergunta com suavidade.
Apenas assinto. Sigo me tocando e ele aperta meus seios, juntando-os. Ponho a língua para fora, encostando a ponta em sua mão. André entende e coloca o indicador para dentro dela. Fico chupando-o enquanto me masturbo, sentindo espasmos pelo meu corpo, e vergonha também. Ele me olha confuso, e excitado. Não estou conseguindo. Pede para eu gozar, André. Acabo pensando no Armando, minha excitação está se esvaindo. “Goza, gostosa”. “Goza, putinha”. E se eu pensar nele? Sou um desastre.
– Já é bem tarde, quase nove da manhã. – digo a André, fechando minhas pernas e me encolhendo. Me seguro em seus pulsos, ele vai soltando meus seios aos poucos. André repara na sujeira que ficou sobre minha barriga e pega umas toalhinhas húmidas rapidamente.
– Aqui. – diz meu amigo. Ele começa a me limpar e as atira num cesto de lixo. – É sério. Eu posso seguir tentando. Eu tive um orgasmo bem legal. Queria que você gozasse também. – Ele junta as sobrancelhas.
O motivo de eu não ter gozado não tem nada a ver com ele. Ou talvez sim…
– Tudo bem. Eu estou bem, mas cansada. Nós mulheres não gozamos facilmente quando estamos cansadas, ou com problemas psicológicos. – Justifico, corando, dando essa desculpa que nem sempre tem por que ser verdade, ou uma norma geral, mas que é uma crença estendida e que, no momento, serve para que eu escape de dar explicações.
– Ok. Desculpa qualquer coisa. – ele me rouba um beijo na boca, ainda preocupado.
– Tudo bem, André. – sorrio. – Vamos deitar e nos abraçar. Acho que é isso o que eu quero e preciso agora. E não faça perguntas.
André dá um risinho.
– Como quiser, deusa. – o garoto me abraça em seu peito, e dormimos na cama. André fica alisando meu cabelo de um jeito carinhoso. Eu ainda me sinto como se eu não devesse estar fazendo isso. Mas está tudo bem escuro, e isso ajuda. Fecho meus olhos e carinho suas costas com suavidade. Dou um suspiro profundo, que descarrega todo o meu peso emocional. Vou adormecendo em seu corpo, sentindo sua pele quente. A pele de uma pessoa qualquer. A pele de alguém que eu não amo, mas de uma pessoa, ainda assim. De um ser humano.
– Eu te amo, André. – Sussurro.
– Eu também. – Ele responde.
– Somos amigos, ainda? – pergunto grogue, quase adormecendo. Em poucas horas completarei um dia acordada. E com todo o porre em cima. Estou começando a ficar deprimida e com vontade de chorar.
– Claro que sim. – ele responde, bem dentro da minha orelha, com um timbre afável e acolhedor. Empatizando comigo de uma forma tão delicada que dá vontade de agradecer a Deus pela clemência, pela falta de julgamento ou de exigências. Sinto ele pregar um beijo terno no meu rosto. – Apesar do que aconteceu hoje… Ainda somos amigos, certo… Nada precisa mudar.
Murmuro uma resposta incompreensível.
O meu corpo apaga, infiltrando-se no sono. Eu sempre digo que sou vencida pelo sono. Se deixar, eu não durmo, pois sou muito ansiosa. Com medo de que as minhas merdas machuquem as pessoas, de que elas não me entendam.
Mas dá certa leveza que André me garanta isso. Além de ser menos uma coisa com a que me preocupar, ninguém vai sair machucado por causa da nossa aventura. Nem ele, nem eu, nem o Armando… e nem o Jorge.
* * *
Me levanto com golpes contra a porta da caravana. Me despreguiço e vou acordando aos poucos, escutando-os, sentindo uma zonzeira que no dicionário se define como ressaca. Bocejo e me sento descabelada e com o olho cheio de remelas pretas por culpa do meu rímel. Começo a tirá-las com os dedos. Enquanto escuto os golpes, olho André deitado de costas para mim, com sua pele pálida, uniformemente lisa, com os fios azuis brilhantes sobre sua carne tersa. Ele está dormindo pesadamente. Coitado.
– André… – o cutuco, com carinho, várias vezes seguidas, até ele começar acordar.
– Mmmm? – ele murmura.
– Tem alguém batendo na caravana, André. – Murmuro, com um timbre delicado.
– André! – ouvimos uma voz gritando.
– Ah… – meu amigo se gira ainda sonolento. Se senta e esfrega os olhos. – É a polícia? – ele pergunta zonzo.
– Haha… Acho que não. A menos que a polícia saiba o seu nome. – Eu já intuía que era o Jorge, pelo que acabo de dizer. E a voz não parecia a do Armando.
– Lynn… Vamos nos vestir. – André se senta e diz isso com um timbre preocupado.
Assinto e começo a vestir minha roupa de ontem, meio agachados dentro da caravana. Quando acabo, vejo André se sentar e empurrar a cortina de uma das janelas e olhar para fora. Estava escurecendo de novo. Isso é grave! Deveriam ser já ser seis da tarde do domingo, ou quase sete da noite! Meu vôo saí as nove.
André suspira. Ele destrava a caravana. Imediatamente Jorge entra.
– Ah, vocês estão aqui! – diz o moreno, ele me olha por um momento, de cima abaixo, mas não diz nada fora de lugar, apesar de eu haver engolido em seco. Me mantenho calada. – Não sabia que você estava aqui, Lynn. – diz o namorado de André.
– Sim… Nós acabamos dormindo aqui, estávamos chapados demais. – Justifico. André assente de leve, concordando com minha desculpa. – Você sabe aonde o Armando está?
– O Armando já foi para o aeroporto. – diz Jorge.
Franzo as sobrancelhas e coloco uma expressão aflita.
– Ué… – murmuro.
– Aonde você dormiu, Jorge? – pergunta André.
– Ele deixou isso para você. – Jorge me diz. O moreno me entrega o cartão do quarto do hotel. – É para você ir pegar suas coisas, acho.
– Ah… – suspiro. Me sinto cada vez mais descolocada.
– Depois nós lavamos nossa roupa suja, André. – diz o moreno, um tanto zombado, na porta da caravana, agachando-se para ficar na nossa altura. – Quer que eu te leve para o hotel, Lynn?
– Sim, por favor. – Suspiro fracamente.
– Sem problemas. – Responde Jorge. Ele desce da caravana e abre a porta do banco do motorista. André me olha.
– Esse fodido… – ele sussurra para mim, fazendo um gesto de cortar o pescoço e arregalando os olhos. Meu amigo desce também e entra na caravana no banco do acompanhante. – Com quem você dormiu? – ele pergunta de novo.
Que ironia…
– Já te disse, André… Deixemos essa conversa para depois. – Ele pega as chaves com meu amigo e liga a caravana. Fico sentada num dos sofás, meio sem saber o que fazer, enquanto olho o cartão do hotel, o de abrir a porta. – Onde é o hotel, Lynn?
Digo a Jorge o endereço, que por sorte vem na parte detrás do cartão, senão eu não ia saber nunca. Sou super distraída e tenho um senso de orientação penoso.
– A Lynn é minha amiga. Podemos ter essa conversa agora mesmo. Afinal, só estou perguntando o que aconteceu ontem. Não faz falta preparar um jantar a luz de velas para responder algo assim.
Jorge suspira fortemente. Já ia em direção ao hotel. Ele liga o rádio e ignora André. Meu amigo permanece calado o caminho inteiro, assim como eu. Apoio meu rosto numa mão, e o cotovelo numa mesa. O clima está muito pesado, e minha vergonha e vazio também.
– Obrigada, Jorge. – Lhe agradeço ao chegarmos ao hotel. – Tchau, André. – me despido, dando-lhe um beijo no rosto pela janela da caravana.
Entro no hotel toda fodida, e morrendo de vergonha, pois o lugar é um pouco elegante. Mostro minha carteira de identidade e o cartão na recepção e me deixam subir.
– Você já tem que sair. – Me avisa a recepcionista. – Tens uma hora.
Assinto e logo me apresso para chegar logo no quarto. A primeira coisa que faço é colocar o meu celular para carregar, esperar um pouco e ver se há alguma mensagem do Armando, mas não tem nenhuma.
Acho que estou arrependida por ontem. Agarro minhas pernas e suspiro com força, sentindo o peito um pouco apertado. Bom… o negócio agora é que terei que ir embora de algum jeito. Devem ser uns cem euros ir de Paris à Barcelona. Vou ficar arruinada.
Esfrego o rosto e começo a juntar minhas coisas até que, quando vou pegar meus brincos no criado mudo, vejo que Armando deixou o meu bilhete de volta em cima dele, com um copo apoiado em cima.
Pego esse papel. Fico um tanto pensativa. Ele não é mau, afinal. Poderia ter querido se vingar e me deixado na mão. Mas teve consideração comigo. Que surpresa, nem todo mundo é ruim pelo visto. Há garotos que pensam que por transar com eles algumas vezes você já lhes deve algo. É um sinal de que ele entende que eu não sou dele. Um sinal contraditório para alguém que no sexo diz “você é minha”. E isso parece ser o seu maior fetiche sexual. Que eu seja dele. Ou devo estar viajando.
Lynn: “Oi.” (8:11)
Dois ticks. Ele tem bateria ainda. Deixo alguns minutos passarem, olhando a tela, incluso o vejo online, mas ele não me responde. Suspiro com força e jogo o celular na cama, decidindo não ficar obcecada. Agora ele vai se fazer de princesa da Disney? Fala sério.
Faço a minha mala rapidamente e reviso tudo, para não me esquecer de nada no hotel. Logo tomo um banho rápido também, vestindo um suéter preto ajustado, um short lilás curto, e uns tênis. Aliso meu cabelo e faço algumas tranças finas em várias partes dele, deixando-o solto. Me maquio com bastante sombra, pois hoje me sinto dark. Dou uma última revisada no quarto e saio do hotel com minha mala. Pego um táxi e logo chego ao aeroporto. Quando estou fazendo check-in, sinto o meu celular vibrando. Mas não é ele de novo. Suspiro, enquanto caminho na fila.
Lynn: “Onde você está?” (20:47)
Passo para o outro lado, para a zona de passageiros, e vejo que já posso embarcar. Sinto meu celular vibrar de novo, com uma notificação da música do Batman, que é a que eu havia colocado para as mensagens dele. Ai, por fim! Parece que ele vai parar de fazer cu doce e conversar comigo como alguém normal.
Ele manda uma foto de quatro sonhos bem cremosos. Bem cremosos mesmo! Eu diria que com o dobro de creme do que os das padarias convencionais. O creme está com uma cor dourada e bem brilhante. Que delícia!
Lynn: “Uau… Que gostoso. Que cremoso! Hm… Me deu uma fome! Como eu queria lamber esse creme todo!” (20:49)
Sinto minhas bochechas corando enquanto estou sentada na cadeira preta do aeroporto, abstraída. Eu sei que é uma provocação tosca e mal trabalhada, então estou ficando corada.
O Armando acaba de ler, mas não me respondeu. Ué, por quê? Me sinto confusa. Vou indo para a fila, passando pelo corredor transparente que leva até a porta do avião. As comissárias me cumprimentam e olho qual é o meu acento no ticket. Caminho procurando o 40B, parece que é no fim do corredor. Nos últimos acentos.
Acabo de ficar arrepiada. Razão e emoções não vão juntas, não é mesmo? Armando está sentado no lado da janela com os braços erguidos, flexionados e apoiados atrás de sua cabeça, bem à vontade, de olhos fechados. Os pés dele estão nos pedais do acento da frente, um joelho mais flexionado que o outro, as pernas um pouco abertas. Ele quase não cabe direito.
Tinha me esquecido de como ele é gostoso. E a roupa de hoje está totalmente aprovada, todo de preto, com os ossos da clavícula à mostra e os músculos marcando no suéter. Seus fios negros como a noite estão brilhando, um pouco úmidos, desfiados por seu rosto. Seu queixo fino é super bonito, e seus lábios muito suaves.
Desço o puxador da minha mala e a enfio na parte de cima do avião. Armando abre os olhos e ladeia a cabeça lentamente para me olhar. Um sorriso pequeno se forma em seus lábios, mas ele não diz nada.
Seus olhos azuis brilham sensualmente, com suas sobrancelhas determinadas por cima. Esse olhar selvagem que ele tem. Me sento ao seu lado, meio rosada. Meu corpo no acento fica pequeno do lado do dele. Coloco o cinto enquanto ele vai abaixando seus braços lentamente, deixando sua cabeça encostada de perfil sobre a cabeceira do acento.
Me deixo levar por atrevimento e vou vencendo minha timidez sem pensar, meu corpo vai indo para o banco, vou me deitando aos poucos, e acabo por imitá-lo, ficando na mesma postura que ele. Nos olhamos nos olhos. E estamos bem perto.
– Mhuhm. – Ele dá um risinho suave e segue me olhando no rosto com certa prepotência, e um semblante calmo.
– Você está bravo comigo? – pergunto baixinho, com um timbre sedutor, tentando arrumar qualquer mal-entendido com ele. Pois é, de vez enquanto eu uso a sedução. E não é tudo na vida uma questão de seduzir? Quando alguém te vende algo que tu não precisas, por exemplo, o vendedor te seduziu.
– Sobre o quê? – ele responde, baixo também. Sedutor também… – Sobre ontem? – sua voz abaixa mais ainda e ele franze as sobrancelhas, brincando de expressar descontentamento e ao mesmo tempo expressando-o com seriedade. Assinto fraco, olhando-o nos olhos, com os meus bem abertos e atentos. – Humm… – ele murmura. Sinto minhas bochechas queimando. – Então você se importa.
– Com o quê? – pergunto, me resistindo a assumir. Ele dá um risinho sarcástico.
– Com nós dois… Quero dizer, eu não sou o único que está sentindo coisas. Não estou sozinho. Você quer saber de uma coisa, realmente?
– Quero.
– Eu fiquei chateado. E com raiva de você. Mas é ok porque não somos nada. Só ficamos. Mas mesmo assim. Eu senti raiva. E como resolver esse sentimento negativo acumulado? Você vai me achar um pervertido, mas o fato de você ser tão putinha e levada me dá tesão. Me dá vontade de te foder.
– Armando do céu…
– Mas não de um jeito fofo. Não. Com raiva, sendo mandão. Te humilhando e pondo você no seu lugar.
– Você tem razão. Isso é bem pervertido, papai.
– Tanto é que meu pau está endurecendo.
– Hahaha… Como você é safado. Pelo amor de Deus… eu fodi com seu irmão.
– Ah… Por fim você teve ao menos vergonha na cara para assumir. Mas enfim… Você se divertiu ontem? Com o seu titio? – ele pergunta irônico, tomando o tempo necessário para erotizar cada palavra.
– Armando… – começo a falar, mas ele me interrompe.
– Daddy. – O moreno sussurra.
– Daddy… – suspiro. – Eu fiquei com o André ontem. Mas isso não quer dizer que tenhamos transado. – Reviro os olhos.
– Mm… Brat baby. – Ele suspira levemente, e diz as palavras com tanta sensualidade, com um matiz rouco no fundo da sua voz grave, que sinto frio na barriga. – Então é assim, agora? Na base da mentira… Pois bem. Você pensa que o papai é idiota, não é mesmo? Qual será o seu primeiro castigo?
Sinto uma onda vermelha subindo desde o meu ventre até a minha garganta. O olho, mendigando calma. E o pior de tudo é que essa onda de medo carrega na mochila muita excitação, muita curiosidade, e ansiedade. Não saber o que ele vai fazer comigo me deixa quente. E acabo de me imergir no Little Space.
– Não penso, não senhor. – Sussurro.
– Ok. Hm… Pobre garotinha. Tudo bem, baby girl… Daddy não vai te bater se é isso o que te deixa tão triste e ansiosa. Com esse olhar fofo de gatinha do Shreck. – Ele diz com graça, sussurrando.
– Não mesmo, papai? – eu até queria um castigo, mas neste momento estou mais a fim de afeto e aprovação.
– Não. Mas baixo uma condição. Você vai ter que ser um anjinho durante a viagem. Hm? Você vai se comportar? – Ele segura o meu queixo com suavidade e atrai minha face para perto da sua, deixando nossas bocas quase coladas. Gemo baixinho contra o sorriso malicioso dele. Sua mão se desliza lentamente até o meu pescoço, ele o aperta de leve e seguro seu pulso.
– Eu vou ser boa, Daddy. – Sussurro. – Eu prometo. – Aliso sua pele com carinho.
– Certo, bebê. – ele me solta e assente de leve. – Então relaxa por agora… Linda. Eu estou a fim de passar um tempo contigo. Conversando, e numa boa…
Abro um leve sorriso, realmente mais relaxado.
– Como quiser, daddy.
– Boa garota. Vamos ver um filme?
– Vamos… eu posso escolher, papai?
– Por que não?
– Mas às vezes eu sou ruim decidindo… Não fico segura sobre se a minha escolha foi boa ou ruim.
– Vamos escolher juntos.
– Ok. – Sorrio.
Armando cobre nós dois e me agarra em seus braços. Me sinto inteira arroupada nele, como se eu fosse um macaquinho que acaba de nascer e está pendurado em sua mãe. Suspiro fortemente e deixo todo o peso da vida cair no peito dele. Meus olhos amolecem e fico levemente sonolenta, me sentindo segura.
Demoramos uns minutos em discutir qual filme íamos ver, mas tudo com calma e tranquilidade. Como se nada precisasse de estresse e de urgência. Logo ficamos assistindo, bem abraçadinhos. Enquanto olho os créditos que anunciam o fim do filme, sinto o hálito quente dele na minha orelha.
– Eu comprei um ursinho para você no convening. – Armando vai me soltando e se inclina até o chão, começando a revirar uma das duas sacolas que estão embaixo dos seus pés enquanto olho suas costas largas inclinadas. Ele tira uma pelúcia branca para fora e me entrega.
– É fofo! – exclamo, pegando-o no meu colo. O ursinho tem uma cara simpática e está abraçando um coração roxo. Sinto minhas bochechas queimando.
– Você gostou, bebê? Que bom. E então, eu posso tirar uma foto da minha filhinha segurando o seu ursinho? – Apesar de fofo, isto parece ser um presente tão erótico como um chicotinho ou um vibrador do sex shop.
– Pode, papai. Eu disse que ia ser uma boa filhinha com você. – Abro um sorriso tímido e terno. Vejo Armando abrindo a câmera do seu celular.
– Mm… Linda. Você é mesmo adorável. – Ele dá um risinho satisfeito, e coloca o celular na minha frente. – Põe ele perto do seu rostinho, baby. E faz uma carinha bem fofa pro seu papai.
Coloco o ursinho contra minha bochecha, e faço a minha melhor pose meiga, com um sorrisinho pequeno e olhos propositalmente arregalados. Abraço o ursinho com amor. Armando me fotografia. Em seguida, ele olha a imagem.
– Mmmm… Tão linda. Tão fofa… Baby girl. Hahah… Você é realmente linda… Hm? Tenho tanto orgulho de você. – Ele diz, olhando a imagem. Logo me mostra a foto para que eu vesse que tudo o que ele dizia se confirma.
– Obrigada. – Sorrio, vermelha com os elogios. As aeromoças estão passando, deixando comida, cobertas e fones de ouvido. Enquanto elas não chegam até nós, Armando ri com certa malícia e diversão, com os olhos brilhando.
– Mhmhm… É hora de jantar. – Ele segura o meu rosto com suavidade, e passa o polegar por meu lábio inferior, lentamente. Na nossa frente há passageiros, mas não há ninguém dos lados. Ainda assim nosso diálogo pode soar erótico para qualquer pessoa que já não for virgem, por isso ele cuida do volume da sua voz o tempo inteiro.
– Massa ou carne? – pergunta a comissária.
– Massa. – Respondo.
– Massa também. – diz Armando.
Ela nos serve, e os dois pedimos coca-cola.
– Temos que comer, Armando… – reclamo quando ela vai embora.
– Sim. – Ele ri suavemente.
Jantamos e esperamos a aeromoça vir recolher o lixo outra vez. Começava a ficar tudo escuro no avião porque os passageiros estavam começando a apagar as luzes para descansar.
– Vou no banheiro, baby. – Ele avisa.
– Eu também. – Respondo. Pego minha bolsa e vamos juntos ao banheiro. Eu no feminino, e ele no masculino. Escovo os meus dentes e volto para o meu acento. Quando chego, Armando já está no seu. Ele sorri ao me ver. Correspondo o sorriso e sinto um hálito fresco saindo do nariz dele quando me acerco para beijar sua bochecha com carinho. Ele foi fazer a mesma coisa que eu.
– Então, agora que todo mundo já foi dormir… e já jantamos… – ele começa a sussurrar. – Você queria afundar o seu rosto nesses sonhos de creme que o papai comprou para você? – Armando diz com malícia.
– Os da foto? Eles estão aqui? – rio com suavidade, alegre. Armando ri gostosamente, mas baixinho.
– Sim. – Ele lambe os lábios. – Você sabe como eu sou bom, não? Eu sou o melhor papai para minha baby. – Armando se inclina e abre a segunda sacola, pondo uma caixa de padaria em seu colo e a abrindo. – Eu comi alguns, mas guardei dois para você. – Ele segura um deles. – Você quer?
– Quero. – Assinto. Armando o afasta de mim e dá uma risada, assim que estico a mão para pegá-lo, me fazendo de boba.
– Não, baby. Melhor não.
– Ei, daddy! Por quê? – cruzo os braços, falsamente chateada.
– Eu cuido da sua saúde, amor. Se você comer tudo isso você vai engordar e ficar horrível. – Fico vermelha de vergonha. E também de raiva, pois ele estava me sacaneando e sendo machista de propósito. Mas não consigo evitar abrir um sorriso ladeado, pois é só outro diálogo do nosso role-play secreto. Os pais costumam controlar o que os filhos comem.
– O meu Daddy é cruel! – exclamo e olho o sonho de novo. Vejo um sorriso malicioso na boca dele, como se ele gostasse de ser chamado de mau. Armando junta as sobrancelhas, no entanto, se fazendo de empático.
– Ok, neném… – ele suspira. – Eu vou deixar você provar, tá bom? – ele aproxima o sonho para perto da minha boca. – Lambe o creminho. – Armando sussurra, com um timbre grave e malicioso. Soa quase como uma ordem. Abro um sorriso tímido e fico vermelha.
Coloco a língua para fora e lambo o creme de baunilha enquanto o olho nos olhos com uma cara de desfrute extrema, sentindo parte do dedo dele na minha língua. Os olhos do Armando ficam vidrosos enquanto ele me vê fazendo isso, e suas pupilas acompanham o movimento da minha língua com muito tesão.
– Hm, como você gosta. – Ele afirma sacana. Mmm… – Armin morde o lábio. Fecho meus olhos e o deixo seguir passando o creme por minha língua. – Tá gostoso, bebê? Daddy sempre alimenta você… Uhhf… – Ele diz com muita malícia. Dou uma risada leve e excitadinha.
Pego o sonho de sua mão e dou uma mordida, me deliciando com uma expressão doce, propositalmente, e deixando alguns farelos impregnados de creme nos meus dedos do meio e indicador. Deixo os dedos perto da minha boca, enquanto mastigo sorrindo, ficando suja de propósito.
– Mmm… – ele murmura, bem excitado, enquanto me assiste. – A sua carinha linda e fofa quando tá comendo me deixa com muito tesão. O seu rostinho lambuzado deixa o papai de pau duro. Você sabe o que é isso? Estar de pau duro? Mm… Provavelmente não. – Ele já está super excitado, metido no nosso joguinho. Coloco um dedo na boca e o chupo, logo faço o mesmo no outro, limpando-os enquanto dou risinhos inocentes. – Você quer mais creminho, baby? – ele geme, com os olhos vidrosos.
– Quero, daddy. – Assinto como uma menininha. Ele ri com malícia.
– Eu sei onde você pode conseguir mais creminho, mas não conta para ninguém, hm? E seja silenciosa, baby. É falta de educação comer fazendo barulho. Sobretudo no avião.
Sinto o meu rosto ficando vermelho. Ele toca o próprio pau por cima da calça e mordo o lábio inferior, sentindo muito tesão. Vejo como ele a abre devagar, descendo o zíper silenciosamente. O pau dele está bem duro dentro da cueca. Suspiro de excitação.
– Onde eu posso conseguir mais creminho, Daddy? – falo baixinho, só para ele ouvir, enquanto olho seus olhos e me balanceio docemente.
– Aqui, pirralha. – Ele sussurra com a voz carregada de tesão, me arrepiando. – Daddy guardou um pouco para você. – Ele se alisa, agora sobre a cueca. Minha calcinha começa a molhar enquanto olho como ele se toca. É muito sexy. – No meu churro. – Ele ri sacana, e super excitadinho, e arranca outra risada de mim.
Armando desce o pano, segurando seu membro firmemente pela base e me olhando com um sorriso de lado. Que tentação. Observo ao redor, discretamente, e quando vejo que não tem perigo o seguro com uma mão e começo a masturbá-lo enquanto ele se deixa.
Nos olhamos nos olhos um tempo, mas logo fixamos a nossa visão na masturbação, ambos excitados vendo como minha mão sobe e desce pelo seu pau tão gostoso. Me abaixo e dou uma lambida super dedicada, emitindo um gemidinho quase inaudível, controlado. O coloco dentro da boca e começo a chupá-lo devagar até deixá-lo molhado. Quando consigo ensopá-lo o chupo mais forte, para cima e pra baixo. Armando segura o meu cabelo e deixa um gemido baixo escapulir.
– Isso, baby. – Ele sussurra. – Se você não chupar com vontade, não vai sair o suficiente. Hm? Gostosa… – ele aperta o meu cabelo e o puxa de leve, quase me arrancando outro gemido. Sentimos alguns movimentos dos passageiros da frente e subo minha cabeça, tirando a ponta da minha boca com um estralo apertado, sentindo o pré-gozo dele nos meus lábios, que estão bem molhados e melados nesse momento.
Me levanto, entre risinhos e o olho. Logo abro um pouco meus lábios, e mostro para ele que eu havia conseguido um pouco de “creminho”. Armando ri satisfeito.
– Mmm… Linda. Está gostoso? – eu assinto. – Mm… Sim, eu sei que você adora, baby. – Ele diz arrastado, sussurrando. O seguro e o sigo masturbando, lentamente. Ele pega meu rosto com uma mão, e me olha. Parece bem descontrolado.
– Você divide comigo? Mm? – nossas cabeças vão se aproximando como imãs. Ele geme baixinho contra minha boca quando nossos lábios se tocam, eu também. Passa a língua contra a minha e sente seu próprio gosto. Damos um beijo bem molhado, lento e quente enquanto o masturbo, sentindo meu líquido vazando para o meu shortinho lilás. – Gostosa… – ele diz contra minha boca e morde meu lábio inferior. Levanta meu suéter com agressividade e quando faz o movimento aproveita para tocar meus seios sobre o pano. Armin olha para eles e logo assente negativamente, mordendo a boca. – Safada… – sussurra Armin, bem excitado. – Putinha. Você não tá usando sutiã, baby… É perfeito, porra… – Dou um risinho suave, corando.
– Gostou, da? – sussurro, mordendo meu lábio carnoso em êxtase, e aumentando o ritmo da masturbação na medida do possível, na medida em que o silêncio permite.
– Mmm… Sim. Eu amo seus peitinhos. São tão gostosos, baby… – ele sussurra, perto da minha boca, baixinho. – Posso fazer você ter um orgasmo? É uma sensação maravilhosa. Acontece quando você fica tão satisfeita quando o papai te come que o seu corpinho começa a tremer. – Sinto como ele segura o suéter levantado sobre meu pescoço com a palma da mão aberta, e segue olhando meus seios enquanto o masturbo, desfrutando deles como um estímulo visual.
– Eu confio em você, da’… como você vai fazer eu ter um orgasmo? – sussurro.
– Mmm.. – Ele geme, e lambe a boca. – Comendo e lambendo os seus peitinhos, baby. Papai é bem experiente. Bem mais do que o idiota do seu tio. Eu vou fazer você gozar assim, sem precisar por meu pau em você.
Suspiro um momento, sentindo outra fileira de líquido descendo de mim. Isso é possível? Acho que é sim. Eu já tinha lido sobre esse tipo de orgasmo. É bem raro e difícil de conseguir, assim como o anal, mas é possível.
– Tá, papai. – Sussurro, e assinto. Um passageiro se levanta dos acentos mais a frente e passa caminhando até o banheiro. Paramos nossos movimentos momentaneamente e nos tampamos um pouco com a coberta.
– Eu vou chupar você tão gostoso. Eu prometo que você vai ter um orgasmo, na minha boca. – ele avisa, sussurrando.
– Mmm… – gemo baixinho e começo a lamber o pescoço dele, e a beijar, suspirando excitada, enquanto esperamos o cara voltar do banheiro e tudo ficar tranquilo de novo no avião. Quando ele se senta, Armando tira a coberta de novo. – Segura seu suéter, baby girl. – Ele diz baixo, e arrastadamente.
O seguro. Ele coloca o rosto contra os meus seios e agarra o direito. Cheira a lateral interna do direito e olho para baixo, sentindo o ar do seu nariz arrepiando minha pele, enquanto ele o segura com firmeza também. Começa a lamber a pontinha com força, e a molhar bastante, deixando uma quantidade de saliva imensa. Meus olhos se reviram e mordo os lábios para conter os gemidinhos. Ele os aperta, e vai para o outro lado, lubrifica também assim, com a língua, e muito líquido.
Logo, ele enfia o indicador dentro da sua boca, todo safado e descontrolado, se afastando do meu seio um pouco, e molha muito o próprio dedo. Ele o passa, flexionado, pelo mamilo do seio livre e volta a me chupar no outro. Assim desse jeito, parece que tem uma língua me lambendo e uma boca me chupando, ao mesmo tempo, como se fossem dois caras.
Seguro de levinho no seu cabelo, enquanto sinto minha calcinha ficando ainda mais molhada. Ele grunhe de leve, entendendo que suas técnicas estavam funcionando. Armin os agarra e começa a cuspir na curva do seu indicador e polegar, a que todos temos na mão, que parece com a letra C, de um lado e do outro. Ele está deixando tudo tão molhado… Sua saliva está começando a escorrer e a pingar na minha barriga.
Armin volta a chupar com força, a movimentar sua língua. E no outro fecha o círculo, essa letra “c”, ao redor, e começa a apertar este círculo, e a simular os movimentos de uma boca, para frente e para trás. Ele vai alternando. Tem suas duas mãos para me torturar e uma boca, mas parecem três bocas, na verdade. E tudo está extremamente melado e ensalivado. Subo minhas pernas no banco e as abro para ele, deixando minha boceta marcar no meu shortinho de propósito, mostrando para como o paninho estava molhado com meu suco. Como ele é claro, fica florescente no escuro. Está um desastre.
Armando ignora. Segue chupando sem parar. Cada vez mais depressa, com todos seus recursos. Eu franzo a sobrancelha e meus olhos reviram. Às vezes ele os puxa com força, e o prazer aumenta muito mais. Tenho que me morder com muita intensidade para não gritar de prazer.
– Mmmm.. – Um murmúrio suplicante se escapa de mim. Nada faz ele parar. Seus movimentos ficam tão intensos, descontrolados, de um lado a outro, contínuos, imprevisíveis, às vezes fracos, às vezes fortes, que sinto um orgasmo chegando. É diferente. Muito diferente. O meu interior se contrai inteiro, como se algo o estivesse abduzindo para a parte mais profunda do meu corpo. Meus olhos se reviram. É muito intenso. Ouço Armando rindo com muita satisfação.
Olho para ele suspirando, pasmada. Nos encaramos. Ah, que cara gostoso. Agarro o seu pescoço e damos um beijo de língua muito intenso. Abaixo meu suéter, e meus seios ardem contra o pano. Ele morde meu lábio inferior, super excitado. Sinto ele segurando a minha nuca, e as minhas costas se arrepiam, gemo baixo contra a boca dele, voltando a beijá-lo.
– Shh… – ele sussurra, me acalmando e me deixando bem perto dele, enquanto agarra minha coxa com a outra mão.
– O que foi isso, da’? – sussurro e logo mordo o lábio inferior. Ele ri sarcástico.
– Viu, bebê… Você não precisa de mais namorados, baby… Além disso, papai vai espantar todos eles, entende? – ele pisca um olho com malícia e sorrimos com esse diálogo. -Você é só minha. Adorável coelhinha. Sua boca me deixa louco. – Ele coloca a ponta de alguns dedos por dentro e por fora dela lentamente, olhando para os meus lábios com tesão, obcecado. Começo a lambê-los e a chupá-los, fechando meus olhos, participando. Abro os olhos para olhá-lo, vendo como ele está trincando os dentes para aguentar o tesão. Como nos encaramos e coro, Armando decide me passar um pouco mais de vergonha.
– Mmm… baby… Você lembra do meu churro quando você lambe meus dedos assim, não é? – dou uma risada, fico vermelha e paro um pouco. – Hahahah… – ele segue rindo. – Mmm. Você é tão levada, tão comilona… – seu timbre muda, ficando mais sério. – Nunca fica satisfeita… – deixo uma listra de saliva escorrer pelos dedos do Armando, ouvindo sua voz sensual me excitando. Ele suspira, e me olha excitado, com os lábios entreabertos e molhados. – Gulosa. – ele murmura. Armando se inclina e olha os passageiros da frente um pouco. Logo ele volta a olhar para mim. – Hahaha. Eles estão vendo um filme com o fone.
– Melhor assim, não? – Rio e lambo seus dedos devagar, por baixo, até chegar nas pontas.
– Mhmhm… – Ele morde a boca e dou outra risadinha, enquanto tiro seus dedos de mim. – Você quer o seu leitinho quente antes de dormir? Hmm? “Baby” girl. – ele diz mimoso, com malícia, e certa graça.
– Quero, daddy… – murmuro, assentindo. – Meu daddy é tão leiteiro… – dou uma risada safada que arranca outra muito divertida dele. Como podemos estar de comédia no meio duma transa? Roçávamos a vulgaridade, sem dúvidas. Mas nos divertíamos. Ele olha um pouco ao redor de nós dois, antes de se segurar pela base e me encarar com um sorriso malicioso. – Toma, baby… está tudo aqui para você. – Ele pede, com um timbre mais autoritário, parando de rir.
Mordo meus lábios, assentindo, e seguro meus cabelos atrás da minha orelha enquanto ele está se masturbando devagar na base. Agasalho o membro dele dentro da minha boca e gemo baixinho, cuspindo, o molhando, e não engolindo nenhuma saliva que a minha boca produz enquanto o chupo. Por isso ela escorre pelo membro dele, e com alguns vais e vens, ela vai caindo sobre a mão do Armando. Lambo a cabeça devagar. Ele está inclinado para olhar meu rosto fazendo isso. Sinto a mão dele escorregar por minhas costas e alisar prazerosamente. – Mm… assim, baby. Boa menina. – ele sussurra na minha orelha, bem baixinho. A mão dele entra dentro do meu suéter e ele segue alisando minha pele, lentamente. Ela escorrega para o começo da linha da minha bunda, dentro do shortinho, e ele aperta uma das nádegas com força, a parte que se assoma. Ele é tão sacana.
Começo a chupá-lo outra vez e a masturbá-lo, pegando um ritmo intenso e tentando ao máximo não fazer barulho. Ele passa a mão por baixo da minha bunda, e alcança a minha entrada na frente com seus dedos longos, por cima do pano, deixando sua mão entre minhas pernas. Quando o chupo de um jeito que ele gosta, ele aperta minha boceta com força e gemo contra ele.
Lhe chupo de um jeito caprichado, de cima abaixo, molhado, sentindo meus olhos se embaçando e ficando chorosos quando tento enfiá-lo até o fundo da garganta. Começava a ter prática nisso. Vou e venho deixando-o entrar até o final sempre agora. Por isso ele começa a suspirar um pouco alto, suponho que não pode controlar. Sinto como ele me aperta forte, esmagando o clítoris dentro do pano.
– Toma, engole, baby. – Ele sussurra, rouco, do jeito mais sensual existente. O jato dele derrama contra minha boca, um monte. Tusso um pouco, tento controlar o volume, olho para cima com os olhos chorosos. Ele está deliciado. O tiro da boca e um pouco do leite dele escorre para baixo, mas a maioria fica em mim. Imediatamente, ele agarra meu rosto com as duas mãos e me levanta, deixando nossas faces na mesma altura. – Se você cuspir, o Daddy vai ficar puto com você. – Suspiro, excitada com a forma como ele está falando comigo.
Assinto enquanto olho para ele com as sobrancelhas franzidas, e algumas lágrimas escapam do meu olho. Começo a engolir, logo lambo meus lábios, deixando-os limpos. Seguro suas duas mãos, enquanto ele segura meu rosto.
– Mhmhm.. Isso… Abre a boca, baby, deixa eu ver se você tomou. – A abro, extasiada. Ele analisa dentro dela e sorri. – Mmm. Boa menina. Gostosa… Princesa do papai. – Ele ri, safado. Mordo meus lábios. O guardo em sua cueca, logo fechando seu zíper e o botão da sua calça, enquanto ele ri da minha atitude. Ajeito sua calça como se estivesse tirando o pó, arrumando, e ele dá outro risinho divertido.
– Eu sempre trato o Daddy muito bem! – Sorrio. Armando corresponde e solta meu rosto. Nós dois damos uma espiada ao redor de novo. Ele nos tampa com a coberta.
– Sim… Você é a melhor. Vamos tirar uma foto, baby? A sua carinha de safada comilona vai ficar linda no nosso self. – Dou uma risada e vejo ele pegando o celular e abrindo a câmera.
– Vamos. – Sorrio. Me acerco a seu ombro. Ele coloca o rosto bem perto do meu e ergue o celular, deixo uma mão sobre seu peitoral. Poso com um sorriso pequeno, as bochechas coradas. Vejo que minha maquiagem está bem estragada. Limpo as lágrimas. A bochecha dele encosta na minha com ternura e ele tira uma foto. Os dois a olhamos juntos depois.
– Saímos lindos. – Murmuro sorrindo. Armando ri.
– Baby… Daddy te fez chorar? – ele se gira e ergue uma sobrancelha.
– Sim. – Coloco uma carinha triste. Armando dá uma risada.
– Hahaha. É por isso que você é a melhor… Às vezes eu preciso fazer você chorar, baby. Mas mesmo assim você me atende. – Damos outro risinho promíscuo.
Ele se relaxa, após ligar a telinha do avião, onde olhamos que faltava menos de trinta minutos para aterrissar. Ele coloca uma mão na minha bunda, por dentro do shortinho, e me traz para o corpo dele assim, bem apertada. O abraço, segurando seu peitoral e sentindo a firmeza da mão dele sobre ela.
– Que tesão a sua boca, baby. Vou ficar apaixonado. – Armando murmura, olhando meu rosto. O beijo com muita saliva, segurando a nuca dele. Ambos de olhos fechados, desfrutando da boca um do outro. Vamos indo para outro lugar bem leve, com esse beijo. Parece que não pensávamos em mais nada. Até que a comissária começa a falar. Nem havíamos visto que estávamos ali nos beijando por vinte minutos. Nos separamos e avisam que o avião vai aterrissar. Agarro Armando pelo suéter, mimosamente.
– Tenho medo, daddy. – Ele ri e me abraça, me arroupando no seu corpo.
– Tranquila, neném. – Todas as luzes se acendem. Mandam que coloquemos bem o cinto e que apaguemos os celulares. O avião aterrissa e sinto um frio na barriga assim que ele se pousa, dando um golpe forte no chão. Armando sorri ladeado e alisa meu cabelo, a parte que se cai por meu braço, com carinho.
Pegamos nossas malas na parte de cima, e esperamos os passageiros saírem. Estamos um pouco envergonhados na verdade, pensando se alguém se deu conta do que estivemos fazendo na viagem. Bom, eu ao menos estou um pouco envergonhada. Vejo como ele coloca um bonezinho preto girado para trás. Ai, já estou excitada de novo. Ok, vamos nos controlar. Começo a caminhar na frente dele e ele atrás de mim. Descemos as escadas do avião.
– Hm… – ele murmura. – Vamos tomar um café primeiro, antes de passar para a saída? Quero conversar com você um pouco. – Ergo uma sobrancelha.
– Ok… Podemos tomar um café. – Dou uma risada leve. Café a noite… Dá para ver que o motivo principal é a conversa, e não o café.
Vamos caminhando até encontrar uma cafeteria bonita, e nos sentamos um na frente do outro. A garçonete vem e toma nosso pedido. Eram dois cafés com leite e chantilly, grandes. Ela demorou muito pouco. Armando estava batendo seus dedos na mesa de ansiedade, e eu estava apreensiva e calada, pois ele olhava para os cafés. Ele dá um gole quando ela foi embora. Faço o mesmo.
– O que você… quer me dizer? – me aproximo um pouco, olhando o rosto dele. Ele brinca com o chantilly do café, com a colher, e ainda não me olha nos olhos.
– Baby… Eu vou te falar uma coisa… Mas não quero que você me interprete mal, ok? – ele toca o meu mindinho com suavidade. Eu assinto. Ele solta meu dedo e sorri. – Eu quero seguir te vendo, e você?
– Ah… – toco a taça levemente. Abro um sorriso amplo. – Eu também. – Cheguei a pensar que ele ia se declarar.
– Eu gosto da nossa “relação”. – Ele faz o sinal de aspas com as mãos, e sorri ladeado. – O jeito como você é brincalhona, e safada. – Fico corada. – E, bom… Você sabe que o meu cérebro não para.
Ainda estou em silêncio. Suspiro de leve.
– Eu também gosto. – Bebo um pouco. – Muito.
Armando sorri.
– Podíamos nos divertir tanto juntos… Eu toco as suas poke-bolas, você toca minhas dragon-balls. – Dou uma risada muito alta.
– Armando, cara… – começo a gargalhar.
– Que foi, baby? Eu amo foder assim, brincando. E nós podemos brincar do que você quiser, hm? – ele me olha, rindo. – Professor, e aluna? – começa a fazer sugestões com um timbre cômico. – Empregada e master? Garçom e madame? Mmm? Eu posso ser o seu mordomo, baby… – ele ri.
– Eu também gosto do que nós fazemos, Armando… – o olho com ternura. Decido não dizer nada, pois queria saber aonde ele queria chegar com essa conversa.
– Ou… Se você quiser, podemos ser Krilin e Android 18! Em?! Hahaha.
Seguro na minha testa e gargalho outra vez. Esse é um clássico do hentai grotesco.
– Qual é a sua porcentagem de “nerd level”? A minha é 110% Nada é proibido para mim. Sacanagem sem limites. – diz Armando.
– A minha é bem alta também, Armando. – Ainda rio envergonhada. Sacanagem sem limites? Ui! – Podemos ser o Ash e o Pikachu, o que você acha? – eu pergunto rindo, com muita zoeira.
– Mmm.. Interessante. – Ele coloca um timbre interessado e cômico, como se a proposta realmente o atraísse, mas era gozação. – Você seria o Pikachu, né? É, obvio. – Ele ri. – Com esses pijaminhas fofos do Pikachu que tem para vender por aí.
– Hahahaha. Sim!
– Sério, baby? – ele ergue as sobrancelhas e faz uma expressão surpresa. Eu sigo rindo.
– Sério. Eu definitivamente te faria um boquete usando um pijama de Pikachu.
Armando gargalha.
– Putz. Seria o boquete mais fofo da minha vida. Eu ia gozar e dar risada.
Eu rio também.
– Que delícia, Armando.
Parecemos bobos na mesa.
Ele chama a garçonete para pagar os cafés. Coloco a mão sobre o pulso dele, não o deixando abrir a carteira.
– Eu pago. – Murmuro, o olhando.
Ele tinha pagado tudo para mim até agora. Pelo menos queria abrir a carteira e pagar uns míseros cafés, sei lá. Não ser convidada a tudo do começo ao fim. Ele fica parado e me deixa pagar os cafés. Nós nos levantamos, agarrando as malas, enquanto ele diz:
– Hm, feminista. – Seu timbre é tão cômico e zoado, que os dois gargalhamos de novo.
Estamos com uma energia que parece a que tínhamos antes, anterior à nossa amizade colorida, a de quando éramos apenas amigos. É reconfortante ver que isso ainda existe entre nós dois. Ainda assim, tenho a sensação de que ele quis dizer algo importante para mim, e não o deixei. Armando rodeia a minha cintura com um braço e sussurra no meu ouvido:
– Baby… – minhas costas se arrepiam. – Tenho certeza de que vou bater uma lembrando de você. – Ele segue. – Você quer que eu grave? – ficamos um de frente para o outro. – Ou mando uns áudios para você no whatsapp? Com a minha ‘sexy voice’ que você ama tanto. Hm? – ele ri suavemente. Fico corada e sorrio.
– Ais… Grava, grava o seu pau, grava áudio… Grava de tudo, daddy. E manda para mim. – Dou um risinho suave.
– Hm… – ele suspira e ri sacana. Armando pisca um olho. Nos damos um beijo suave e comportado na boca. – Você vai ficar bem sem mim? Eu estou indo viajar daqui uma hora.
– Onde você vai? – pergunto, um tanto surpresa. Parece que ele vai fazer uma ponte.
– É segredo.
Continuará…