Luíz Lancholy

🎼 Mídia


É sexta-feira, estamos no meio de outubro e falta pouco para o Halloween. De manhã estou escutando “Sol ou Chuva” da banda ForFun. Eu costumava ouvi-los no Brasil quando eu tinha doze anos.

A letra é superpositiva. “Corre para a varanda e vem cá ver. Faça sol ou chuva um novo dia vai nascer num céu em degrade.” É uma das bandas que costumava me inspirar de pequena, mesmo sendo em português.

Assim que chego na Escola, vejo Armando conversando com Casandro. Ele está mostrando ao ruivo um álbum de desenhos enquanto Cass assente, franzindo as sobrancelhas, parecendo impressionado.

─ E é isso… Se vocês quiserem, eu posso redesenhar a capa do álbum de vocês por um precinho amigo. – Escuto o moreno.

Por que estou parada do lado dele? Bom, porque daqui a pouco temos aula juntos.

Estou corada na frente dos dois. Afinal, eu e o Casandro transamos ontem. É claro que eu não vou demonstrar nenhum desconforto. E inclusive, se ele quiser repetir estou disposta.

─ Eu sei desenhar, entende? – ele responde para Armando, bem orgulhoso. ─ Mas confesso que agora estamos com muito trabalho, e entre as aulas, compor, ensaiar e se apresentar não tenho tempo. Então acho que podemos fazer negócio sim. – Diz o ruivo, abrindo um sorrisinho.

─ Beleza. – Armando responde, fechando o álbum porque já conseguiu o que queria. E abre um sorriso sacana enquanto sua expressão fica maliciosa. ─ A gente se fala então. – O moreno finaliza o negócio, dando um risinho.

─ Beleza. – Casandro vai embora. Sem nem me falar “oi”.

Me deprimo um pouco.

─ E aí? – Sorrio, olhando o moreno, reprimindo minhas sensações de carência.

─ Oi, Lynn. – Ele responde. Ainda parece abstraído no seu mundo, ainda está sorrindo.

De repente, com seu jeito agitado, tira um fone do meu ouvido e coloca no seu, e começo a corar muito. Porque claro, estou ouvindo algo que ele não vai entender nunca. E já me aconteceu isso outras vezes, quando escuto música em português ninguém parece se interessar.

─ O que é isso que você está escutando? – ele aproxima o rosto do meu, sorrindo, abaixando seu corpo enorme para ficarmos próximos.

─ Bom, é uma mistura de reggae com hardcore… É uma banda brasileira, você não vai entender. – Digo, corando.

─ Hmm… É legal. Gosto das guitarras que eles metem no meio. Poxa, eu não sabia que você gostava de reggae. Eu tenho que te levar numas festas. E você gosta de hip-hop e rap também?

─ Muito. – Sorrio.

─ Mhuhm. Vem, vamos entrar. – Ele pega a minha mão, todo protetor, e começo a virar um tomate enquanto me deixo arrastar com ele até a nossa primeira aula. Sinto um carinho por ele especial, e pelo jeito que ele me trata, sempre cuidando de mim. Sempre positivo, sempre me fazendo sorrir. Me sinto protegida sempre que ele me agarra. Sempre que ele sorri para mim, sempre que me anima; sem nem se dar conta de que está fazendo isso. Nós entramos na aula e ele se sentou com Kevin, como de praxe, e eu com Arantcha, uma garota vasca que toca bateria no grupo do Casandro e do Luíz. Antes da aula começar, Armando se girou de novo e me disse:

─ Ei, me ajuda a concentrar hoje. Por favor. Essa aula é muito chata. – Ele abre um sorrisão.

Começo a rir.

─ Escuta, se você notar que estou desconcentrado, puxa meu cabelo. – Ele diz, rindo.

─ Pode deixar. – Digo, dando risinhos.

Arantcha revira os olhos.

Ela é bem descrente.

Armando fica três segundos me olhando enquanto seu sorriso vai fechando. Por que fico tímida quando ele me olha? Antes que eu pudesse interpretar meus sentimentos, ele se gira, todo energético, e começa a colocar suas coisas na mesa.

─ Eu viro o boné para trás ou fico sem? – ele pergunta a Kevin.

─ Tira, velho. Aqui não podemos usar boné, você não aprende, mano? – o castanho responde.

─ Palhaçada! – ele exclama, falsamente indignado. Logo dá risada e guarda seu boné embaixo da mesa.

“Um cara esperto” ForFun…

Suspiro.

🎼 Mídia



            * * *

No final da aula, me encontro com Elisa no bar. Fecho meu caderno. Eu estava riscando um desenho que eu fiz do Casandro mês passado, antes de transarmos.

─ Que isso? – ela começa a rir de mim, largando suas coisas numa cadeira.

─ É o que você vê. – Digo, apoiando um cotovelo, com cara de nojo.

─ Vem na casa do meu namorado amanhã, vamos fazer um churrasco. E eu te apresento aquele cara. Assim você se esquece desse babaca. – Ela sorri.

─ Vou ver se eu posso ir… – digo, um pouco desanimada, porque nunca sei se vai acontecer algo ruim lá em casa. O esquema segue exatamente igual a quando eu namorava o Marcos. Minha mãe pode ligar a qualquer hora do fim de semana para dizer que tenho que cancelar meus planos para ir socorrê-la do meu padrasto. Por que ela não se separa? Bom, ela diz amá-lo. Fazer o quê…

─ Sua mãe? – ela pergunta, franzindo as sobrancelhas de pena.

─ Isso…

─ Faz assim, dorme comigo e foda-se.

Começo a rir.

─ Cara, não é tão simples…

─ Se algo acontecer, eu prometo que meu namorado te leva para casa correndo de carro. Ela abre um sorrisão e levanta o mindinho. “Pink promise”? – Elisa sorri e não me resisto. Enlaço o mindinho com o dela. E firmemente chacoalhamos os dois.

* * *

Eu mandei uma mensagem para minha mãe avisando e dormi essa noite na casa da Elisa. Minha mãe nem sequer respondeu a mensagem. Só disse “ok”. Dói porque eu nem especifiquei o que eu ia fazer. Só disse que ia dormir fora. Ela nunca se preocupa mesmo, então tudo bem.

─ Acorda, princesa. Coloca isso. – diz minha amiga, entrando no quarto. Ela me deu um vestido de lã lilás e umas botas pretas de couro, com meia calça.

Esfrego meus olhos e vou me levantando.

─ Que horas são? – pergunto, me erguendo. E então vou me trocando rapidamente.

─ É meio dia. – Ela responde, sorrindo. – Daqui a pouco vamos almoçar.

Como eu vim dormir na casa dela com o uniforme, ela está me emprestando roupa. Então visto o que ela me deu.

─ Quer se maquiar um pouco? – ela sorri.

─ Hm? Ok… – trocamos um olhar cúmplice. É mesmo, hoje ela quer me apresentar alguém.

Então fui ao banheiro do quarto de hóspedes e usei a necessaire da Elisa. Logo nós duas descemos até a varanda. Estamos numa espécie de fazendinha bem linda. É uma casa grande com um terreno enorme privado, onde inclusive passa um rio. É muito tranquilo. Há galinhas, cavalos, coelhos e incluso algumas vacas. Nessa varanda há uma fonte de pedra enorme com dois anjos femininos onde os pássaros se pousam e se molham contentes. É outono e ainda não está muito frio, uns dezesseis graus.

─ Você já começou a fazer o almoço, amor? – Elisa pergunta a seu namorado Luigi, tocando-o por trás. Na varanda há uma cozinha a céu aberto. O Luigi está cozinhando enquanto estou sentada num banco coberto por um toldo, do lado de fora.

─ Sim. – Ele responde, com doçura. ─ Estou quase acabando.

Luigi é um cara alto, de olhos e cabelos pretos e um pouco longos, com uma pele um pouco queimada pelo sol. Ele tem 32 anos. É pouco velho para a Elisa, sim. Mas ninguém se importa.

─ E seu irmão? – ela pergunta, enquanto estou atenta na conversa.

─ Ele foi alimentar os cavalos, e já está vindo. – Responde o moreno, batendo a colher de pau na panela. Apenas abro um sorrisinho.

Me prontifico a levantar, quando vejo Elisa pegando uns pratos.

─ Deixa comigo. – Digo. Minha amiga sorri e começo a colocar a mesa.

─ Tá bom! – ela exclama, e acabamos de colocar juntas.

Todos nós nos sentamos na mesa, e então o Luigi começa a fazer uma ligação no seu celular.

─ Quem você vai me apresentar? – murmuro para a minha amiga. Há uma cadeira vazia na minha frente, que sugestivo. A mesa está posta de um jeito lindo, e elegante. Usei meus dotes de decoração, colocando os guardanapos dentro do copo, e todas essas frescuras que eu aprendo vendo o canal “De Casa”.

─ Ah, você vai ver. Já te disse que não posso estragar a surpresa. – Ela diz energética, colocando uma expressão que mistura uma aura brincalhona com um “não me encha o saco com sua ansiedade”. Acabo sorrindo.

─ Você bebe álcool? – Luigi me pergunta, a ponto de despejar, com seu jeito maduro, enquanto franze as sobrancelhas.

─ Bebo. – Respondo. ─ E como bebo… – os três gargalhamos após meu comentário descontraído.

─ Com licença. Pera aí se não a carne vai queimar e ficar dura. – Luigi se levanta e começa a girar a carne na churrasqueira.

Damos uns risinhos.

Minha amiga cutuca meu braço embaixo da mesa.

─ Olha para lá. – Ela cochicha no meu ouvido.

Então miro na direção que o rosto dela aponta. Vejo Luíz, o ex-namorado da Elisa, aparecer sobre um cavalo branco muito bonito, vestido inteiro de preto. O animal dá passos lentos com ele em cima, o corpo do loiro se move com calma e segurança sobre ele. Seus braços puxando as cordas são bem sensuais. Eu posso intuir seus músculos por baixo do seu suéter de gola alta, e os do seu peitoral. Diferente de Luigi, ele se cobre do sol, com um chapéu clássico.

─ Ah, não, Elisa… Seu ex não… – franzo as sobrancelhas agarrando a mão dela e a apertando.

─ Para de palhaçada, Lynn. Eu namorava com ele quando tínhamos 13 e 14 anos, nem foi tão intenso ou sério assim, pelo amor de Deus. Além disso eu to praticamente casada com o meu Luigi. – ela olha o namorado de costas. ─ Lindo e perfeito pra mim. – Elisa sorri e volta a me olhar. ─ Te dou o irmão de bandeija para ti.

Elisa para de falar e olho para o lado. Vejo como Luíz vai chegando até a mesa. Ele se senta na minha frente. Sério. Com um olhar profundo, com um semblante calmo.

─ Oi. – ele cumprimenta.

─ Oi… – respondo. Olho para o rosto dele, corando. Luíz tem um olho vermelho, rosado, e o outro olho azul. É uma coisa bem estranha e esquisita, mas como ele é muito bonito, é algo que fica bem nele. Abaixo o olhar, para que ele não se sinta muito invadido. Apesar dele ser tímido e reservado, há várias garotas interessadas por ele lá onde estudamos.

─ Bem-vinda. – Ele diz para mim.

─ Obrigada.

─ Espero que a senhorita fique à vontade e que se sinta em casa. Aqui. Com pessoas que te adoram. – Segue ele, sério. Um garoto cheio de bons modos. Sua voz tem um timbre grave e melancólico, como a dos cantores de música gótica. Parece com a do vocalista da banda HIM.

Luigi volta a se sentar. Sou um pouco observadora, e agora que os dois irmãos estão do lado um do outro, noto que suas feições são muito similares. Mas eles diferem mesmo é na cor. Será que é uma pergunta impertinente?

─ Como você é branquinho, não? – digo, com medo de ter dito algo ruim imediatamente. O cavalo que veio com ele acaba de se sentar numa árvore, como se ele fosse um cachorro; manso e extremamente lindo.

“Este cara é muito pra você.” Diz a minha voz interior malvada.

─ Eu sou albino. – Ele justifica, calmamente. Vejo como suas bochechas se pigmentam, como se isso houvesse lhe dado vergonha. Tadinho. Ele disfarça o olho vermelho com sua franja, agora que estou notando. Poxa, acho que meti a pata já.

─ Ah, sim. Desculpa. – Digo, sem jeito e desvio um pouco o olhar.

─ Tudo bem. – Ele responde, abrindo um sorriso de lado.

Elisa vem e começa a servir enormes filés em cada prato, e a colocar champagne nas nossas taças. Minha amiga se senta também conosco.

─ Você quer que eu parta a carne para você? – Luíz me pergunta, avançando perto no meu prato, me deixando… Chocada?

─ Em? Ah, não precisa… – respondo, tímida e nervosa, e olho para o lado, buscando alguma orientação da Elisa. Mas ela e Luigi estão conversando e parece até de propósito o jeito que eles deixam eu e o Luíz num mundinho particular agora.

─ Não faz mal. – ele insiste. Então pega meus talheres e começa a parti-la para mim, concentrado, olhando apenas meu prato. Eu nunca fui tratada assim, por que ele está fazendo isso? Acabo de ficar boba.

─ Está bem. Obrigada. – Dou um risinho tímido. A sombra das árvores sobre o rosto dele, e as flores ao redor do jardim, que são de várias cores, amarelas, vermelhas, e rosas, parecem se misturar com o semblante do Luíz, dando-lhe uma aura nostálgica, misteriosa, mística, enquanto ele vai partindo. Sorrio, gostando dele.

─ Prontinho. – Ele diz, ao acabar. ─ Mhuhuhum. – E solta esse risinho, super fofo. Meus ombros se descontraem da timidez após ouvir isso. Eu começo a comer, sorrindo com ternura para ele. Luíz está me observando enquanto como. Eu deveria me sentir coibida, mas apenas me sinto à vontade. Sei lá o porquê. ─ Você quer andar à cavalo quando acabarmos de almoçar? – ele me pergunta.

─ Pode ser.

🎼 Mídia


Ele abre um sorriso ladeado. Logo coloca os braços sobre a mesa e apoia a cabeça na palma de uma mão, se curvando todo e me olhando nos olhos, muito corado. Parece um cachorrinho. Meu Deus, que fofo. Um cara de mais de 1,85cm me olhando, todo encantado. Acabo dando um risinho. Agora que estamos num lugar mais privado, decido perguntar:

─ Por que você sempre fica olhando para mim? Luíz…

─ Ern… – ele se atrapalha um pouco, olha para a esquerda, vermelho. Mas rápido volta a me olhar. ─ Digamos que… Eu gosto de olhar para você, simplesmente. – Até paro de comer, escutando o que ele está dizendo. ─ Você é linda, sabia? – sigo atenta, e surpreendida.

─ Exagerado. – Olho para baixo, ficando com vergonha.

─ Não estou exagerando, eu prometo. – Ele aproxima a mão até a minha, de um jeito lento e hesitante. Sua cabeça vai se erguendo. Permito que ele pegue quatro dedos da minha mão, com seu indicador. ─ Você é linda como uma princesa. É por isso que eu fico te olhando. – Ele entrelaça a mão na minha. Simplesmente me deixo levar. Sinto minha palma na dele, nossos dedos se apertando romanticamente. ─ E tem a pele bem suave, como eu supunha. – seu polegar acaricia o peito da minha mão, enquanto ele não tira os olhos de mim. ─ Você vai me perdoar por não conseguir tirar os olhos de você? – ele ladeia um sorriso, após dizer isso com sua profunda e afável voz sussurrada. ─ Por ficar admirando o seu jeitinho de ser… e a sua beleza? – Luíz beija sobre os ossinhos da minha mão e a solta sem pressa, deixando as suas sobre a mesa, atento em mim.

─ Sim. Mas, hm… Você não me engana, viu? – digo, apoiando meu rosto na mão, e o cotovelo na mesa também. É. Dizem que quando você gosta e aceita alguém, acaba por imitar sua postura corporal. Parece ser verdade.

─ Haha. O que você quer dizer com isso? – a voz dele fica mais sensual, e lenta. ─ Eu nunca mentiria para você só para te seduzir. Eu realmente penso isso. Eu até… andei escrevendo alguns poemas pensando em ti. Ahn… Eu… Eu espero que… Não seja um infortúnio pra você. Claro… – Luíz fica rapidamente sem jeito. E bebe em gois goles sua taça de champagne. Logo começa a por mais.

Seguro sua mão desocupada.

─ Não. – o olho. ─ Eu sempre quis ser a musa de alguém. – ele me olha tímido, mas seus olhos agora brilham, recuperando a felicidade. ─ Chegou o momento de você me mostrar o que escreve. – sorrio amplamente, simpática.

Luíz sorri, e logo ri baixinho. Ele tem uns dentinhos lindos, bem fofos, os da frente levemente mais grandes que os demais, um pouquinho separados.

─ Vamos beber um pouco mais e eu prometo que vou ter coragem de ler um pedaço para você.

─ Ah, mas você faz shows ao vivo… E está com vergonha de ler para mim?

─ Sim. – ele diz apenas. Com vergonha, se levanta. Recolhe o prato de todos, como se estivesse fugindo. E começa a servir as sobremesas. São tortinhas de queijo caseiras com marmelada de cereja por cima. 

Está deliciosa. Quando os quatro acabamos de comer, nos sentamos nos sofás rústicos que eles têm do lado da cozinha, onde havia uns coquetéis preparados. E realmente, conversa vai, conversa vem, estávamos todos ficando bêbados e chapados. Estamos mais à vontade, tanto que estou com os pés descalços sobre as coxas do Luíz. Ele está massageando um dos meus pés, apertando a planta dele gostosamente, pegando-o de um jeito maravilhoso, calmo, lento e satisfatório, me relaxando muito. Me olhando nos olhos com gosto, desfrutando. Estou quase ficando apaixonada. De barriga cheia, um pouquinho bêbada, e com este anjo me alisando. Sinto seus dedos por minhas pantorrilhas… Suspiro profundamente.

─ Está bom? – ele pergunta, ladeando um sorriso pouco a pouco.

Assinto e lambo o meu lábio inferior.

─ Me diga… – ele pergunta hesitante, abaixa a parte superior da sua cabeça e me olha desde baixo, adoravelmente. ─ Eu sou digno de lhe servir? Eu posso massagear e lavar os seus pés todos os dias, quando você chegar cansada da escola, ou do trabalho. Alisar o seu corpo todo… Te lamber inteira…

Fico vermelha.

Luíz ri baixo e pícaro.

Ele pega o seu caderno de escritas e abre uma página, a arranca dele e dá pra mim. Corando ele desta vez. Apenas esperando, enquanto me olha.

Começo a ler suas intimidades.

Ele adora quando ela toma o controle, e sabe exatamente o que quer dele, e o que quer fazer com ele. Ama quando o humilha, quando o faz sentir-se pequeno e vulnerável diante da sua grandeza e esplendor. As chicotadas não doem, excitam, são para que ele se lembre de quem teve o poder sobre ele no dia seguinte, e quem segue tendo e sempre terá. Se excita quando é tratado mal por essa garota linda como um anjo, mas malvada e severa como um demônio.

Gosta quando o xinga de coisas humilhantes como “cachorro”, “inútil”, “traste”, “imbecil”, “lerdo”. Não sabe explicar o porquê. Apenas se excita sendo o bosta dela. E se os adjetivos são atribuídos no diminutivo, disfruta ainda mais. Gosta dos seus tapas na cara.

Gosta de estar a seus pés, pois o lugar dela é e sempre será acima dele. Ela decide o que fazer. Ela manda. Ela sabe o que é melhor para ele. É só um cachorrinho sem inteligência para pensar por si mesmo, que precisa e depende da boa-vontade da sua dona. Por tanto, é grato.

Uma vez adotado, às vezes se comporta mal pela emoção de ser aceito. É sem vergonha o tempo inteiro, seu comportamento carece de racionalidade. Quer fodê-la em momentos inoportunos. Só ela pode parar isso, ou se deixar levar. Só ela sabe qual castigo é o mais adequado. E, com boa vontade, ele aguentará todos eles. E, fiel como um cachorro, sempre voltará aos braços de sua dona, mesmo que ela pegue pesado ou o magoe. É quando os cachorros apanham que eles se esforçam mais ainda por agradar. Sua língua, seu membro, seu corpo, suas mãos, sua adoração, sua servidão, lealdade e carinho, sempre pertencerão a ela.

Como não a adorar, como não a amar? Você já viu como ela é maravilhosa? Seu cabelo é perfeito, seus lábios são macios e mordíveis. É claro que eu estaria sendo um mau garoto se eu a mordesse, mas quem garante que um selvagem se resistiria? Suas pernas são firmes e curvilíneas, como todo o corpo dela. Eu, felizmente, a lamberia e agradeceria qualquer ato de amor. Sua inteligência é sublime. Cada vez que abre a boca saem rosas. Se sua voz fosse mitológica, seria a de uma sereia. Ou incluso superior a qualquer criação já existente. É um timbre viciante e melódico, que deixa um pobre como eu secretamente animado, excitado, endurecido, pronto para ser usado. E envergonhado. Deliciosamente envergonhado.

Sonho com o dia em que eu, um ser humano, lhe pareça um animalzinho fofo o bastante para ganhar uma carícia bondosa. Com o dia em que ela deixe os meus instintos mais terrenais saírem à tona. Eu me deixarei, e ronronarei como o canino carente e desavergonhado no qual seus afagos me convertem. E se ela quiser ir mais além, estarei, claro, inteiro a seu dispor. E serei o cão mais feliz do mundo, uma vez que seja digno de uma dona tão dotada, com tantas qualidades.

E caso ela queira apenas escravizar o meu lado humano, serei o servo mais fiel que este mundo já conheceu. Por ela, se fosse necessário, eu lutaria, morreria e mataria. Eu daria o meu sangue, como prova da minha adoração eterna e sincera. Sim, sou um obsesso. E parte do meu fetiche é observá-la, mesmo que eu saiba que isto é invasivo e assustador. Só queria que ela soubesse que em nenhum momento há má intenção. Dentro de toda essa perversão, é um amor puro e solene. É uma entrega que só um verdadeiro homem submisso é capaz de proporcionar.

─ Uau, Luíz… Que sorte que essa garota tem, não? – ladeio um sorriso.

Ele bebe mais álcool.

─ Essa garota é você, Malvina. – Luíz sussurra. ─ Minha dona.

🎼 Mídia


Não entendo o porquê. Minhas costas acabam de se eriçar por completo. Como se sua última frase fosse um chamado espiritual.

─ Em?

─ Minha. Dona. – Ele repete mais baixo, só que mais perto e mais forte.

Coro e mordo o lábio inferior.

─ Você quer brincar comigo? – ele segue sussurrando, perto da minha orelha, perto do meu rosto.

─ Quero. – olho para ele.

─ Algum pedido? – ele alisa minha perna gostosamente. ─ Ou ordem? – e pisca um dos olhos.

Rio excitada, curto e baixinho.

─ Você pode me levar para aquele passeio a cavalo, Luíz?

Luíz assente.

É verdade que estou meio perdida e tenho pouca ideia de como tomar a dianteira. Mas tendo um cara assim, que me idolatra, a minha autoestima se elevou o suficiente para tentar mais coisas.

─ Vamos então. Está esperando o quê? – me levanto, deixando o coquetel na mesa. E me dirijo ao seu cavalo. Luíz vem atrás de mim, segurando minha mão. ─ Qual é o nome do seu cavalo?

─ Fred. – Ele responde. O animal parece bem feliz ao vê-lo, inclusive se aproxima dele pedindo carinho. Vejo como esse homem lindo o acaricia e acabo abrindo um sorriso de ternura.

─ Vai… Preciso de ti para subir.

─ Claro, desculpa. – Ele pega a minha cintura, e me sobe em seu cavalo. Apenas sorrio. Ele sobe em seguida, atrás. Segura as cordas para alcançá-las e nossos corpos se aproximam muito. Seus braços fortes se roçam por trás dos meus e suspiro. O cavalo se gira, caminhando lentamente. Quando galopa, nos esfregamos inevitavelmente. Nunca pensei que cavalgar, com um rapaz atrás de mim, pudesse ser tão sexy.

Em pouco tempo, íamos por um caminho cheio de folhas amarelas e vermelhas, que haviam caído das árvores. Ficamos assim em silêncio por uns vinte minutos, percorrendo a rota. Estou sorrindo de alegria e relaxação. Sinto os braços dele ao meu redor, sua respiração em minha orelha. Confesso… Confesso que, sem querer, há um círculo molhado no centro da minha calcinha. Nada desorbitado. Uma reação do meu corpo involuntária, frente a tudo isso.

─ Posso ir mais rápido? – ele pergunta, no meu ouvido, sussurrando.

─ Não muito.

─ Certo.

Luíz estimula o cavalo pelas cordas, e o animal começa a correr, arrancando um risinho da boca dele.

─ Ai! – dou um grito agudo, assustado, mas cheio de adrenalina. Escuto sua gargalhada suave, em seus braços, começando a desfrutar desse passeio rápido e soltando risinhos bobos enquanto observo essa trilha tão bonita, relaxante e romântica que existe dentro da finca dele.

Depois de um tempo, ele começa a frear o cavalo aos poucos quando chegamos a um lugar que tem um balanço de madeira muito bonito, “encantado”, cheio de flores, e um rio transparente, cujo barulho era muito relaxante.

Luíz desce do cavalo, e logo me ajuda a descer. Vamos caminhando juntos até o rio, que está separado da grama por um muro alto de pedra lisa escura, de mais ou menos um metro. Vejo que há uma abertura, onde é possível aceder a este rio.

Me aproximo dela e sinto Luíz entrelaçar a mão com a minha e encostar seu corpo nas minhas costas. Fico amolecida. Ele afasta o meu cabelo para o lado lentamente, e dá um beijo tão suave e molhado na curva do meu pescoço, parecido a uma chupada, que a minha pele se arrepia de imediato. Em consequência, dou um suspiro profundo de excitação.

─ É aqui onde eu queria te trazer. No lugar mais lindo da minha casa. – Ele confessa.

─ É lindo mesmo. – Digo, observando o ambiente.

Com a caída da tarde, algumas listras laranjas começavam a se misturar nas nuvens do céu, brindando-nos um entardecer digno de filme.

─ Você gostou? Me alegro. – Ele me olha, sorrindo e se afasta de mim. Do meu lado, ele começa a tirar as suas botas de equitação e logo pisa na terra com os pés nus.

─ O que você vai fazer? Entrar no rio? – rio levemente, e também tiro minhas botas e meias, imitando-o, sentindo a grama nos meus pés e gostando da simplicidade que o ato traz.

Tiro o vestido de lã, ficando apenas com uma espécie de camisolinha branca bem apertada. Coloco o vestido pendurado no cavalo.

Luíz vai abrindo sua camisa devagar enquanto o olho. Vou ficando corada ao descobrir a quantidade absurda de gominhos que o meu cachorrinho tem na sua barriga. Ele tira sua calça também e me observa, por alguns segundos. O rosto dele está um pouco vermelho, mas ele parece desfrutar de se exibir para mim, de um jeito pervertido. Ele lambe os lábios com lentidão, e ouço como ele ri suavemente. É uma risada bem sensual para meus ouvidos. Estou um pouco paralisada na frente dele.

─ Sim, nós vamos entrar juntos. – Luíz pisca um olho, sinto como ele me agarra pela cintura e me abraça.

─ Juntos? – sussurro. Ele assente enquanto vamos nos aproximando.

Quando estamos na beirada ele se empurra comigo no rio de um salto, de surpresa. Ambos caímos na água que explode para todos os lados. As pontas do meu cabelo se molham, e meu vestido branco fica inteiro transparente.

─ Ahh!!! ─ dou um gritinho, entre risos. – Filho da puta. Mau garoto!

Luíz começa a rir de mim.

─ Hahaha… Oh, desculpa. Desculpa! – Ele franze as sobrancelhas, pedindo piedade. Bato no peito e nos ombros dele sem parar. Luíz começa a rir. ─ Desculpa, amor. – ele segura meus pulsos, ainda com um rostinho triste. Logo se aproxima, me parando, e me abraça com muito carinho. Sinto o meu corpo no dele, com este abraço tão deliciosamente confortável. Ele começa a esfregar os meus braços com suas mãos para me aquecer, para cima e para baixo, amorosamente. Fecho meus olhos, com a cabeça contra seu peito. Suspiro profundamente, me relaxando por completo.

─ Ok, Lui… Tá desculpado. Mau garoto… – aperto o rosto dele e mordo meu lábio. O esgano alguns segundos, chacoalhando da esquerda pra direita. Vejo seu sorriso ladeado. Então puxo o rosto dele pelas pontas dos seus cabelos, com as duas mãos e entreabro os lábios. Ele abre a boca também. Aos poucos, nossas línguas se tocam com mais intensidade enquanto ele me alisa, por isso gemo baixo num momento em que a sinto mais profundamente na minha boca.

─ Ah… mhm… – Ele me impulsa um pouco mais contra ele, excitado com o gemido. Nesse momento, minhas bochechas coram, sentindo a força das suas mãos. Ele está apenas de roupa interior. Uma cueca branca. Já posso sentir a ereção dele crescendo contra mim desde que eu disse que ele era mau. Sinto Luíz segurar o meu cabelo perto da raiz com as duas mãos e massagear meu couro cabeludo de um jeito tão intenso que quase me fez dormir, totalmente relaxada e afundada no mar morno da boca dele.

─ M-mais… M-mais intenso… ainda… – digo, me separando, gemendo baixo, e ofegante.

Ele assente, abrindo um sorriso malicioso e, imediatamente, começa a me beijar de uma forma mais erótica, golpeando sua língua e lábios contra os meus, me fazendo suspirar. Ele começa a puxar e a afastar minha cabeça para a dele, e nossas línguas chocam de um jeito desajeitado. Quando faz isso meus lábios ficam entreabertos, meu rosto corado, e meus olhos foscos.

─ Hmm… Linda. Hmm? Perfeita. – Ele sussurra, vendo meu rosto nesse estado. E coro, porque me vejo em suas pupilas, e tenho uma expressão de desfrute bem promíscua.

Fico escutando os estalos gostosos que nossos lábios dão um no outro, barulhentos, contínuos, e por tudo isso sinto como meu interior vai se contraindo. Parece que fazemos sexo com os rostos, nossas bocas se pregam e se despregam com intensidade, enquanto ele segura meu cabelo, puxando minha cabeça levemente para frente, e para trás… Olho para baixo, despregando a boca da dele e desço as mãos por seu tronco, pela linha sensual que ele tem na barriga, parecida à letra “v”.

─ Quero subir em você. – Digo, com malícia. Estico os braços para abraçá-lo e ele me sobe no seu corpo de um impulso e me segura pela bunda com as mãos abertas.

Fico extremamente corada outra vez, mas muito excitada, sentindo minha calcinha se roçar pelo volume da cueca dele. Agora tínhamos a mesma altura. Por um momento, ele se arrasta um pouco pela água, sorrindo, brincando um pouco comigo. Começo a passar meus dedos suavemente por suas costas, fazendo carinho.

─ Que agradável, os seus dedinhos… – ele murmura, fechando os olhos.

Começo a beijar seu ombro de forma lenta e molhada, desfrutando de sua pele, logo subo meus lábios vagarosamente pela curva do seu pescoço, lambendo e chupando com delicadeza, e soltando suspiros baixos perto do ouvido dele.

Luíz fica todo arrepiado e solta um gemido rouco e baixinho, fechando os olhos, bem lindo, com a boca entreaberta. Suas mãos sobem por minhas costas enquanto o beijo, dentro do vestido, e ele desabrocha o meu sutiã e alisa minha pele calorosamente.

─ Mmm. – Murmuro baixo, desfrutando por um tempo do seu carinho relaxante.

Este é o abraço mais gostoso e apertado que me deram na vida.

─ Hm… – ele murmura. – Posso te fazer uma pergunta?

─ Pode.

─ Por que você é tímida às vezes? Se você é a mulher mais linda que eu já vi… – Ele abre um sorriso ladeado, tocando o meu rosto e agora nos olhamos nos olhos.

─ Você exagera. – murmuro.

─ Pra mim sim. Você é a mulher mais linda que eu já vi. – Luíz repete.

Sorrio, vermelha.

─ Posso fazer algo que eu sempre quis fazer contigo?

─ O quê?

─ Prefiro te mostrar.

Assinto.

─ Sim?

─ Mhm. Perfeito.

Luíz abre um sorriso malicioso, e vai caminhando comigo até o muro do rio. Ele me desce e me apoia lá.

─ Com licença… – ele sussurra, maliciosamente. Sobe uma das minhas pernas e a flexiona contra o muro. Dá um beijo molhado na lateral do meu pé, acho que porque não pode se resistir a ele. O loiro vai descendo os beijos pela parte interna da minha coxa, deixando um rastro chupadas molhadas e barulhentas, enquanto se ajoelha. Suspiro, apoiando as mãos contra o muro. O jeito que ele me segura para afirmar a minha perna contra a pedra me excita, sem dúvidas. Ele é realmente forte.

─ Mmmm. – murmuro. ─ É isso que você ficava pensando sobre mim, é? Mau…

Sinto como empurra a minha calcinha para o lado e dá uma primeira lambida, sem perder tempo, afastando os grandes lábios um do outro. Sinto uma chupada intensa e ensalivada sobre o clítoris, logo outra, bem na entrada. Agarro o tecido, para ajudá-lo, me entregando.

─ Oh… – ele geme, com o pau ficando totalmente endurecido ao sentir o meu gosto e o meu cheiro. ─ Você ficou molhada quando nos beijamos… Hm? Que satisfatório…- Ele murmura. Luíz agarra o meu clítoris com a boca novamente, e o suga com pressão, soltando-o em seguida.

Gemo de forma aguda, e por isso ele repete o movimento. Vejo como me olha, cheio de desejo, desfrutando da minha voz. Ele começa a chupar várias vezes seguidas, sugando e soltando o clitóris, deixando sua boca e língua participarem juntas. Subo uma de suas mãos para um dos meus seios. Ele entende o recado e começa a alisá-lo, apertando, sem pressa, localizando o mamilo e brincando suavemente enquanto me chupa.

─ Mmm… – O loiro vai gemendo, enquanto se deleita, e eu também.

Sinto como ele me lambe, me limpando inteira, por todos as pregas. Volta a chupar bem forte depois de limpar e o movimento intenso e frequente da boca dele faz um barulho alto de sucção, muito erótico, e inexplicavelmente selvagem e masculino. Cada vez que eu gemo ele capricha mais, literalmente me devorando com agressividade. Eu reviro os olhos, soltando gemidos suplicantes. Não conseguia pensar bem. Entre uma chupada e outra era difícil raciocinar. São muito intensas, sinto, realmente, como meu clítoris é sugado para o fundo da boca dele, várias vezes. Começo a sentir espasmos pelo meu corpo, parecidos com os do orgasmo.

─ Ai..ah…mm. Para, Lui… – declaro chorosa, e ele me olha. Ele dá uma risada leve e suave, se põe de pé e me olha. Seus olhos estão brilhantes e seus lábios molhados. ─ Ainda não quero… gozar. – Sussurro.

─ Certo… – Ele pisca um olho e abraça, me pegando no colo outra vez. O envolvo com minhas pernas, e minhas costas ficam no muro. O beijo com fome, e esfregamos uma língua na do outro com euforia. Sinto meu próprio gosto, e o puxo pelo pescoço selvagemente. Quando paro de beijá-lo, ele está bem excitado, e começa a comer minha orelha de um jeito bem sensual, enquanto suspira.

─ Lynn… – ele murmura. ─ Eu sempre quis te chupar assim, e ver que consegui fazer você gostar, me deixa… Ufffhh…

Sorrio com a confissão, ficando mais excitada.

─ Segue me chupando, em outras partes. Verme inútil… – digo arrastando a voz, sonolentinha, mimada de tesão.

Lui não perde tempo, nem diz nada. Me obedece e chupa o meu pescoço, logo os meus seios. Logo nos beijamos com efusivamente. Luíz começa a me investir várias vezes enquanto beijamos assim dessa forma tão intensa.

─ Você quer isso? – ele pergunta sensualmente, olhando para baixo, referindo-se a seu pau. Seu membro está grande no tecido branco, com uma tonalidade bege na parte onde está coberto, molhado pela água do rio e por um pouco da minha umidade pegajosa também. Assinto. ─ Onde você quer, princesa? – ele pergunta, baixo no meu ouvido, com maldade, enquanto ainda se esfrega contra mim.

─ Hmm… Por todos os lados. – Digo exagerando, mas o faço sorrir divertidamente.

─ Ah, é? Hmm… Ok… – ele diz com malícia, e suavidade. Abaixo sua cueca com meus pés e ele afasta minha calcinha, se segura e sinto ele se encostar por primeira vez em mim. Ele está quente, e muito duro. Meu corpo se estremece. Agarro firme no pescoço dele com as duas mãos.

Gemo alto, sentindo minha umidade o envolvendo e uma sensação muito gostosa de penetração profunda que vinha graças a essa postura. Ele mete algumas vezes, devagar no começo, e nos beijamos de forma lenta, fodendo sensualmente por vários minutos.

─ Mmmm…. Mmm… Por todos os lados? Hã? – ele pergunta, outra vez, afastando os nossos lábios por um momento. Dou um risinho suave, excitada, enquanto gemia com suas investidas. Sinto Luíz sair de mim e esfregar a glande por minha entrada traseira, arrancando um risinho baixo da minha boca.

─ Aqui? – ele murmura, e lambe a boca, me olhando com malícia, de um jeito pervertido, enquanto segura seu pau com firmeza, e o força para dentro.

Assinto negativamente, corando muito. Mas não conseguia fechar o sorriso do meu rosto.

─ Não? – parece que ele está virando um animal selvagem e insolente, que nem ele me avisou. – Ele ri baixinho.

─ Ok. Mete logo então, seu safado.

Ele assente, com um sorriso bem malicioso.

Sinto como a cabeça do pau dele se força ali, se afirmando. Ele força o quadril, me agarra com as duas mãos pela bunda, e começa a abrir espaço muito pouco a pouco, os músculos iam se relaxando dificilmente, mas sem se opor. Aos poucos, a ponta inteira estava dentro, e eu o apertava terrivelmente. Ele morde os lábios e se impulsa para trás, saindo, e logo se adiantando de novo, dessa vez entrando alguns centímetros a mais. Gemo de dor e prazer.

─ Como você gosta? Devagarzinho? – ele pergunta com um timbre arrastado, delirando de tesão.

Assinto para ele, abraçando seu pescoço. Ele move os quadris lentamente, obedecendo, e então vai entrando pouco a pouco. Logo começa a deixar o meu corpo se cair contra o dele, me largando em cima do seu pau e voltando a agarrar minha bunda, enquanto gemo chorosamente, sentindo mais dor, a velocidade também aumenta ligeiramente.

Aos poucos, ele estava inteiro dentro de mim. Sinto como ele aperta o meu traseiro, e as bolas dele se tocam ali, mostrando que, finalmente, ele estava até o final. Doía, era incômodo e satisfatório. Ele começa a caminhar comigo com ele dentro de mim. Com seus passos, sinto como se ele estivesse estocando no fundo, com suavidade, e reviro os olhos. Com muito cuidado, ele me deita sobre sua camiseta lentamente. Me olha nos olhos, e levanta minhas duas pernas, as deixando flexionadas.

Volta a estocar sem pressa, prestando atenção no meu rosto. Eu gemia de um jeito manhoso, clemente, choroso. O pau dele é bastante grande, e machuca, mesmo lentamente.

─ Tranquila, linda… Hm… Vamos assim, devagar… No seu cuzinho. – Luíz começa a alisar o meu clítoris várias vezes, agilmente, olhando o meu rosto. Eu ia relaxando. ─ Você já quer com mais força? – ele pergunta, sussurrando. Meus olhos estão revirando com a massagem que ele faz no meu clítoris.

─ Hm… Simm. – Ele me atende e estoca um pouco mais rápido e mais forte. Grito chorosa, sentindo prazer e dor. Mas incluso começava a ser mais prazeroso que doloroso. É uma sensação estranha. Ao mesmo tempo em que eu quero que ele saia de mim, quero que siga dentro. Meu corpo repugna, mas alguma zona do meu cérebro diz que sim, que está bom, que está gostoso, que quer mais.

─ Assim… Tá gostoso… Continua… – gemo, manhosamente. Coloco os dedos dele na minha entrada dianteira. Ele entende de novo.

Coloca dois dedos dentro de mim, flexionados, e começa a agitar o anelar e o dedo do meio fazendo os meus olhos revirarem. Olho para ele, mordendo o lábio, sentindo o meu corpo inteiro se contrair ao redor dos dedos e do pau dele, quase alcançando um orgasmo bem intenso, ao ser estimulada em dois lugares. Ao ver o meu rosto assim, ele começa a ofegar e a dar investidas curtas e fortes dentro de mim, todo vermelho, excitado demais. Sinto Luíz gozar. Respirando forte, em êxtase. O suor escorre firme pelo seu rosto. Ele se retira de mim e toda a sua porra bem branquinha banha o seu membro, respingando na minha pele.

Aprecio a visão um minuto.

Depois lhe digo:

─ Você é mesmo inútil! Você gozou antes que eu…

─ Sim… Fffh… Desculpa, princesa. – Ele segue ofegando.

Dou um tapa no rosto dele e mostro uma expressão gelada. Ele vira o rosto com a agressão.

Luíz fica alguns segundos, olhando para o lado.

O que ele vai fazer?

É, sou um pouco louca.

Talvez o cara surte.

Ele gira apenas os olhos na minha direção e mostra um sorriso ladeado. Hm. Perverso.

─ Me dá outro, amor? Que tesão. Uhum. Isso que eu quero. – ele murmura, baixinho, envergonhado. Parece que o capeta acaba de me encarnar. Dou outro tapa na cara dele bem mais forte e impiedoso e o puxo pelo seu colar, com força, deixando o rosto dele em cima do meu.

─ Acaba o seu serviço. E me faça gozar. Seu bosta. Inútil. Estúpido! – Exijo, firmemente.

Luíz me encara, sorrindo um pouco. Com cara de pervertido. Toma o tempo suficiente para desfrutar de seus insultos e se abaixa. E então começa a me atender direitinho, chupando minha xotinha toda e agarrando minhas coxas. Chupando de um jeitinho bem gostoso, desfrutando da minha bocetinha. Minhas perninhas começam a tremer em pouco tempo. Espasmos rodeando meu corpo todo. Gemo muito alto ao alcançar o ápice. Ele segue me lambendo suavemente, mesmo depois de eu ter gozado, me limpando de um jeito dedicado.

─ Puppy… – murmuro. ─ Você gosta do meu melzinho?

Ele assente, e segue lambendo. Rio de um jeito divertido.

Acaricio sua cabeça como se ele fosse um cãozinho fofo.

─ Bom garoto. – Murmuro. ─ Da próxima só eu vou gozar. Estúpido. – Sussurro. Ele dá outro risinho maldoso. ─ Pra você largar de ser broxa assim e aprender a gozar depois de mim.

─ Hm… Desculpa, rainha. Por mim tudo bem. – Luíz franze as sobrancelhas.

Sorrio.

Ele passa de triste a pervertido em seu rosto. Me levanto, o empurrando e ficando em pé. Luíz me olha lá no chão, desde baixo. Vou vestindo as botas na frente dele, toda soberana. Vejo como ele se veste rapidamente, e logo procura o meu vestido. Ele o encontra no cavalo e vem para perto de mim.

─ Permita-me? – ele sussurra no meu ouvido.

Fico um tempo perdida, logo entendo o que ele quer e levanto meus braços. Ele coloca o vestido em mim e o ajeita no meu corpo. Caladinho, vejo Luíz se apoiar no poste do balanço e tirar um cigarro. Ele começa a fumá-lo e o olho ali parado, absolto nos próprios pensamentos.

─ Eu deixei você fumar?

─ Por favor. – ele suplica, com sua voz grave e baixinha.

Rio.

─ Ok, vai.

Enfio a mão no bolso da calça dele e pego um pra mim. Ele se deixa, sem dizer nada. Vejo como, com o cigarro aceso nos lábios, ele começa a pegar as flores artificiais menores do balanço e habilmente, porém de um modo calmo, criar uma coroa com as duas mãos, as prendendo num pedaço de corda marrom, enquanto segura o fumo com a boca e concentrava a visão no que faz.

─ É pra mim? – ladeio um sorriso.

─ Claro. – ele me olha e mostra os dentes. Se aproxima da minha cabeça e coloca a coroa de flores.

Rio feliz, satisfeita.

─ Está com frio?

─ Um pouco. – junto os olhos, mimosa.

─ Vamos voltar, ok?

Assinto.

Nos aproximamos do cavalo aos poucos, que estava calmo por ali, mas que respondeu imediatamente ao ver Luíz. Ele o alisa devagar, deixando-o feliz e me abobando um pouco.

É, é um príncipe mesmo.

Ele segura a minha cintura com delicadeza para me sentar no lombo do cavalo, no segundo acento. Tira uma capa de veludo de uma bolsa que está pendurada no cavalo, e me tampa, com ela.

─ Toma, pra você não ficar resfriada, rainha… ─ Luíz se sobe na minha frente e a agarro sua cintura com firmeza, achando fofo essa forma que ele tem de cuidar de mim, e corando em segredo enquanto o seguro. Um homem para fazer o que eu quiser, quando eu quiser? Está ficando bom demais.

Quando chegamos, acompanho Luíz até o estábulo. Ele acende uma luz e guarda o cavalo. Vejo outros, de outras cores, e alguns burrinhos bem fofos.

─ Bom… jantamos algo, e tomamos um banho bem relax? Vou preparar um bem quente para ti, pra não adoecer. E te dar remédio para prevenir. – ele sugere com doçura e assinto. ─ E… é… Você quer dormir comigo no meu quarto hoje? Eu não me importaria.

─ Quero.

Luíz sorri.

Entendo a pergunta. Muitos consideram dormir juntos bem mais íntimo que transar.

─ Ótimo. – Ele abre um sorriso ladeado, incluso sedutor, enquanto me olha. Parece perdido em pensamentos profundos por eu haver aceitado.

Saímos dali e caminhamos até a sua casa. Por dentro, há uma decoração que mistura o antigo com o novo, bem particular, e que combina bastante com os irmãos Luigi e Luíz.

─ Vem… – ouvi Luíz murmurar.

Segui seus passos lentos, indo parar no corredor. Ele abriu uma porta com suavidade, e o segui. Ali parecia ser o seu quarto. Estava pintado com cores neutras e suaves, cinza claro, a estrutura da cama era acolchoada e de couro marrom. Vi pela parede alguns desenhos de paisagem que possivelmente tenha sido ele quem desenhou, e várias notas pregadas.

São muito estranhas. Algumas dizem “Eu me chamo Luíz”, “O papai tem 73 anos”, “dar milho para as galinhas”.

Ele… Tem problemas de memória?

─ Aqui está o banheiro. – Ele diz, desde a porta. ─ Quer que eu te dê banho? – ele sorri com graça, e coro.

─ Modo escravo? – sussurro, abrindo um sorriso malicioso.

─ Modo “o que a senhora quiser”. – Ele corresponde meu sorrisinho.

Então os dois entramos em seu banheiro e tiramos nossas roupas, jogando-as num canto até ficarmos desvestidos por inteiro. Me enrolo numa toalha, olhando como ele é, sei lá… Sem vergonha. Antes estávamos transando e é mais fácil ficar nu. Mas ele o faz com tanta naturalidade, que até me abisma. Vejo como ele entra na ducha, a água cai por seus cabelos claros, ele começa a lavar seu rosto com sabão.

─ Você não vem? – ele pergunta.

─ Mm… Não sei… Talvez eu queira tomar banho sozinha. – Digo, baixinho.

─ Hm? Você que sabe. – ele diz, um pouco tristonho, mas aceitando. ─ Vejo como ele lavava sua cabeça, agora de olhos fechados Fico um momento parada ali no banheiro, nua. Começo a me sentir ridícula por ser tão tímida e suspiro pensando “e daí?”. Abro a porta da ducha e entro.

─ Oi. – Sussurro, e ele sorri. ─ Mudei de ideia. – Digo, dando de ombros.

─ Haha. – Ele ri sensualmente. ─ Que bom.

A água da ducha começa a molhar os meus cabelos, pois espirra em mim.

─ Por que você é tão lindo? – pergunto com um sorriso, fazendo Luíz rir. Ele tocou meu nariz suavemente e faço uma careta. ─ É sério!

─ Hm… Não sei. E você, por que é tão linda? – ele sorri e se gira, pegando xampu.

Neste momento observo uma extensa tatuagem que ele tem, cobre suas costas inteiras. Não me resisto e a dedilho com suavidade. É um par de asas de anjo, pretas. Há que ressaltar que fica extremamente sexy nele.

─ Eu vou te lavar, rainha. Se me permite. – Ele murmura, com as mãos ensopadas e ensaboadas, após espalhar o xampu por elas. Me giro de costas e ele começo a esfregar meu couro cabeludo suavemente, como uma massagem.

─ Ai… – gemo, sentindo bem estar e fechando meus olhos.

Ouvi um suave risinho de sua parte, ele ensaboou e esfregou minha cabeça inteira. Logo a enxaguou e passou creme, penteando meus cabelos com os dedos. Me faz lembrar de quando eu era criança, pequena e vulnerável, e a minha avó me dava banho, e me mimava e cuidava de mim.

Agora ninguém cuida de mim.

Uma lágrima escorre do meu rosto, sem que Luíz veja. E o meu coração se aperta. Não posso deixar que ele me veja frágil e vulnerável. Ele não se importa. Só quer sexo, e apanhar de mim, e essas coisas… só faz isso porque, sexualmente, fica satisfeito. Ou então deve ser algum truque nisto tudo. Alguma letra pequena.

Ele começa a me ensaboar, me acordando dos meus pensamentos nostálgicos e deprimentes. Depois de me deixar coberta por uma capa de espuma, ele me enxagua da cabeça aos pés, colocando a mão em meu rosto para que não entrasse água nos meus olhos.

A água quente fez o meu corpo se curar e se recuperar de qualquer frio, realmente.

─ Agora você está limpinha. E gostosa, princesa. Como você merece. – Luíz beija o meu rosto. E sorrio de um jeito terno. Esta noite jantamos e dormimos juntos, quentinhos em sua cama. Senti uma paz que eu jamais havia sentido em muito tempo. Mesmo que ilusória.

Você é especial, Luíz. Eu realmente não acho que existam muitos como você.

Que medo.

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
    0
    Seu carrinho
    Seu carrinho está vazioVoltar à loja
    0
    Adoraria saber sua opinião, comente.x