🎼 Mídia

Casandro Díaz

Estamos na hora do recreio, dentro da Escola de Arte. Estou tentando justificar para a Elisa porque o Casandro revoluciona todos os meus hormônios enquanto minhas bochechas queimam.

─ Eu já sei bem que você gosta dele, Lynn. Um péssimo gosto. – ela ri abafado.

O tipo de personalidade do ruivo não parece nem de longe com o que ela aprovaria – basta compará-lo com Luigi, seu namorado, que é um “cavalheiro”. A Elisa é bem mais delicada e romântica do que eu, só que ela ainda não sabe.

Mas o que eu quero no fundo?

Por que sinto coisas por ele quando o vejo?

─ Meu Deus! Não pensei que fosse tão óbvio assim. – Elisa ergue uma sobrancelha ao me escutar. ─ Certo… Foi você quem pediu para saber, em? Depois não diga que não avisei.

─ Vai, conta logo, chega de baboseira. Até parece que algo me surpreende nessa vida. – Ela diz, convencida, cruzando os braços, e bebo um gole de água para começar o discurso.

─ Eu poderia fazer uma lista! – exclamo. ─ Primeiro, ele tem muita confiança em si mesmo. Isso é bem sexy. Segundo, não tem papas na língua… – “E uma pessoa assim deve ser bem descarada na cama”, penso.

─ Quê?! Você está dizendo que você gosta da franqueza dele? E com “franqueza” me refiro a sua tremenda falta de educação, óbvio. – Ela me interrompe.

Dou uma risada.

─ Sim, Elisa. Eu gosto do jeito que ele é sincero, e diz as coisas sem filtro. – Defendo-o.

─ Ah, sim? – Elisa ri. ─ Você gosta quando ele te xinga? É mesmo? Gosta da sinceridade dele sobre o tamanho do seu peito? – ela ergue a sobrancelha, maliciosamente.

─ Ele diz isso para me provocar, eu tenho certeza. – Abro um sorriso malicioso. ─ Afinal, meu peito é normal. Não tem cabimento o que ele diz.

Elisa leva a cabeça até o meu decote, destampa meu peito, e dá uma boa e descarada olhada. Neste momento coro e me tampo um pouco, olhando para outro lado.

─ É… Você é muito gotosa mesmo, amiguinha. Mesmo eles tendo um tamanho médio. – Ela ladeia o rosto, concordando e assentindo. ─ Ele é absurdo, isso sim. Ou gay. – Elisa conclui, tomando suco pelo canudinho e dando alguns risinhos.

Ignoro tudo o que ela acaba de dizer.

─ Às vezes eu fico pensando… – Apoio o meu cotovelo na mesa, com o olhar perdido e um sorriso de pervertida sonhadora. ─… Eu acho que ele quer que eu o provoque de volta. Eu tenho certeza de que ele ficaria excitado. – Elisa se engasga com o suco e dá risada, assim que acabo de falar.

─ Não imagino você fazendo isso. Você se atrapalha inteira quando ele aparece.

─ É verdade. – Abro um pequeno sorriso, minhas bochechas ficam ainda mais rosadas. ─ Mas sabe, ele sempre põe uma cara de sacana quando eu digo que vou bater nele. Acho mesmo que ele gosta desse lancinho meio tóxico.

─ É o jogo de sedução do Casandro, então? Sei lá. Nunca prestei atenção nele, na verdade.

─ Possivelmente seja o jogo dele… Ele te provoca. Você fica nervosa. Ele ri de você. Você bate nele. E então ele segura o seu pulso, te encara com firmeza, e te diz… “Calma, pirralha. Para imobilizar você, eu só tenho que te agarrar assim. Cuidado comigo”. Meu tom de voz ficou baixo e excitado dizendo tudo isso.

─ Nossa, Lynn… Vejo que é grave.

─ O quê?

─ A situação! – Exclama Elisa. ─ Você morre de tesão por ele. Até sonha acordada com o Casandro. – Ela ri levemente, cruza os braços, e logo me mostra uma expressão empática. Fico em silêncio por alguns segundos, corando mais e mais.

─ Na cama ele deve ser bem dominante. – Falo sem pensar, revelando o motivo pelo qual o meu rosto tinha ficado tão vermelho.

─ Hm… E você… É “submissa”? Tipo em Cinquenta Tons de Cinza? – Elisa ri com malícia.

─ Hm… Eu nem li esse livro, dizem que é ruim. – rio. — Para falar a verdade eu nunca experimentei. Mas queria achar alguém que entendesse de BDSM.

Tenho a intuição de que o Casandro pode ser um dos poucos caras daqui que saiba sobre esses assuntos.

Além disso, apesar das contínuas brincadeiras sarcásticas que ele fez comigo este mês, acredito que ele não seja o tipo de cara que violaria a minha privacidade caso transássemos.

─ Eu tenho certeza de que ele gostaria disso. Ele ama se sentir no poder. – diz Elisa. Nós duas olhamo-nos de um jeito maléfico.

Mas foi no final da aula que tramamos de tomar uma atitude.

Juntas, no pátio, vimos o meu querido ruivo sentado com seu melhor amigo Luíz. Os dois estão conversando.

Eu pego o meu celular e envio uma mensagem para a Elisa. “Distrai o Luíz, puta. Eu quero conversar com o Casandro sozinha.”

Elisa escuta a notificação e olha o smartphone logo depois. Ela lê o texto, e ri do meu lado, empolgada, apertando o meu braço. Minha amiga assente.

─ Vamos lá falar com eles. – A morena recupera a compostura, e fica séria. Nós caminhamos até os dois. A cada passo, sinto o meu corpo todo se encolhendo e eu quero sumir de novo.

─ Olá, meninos! – diz Elisa, simpatiquíssima.

─ Oi. – Eles respondem juntos, e eu coro.

─ Como vai, Elisa? – Casandro pergunta para a minha amiga, com um leve sorriso. No entanto, ele olha para mim pelo canto do olho. Ao mesmo tempo, Luíz me observa com sua aura pacífica e sensual.

É como uma saudação pessoal, como se ele estivesse dizendo “oi” para mim também. Fico ainda mais nervosa e descolocada. Não gosto dessa ideia dele ser o ex-namorado da Elisa então quando ele me olha assim fico sem saber o que fazer, ou pensando que é imaginação minha.

─ Bem. E você, Casandro? O que vocês estão fazendo? Vocês estão muito ocupados? – ela pergunta.

─ Nós estávamos escrevendo. – Responde Luíz, fechando lentamente o seu caderninho de couro. Como de praxe, ele não quer que ninguém bisbilhote suas letras e poemas, além do Casandro.

─ Estavam, no passado?! – Elisa sorri. ─ Porque eu preciso falar urgentemente com você, Luíz. Vem comigo, por favor! – exclama Elisa e logo segura Luíz pelo braço. Vejo uma expressão assustada e desentendida se formar no rosto deste loiro, enquanto ele se deixa levar por ela, para longe. Ele é tão branco! Sua pele e cabelos parecem não conter pigmento. Apesar disso, acho que se um artista fizesse um desenho do anjo Lúcifer, teria a aparência do Luíz.

Elisa não para de retrucar com empolgação. Ela conversa sem parar de propósito, para me ajudar, e conversa tanto, que suas frases não têm nenhum sentido. Fica perguntando ao Luíz que dia que ele pode ir ajudar ela e o Luigi com o depósito da boutique, se ele vai ir mesmo, se o carro dele tem gasolina ou ela coloca, e etc, etc. Essa doidinha.Por sorte, Elisa é sempre assim mandona. Nenhum dos dois vai suspeitar de que se trata de um plano. Me sento ao lado do Casandro, ladeada para olhá-lo. Ele abre um dos braços e o estende sobre o banco do pátio e me fita.

─ Nossa… – ele diz sensualmente, de forma lenta, e com certa ironia. ─ Parece até que a Elisa levou o Luíz daqui de propósito. – O ruivo começa a segurar o riso.

─ Em? – Fico nervosa. ─ Por quê? – me faço de louca. Ele já está me sacaneando. Este cara… Como eu disse… Ele adora me dizer que eu morro de vontade de ficar com ele, sempre. Durante o primeiro mês de aula ele deu a entender isto várias vezes. Por exemplo, certa vez eu deixei uma moeda cair no chão e me agachei para pegar. Ele disse que era de propósito, para ele olhar minha bunda. E coisas do tipo. Ele não perde nenhuma chance. O problema é que ele nunca, nunca, dá a entender que ele quer o mesmo. Dou uma risada, me recuperando.

Casandro ri curtamente.

─ Nada, deixa para lá. E então, você já vai ir para casa? – o ruivo pergunta, com malícia.

─ Eu vou, por quê? – dou de ombros levemente. – O ruivo ri de mim de novo. ─ E você?

─ Eu estou esperando o Luíz. – Ele sorri. ─ E você, veio me fazer compania?

Respiro um pouco e o encaro, ainda com vergonha, mas decidindo ser valente. Olho bem para cada parte do seu rosto. Vejo que a expressão do Casandro denuncia êxtase e desfrute. Ele, realmente, obtém algum prazer me incomodando assim. Eu posso agora lhe dizer que estou esperando a Elisa também. Mas já estou cansada desse joguinho. O que tiver que ser será.

─ Você quer… – Nós dois falamos ao mesmo tempo, nossas palavras se embaraçaram.

Minha expressão denuncia o quanto fiquei surpresa por isso: ele também estava pensando o que dizer.

─ O quê? Fala você. – diz Casandro, ansioso e entusiasmado, me acurralando com o olhar.

─ Eu ia te perguntar se você quer fumar um cigarro comigo no porão. – Digo, agarrando minhas mãos sobre minha saia.

─ No porão, é? – Casandro fala arrastadamente.

─ É. – quase tartamudo, mas mantenho a voz firme. O olho de soslaio, quase derretendo de vergonha. Ele tem mesmo razão quando diz que eu morro de vontade de ficar com ele. Afinal, poderíamos fumar no parque, não? E se eu quero mesmo só fumar, por que não lhe peço um cigarro e fumo sozinha? Ou senão… Por que não fumamos aqui mesmo?

─ Mm… Mm… – Aperto meus dedos, ouvindo seus murmúrios, que demonstram o quanto ele se diverte se fazendo de pensativo.

─ Vamos ou não? – pergunto, sem aguentar mais.

Surpreendentemente, ele me olha com respeito depois disso. O seu habitual sorriso sarcástico agora é um esboço, bem menor.

─ Vamos… Afinal, você precisa de mim para abrir o porão, sim ou sim. – Ele sorri, após dizer a frase com sensualidade.

─ Certo. – Respondo, com um sorriso contido.

─ Vamos separados para não chamar a atenção. – diz Casandro. — Não estou autorizado a entrar lá à estas horas. Entende?

─ Sem problemas. – Assinto.

Nós dois nos levantamos e nos distanciamos um do outro, fazendo o planejado. Já não tem quase ninguém na Escola. Eu decido ir para a cantina e aproveito para pegar quatro refrigerantes na máquina. Isso faria com que fosse mais obvio ainda que eu queria passar tempo com ele, mas foda-se.

Pouco tempo depois, ouço a pesada porta do porão fazer um barulho irritante de arraste. Saio da cantina com dois refrescos de cola em cada mão e olho o corredor para ver se não havia ninguém por perto, com um sentimento de euforia envolvendo meu sistema nervoso e peito.

Desço as escadas, onde desde o primeiro degrau já era capaz de ver a porta preta pesada entreaberta. Ao chegar no último, a empurro com o pé e Casandro aparece, acabando de arrastá-la até eu passar. Entro. O ruivo a fecha de imediato, e tranca.

─ Bem-vinda à casa. – Ele ri gostoso e rouco, me contagiando. ─ Aqui é onde eu e o Luiz ensaiamos. – Ele informa, apesar de que eu já sabia.

Escuto o barulho das chaves girando na mão dele e logo após indo parar dentro do bolso da sua calça. Ele acende um abajur de cor vermelha e a luz ilumina a maior parte do ambiente, sem tirar a atmosfera escura e incluso acolhedora que o porão tem. Por outro lado, essa falta de janelas, ao mesmo tempo em que fornece um ambiente privado e tranquilo, também traz uma aura perigosa, já que a porta está trancada e estamos sozinhos. Vejo Casandro se sentar numa poltrona preta que está distribuída pelo porão junto com outra, e um sofá. Coloco os refrigerantes na mesinha de centro e começo a tirar a minha mochila, e a afrouxar a gravata do meu uniforme.

─ Hm… Você trouxe algo para beber… – ele diz lentamente. ─ Não precisava. – Ele entreabre um sorriso sedutor, acompanhado por sua voz propositalmente suavizada. O olho, vendo alguns fios vermelhos do seu cabelo liso caindo por seu rosto em perfeita harmonia. Abro um sorriso pequeno, e me sento no sofá, ao lado da poltrona onde ele está. ─ Eu também tenho algumas cortesias. – Casandro se levanta e destranca um armário muito pequeno de cor branca que está no chão, debaixo do espaço que há numa estante que contém alguns arquivos velhos da Escola, e materiais de limpeza. Ele deixa a porta do armário aberta e eu vejo a tampa de algumas garrafas de vidro que estão deitadas. Ele tira duas delas.

─ Uísque com cola? Ou Ron com cola?

─ Ron. – Respondo. Agachado para pegar a garrafa, ele gira a cabeça e me olha, mantendo seu pequeno sorriso. Casandro pega também uns copos de vidro que estão escondidos no fundo deste armário. É, parece que ele e o Luíz também tomam algo aqui depois da aula.

─ Ai! – Exclamo, assustada. O sofá se moveu, quando me mexi um pouco. Casandro ri, como se eu fosse retardada.

─ Isto é um sofá-cama. Se você o forçar mais, acabará deitada.

Minha saia havia se levantado levemente com o movimento do sofá. Observo os olhos dele fitando minhas coxas discretamente e o brilho que apareceu em suas pupilas. Hm.

─ Acabo de notar. – Respondo, com certa timidez, enquanto ele assente.

Casandro traz tudo para a mesa. De pé, ele começa a dosar quatro dedos de Ron em cada copo, e logo despeja o refrigerante. Por último ele coloca um cinzeiro no centro da mesa e o seu maço de cigarros, sorrindo para mim. Seu rosto é bastante sensual. Eu o olho enquanto ele não repara.

─ Hm… Tudo pronto. – Ele murmura e pisca um olho. Ok. Supostamente, nós viemos aqui para isso, não é? Ele se senta na poltrona novamente e liga o som que está do lado dela. Uma instrumental, que eu diria ser de gênero rock industrial, começa a soar, ambientando o porão.

─ Você gosta desse tipo de música? – ele me pergunta, se espalhando na poltrona após pegar um dos copos. Apoia o cotovelo no braço do assento e abre as pernas, sem flexionar muito os joelhos. Sou capaz de ver a sola de uma das suas botas afiveladas. Ele parece até exibi-la. Minhas fantasias sexuais sobre dominação e submissão tomam conta do meu cérebro neste instante.

─ Sim, parece Korn! Quando eu era mais nova eu gostava ainda mais. – Casandro sorri simpaticamente.

─ Mesmo? Fico lisonjeado. O que você está escutando fui eu que compus com o Luíz.

─ Ah, sério? – me inclino um pouco. Ele me dá o outro copo, antes que eu pudesse pensar em fazê-lo por mim mesma. Dou um gole largo e pego um cigarro do maço, deixando-o apagado de momento. ─ Ei… E como é que vocês ensaiam aqui?

─ Bom, temos permissão, mas às vezes nós ensaiamos escondidos. – Casandro dá um risinho. Podemos vir um dia na semana, mas nós ensaiamos aqui quase todos os dias. Também não podemos contar para todo mundo sobre este privilégio, se não mais gente ia querer usar o porão para ensaiar. E aqui não está feito para isso. Só nos deixam porque um dos professores é bem amigo nosso, e quer nos ajudar a praticar. Ele acha que somos talentosos. – Casandro sorri. ─ Você quer o meu isqueiro?

─ Sim. – Coloco o cigarro nos lábios.

─ Vai querer um autógrafo também? – Ele pergunta com um sorriso nos lábios. Bufo timidamente. Casandro se levanta e para na minha frente, tirando um isqueiro preto do bolso da sua jaqueta. Ele o gira de pé. Se eu quero acender o cigarro, tenho que me levantar. Me ergo, ficando na altura da chama e perto dele. Ele leva o fogo até o cigarro que eu tenho na boca, protegendo a chama com a sua mão ao redor. Casandro me olha nos olhos, com os lábios entreabertos, durante todo o processo.

Ouço um suspiro seu e, momentaneamente, como se estivesse sendo traído por seus próprios hormônios, vejo como ele morde suavemente parte de seu lábio inferior. Esse movimento não foi muito evidente, foi suave, discreto, não durou muito tempo. Acho que ele mesmo não se deu conta do detalhe. Eu seguro o cigarro e dou a primeira aspirada, dando combustão. Ele deixa o isqueiro cair no sofá, e segura o meu pulso. Seus olhos começam a penetrar os meus. Meu coração se acelera, e entreabro os lábios. Fico tão paralisada, vendo-o tomar a iniciativa, que arregalo os olhos e me afasto, sentindo muita ansiedade.

─ Ahn? Ah, ok. – Ele me solta. ─ Desculpa. – ele dá um risinho malicioso. ─ Acho que eu me confundi.

Merda. Que cara que eu devo ter posto? É incrível como o corpo nos trai negativamente quando gostamos de alguém. Dou uma risada suave, envergonhada, meu rosto inteiro está vermelho. Sinto ele afrouxar a mão no meu pulso.

─ Ainda assim… ─ Ele tira o cigarro da minha mão e aspira algumas vezes com as sobrancelhas franzidas e uma expressão dura, soltando a fumaça depois ─ Eu não sei se você deveria fumar. Você já tem 18 anos? – ele ladeia um sorriso zombado.

─ Tenho 19.

Me sento de forma lenta, vendo o rosto dele desde esse ponto, para evitar olhar o seu cinto de couro que estava bem na altura do meu rosto. Ai, que tesão. Casandro dá uma risada curta e se senta do meu lado, voltando a pegar o copo e dando outro sorvo. Ele o pousa e acende um cigarro para si mesmo. E já não parece interessado em mim.

─ É bem relaxante estar aqui sozinhos, por fim. – Digo, puxando um assunto tolo, como quem fala do clima no elevador com um desconhecido. Nem sequer o olho no rosto. Apesar disso, vejo sua cabeça se girar. Ele abre o braço, esticando-o na parte de cima do sofá, “invadindo” o meu espaço. ─ Longe do barulho de todo mundo, não é? – completo.

─Hm… – ele murmura. ─ Sim, sobretudo se a companhia é boa. – O olho e encontro seus olhos postos em mim. Seu olhar contém um ar desafiante. Ele nunca teve medo de me enfrentar, na verdade. Ele vai abrindo um sorriso ladeado.

─ Casandro… – murmuro, como se isto fosse resolver algo, acalmar o meu medo ou o que fosse.

─ Hm? Diga… Você está precisando de algo da minha parte? Aprender a tocar um instrumento, entradas para shows… Essas coisas que todos me pedem? – Casandro fuma de novo. Ele ergue as sobrancelhas, como se estivesse me desprezando. Cada vez estou mais convencida de que a oportunidade de beijá-lo passou por mim quando ele segurou o meu pulso e eu não fui capaz de fazer nada. Agora ele deve estar pensando que eu sou mesmo uma trouxa.

─ Nã-o… E-eu… – aperto minhas mãos. ─ Eu acho você uma pessoa… Interessante.

─ Por quê? – ele umidece seu lábio inferior.

─ Pelo seu estilo. É bem diferente e no entanto bem bonito. E…

─ E?

─ E você é tão reservado que fiquei curiosa.

Casandro ri satisfeito.

─ Quem sabe você não possa descobrir mais, hm?

─ Você deixaria?

─ Sim. Quando você perder essa vergonha e esse medo que você tem de mim. – Casandro abre um sorriso ladeado sensual. Ele se aproxima do meu rosto e me cumprimenta com um beijo. Acaba o cigarro, amassa ele no isqueiro e vai indo em direção à porta. ─ Vou ir ver se o Luíz já acabou. Temos coisas para fazer. Fecha tudo quando você terminar, ok? E me dá as chaves amanhã.

Estou paralizada.

─ Tchau, Malvina Lynn.

O ruivo vai embora. Meu coração ainda está a mil.

Não quero ir pra casa.

Então vou ficar aqui um tempo. Escutando a música dos garotos, viajando, fumando e bebendo da cortesia do Casandro. Me abrigando aqui do ambiente turbulento que eu tenho quase certeza de que encontrarei ao chegar em casa, como sempre.

* * *

São sete horas da manhã. Estou me arrumando para ir para a aula de novo. Esta noite eu tive um sonho molhado com ele. É, fazer o quê? Simplesmente não consigo tirar esse rosto lindo da cabeça. Sinto uma atração infernal pelo Casandro e seu jeito malvado. Ainda assim, quero conseguir outra situação na que possamos estar juntos. Chame-me idiota, ou desesperada; mas quem nos dera poder explicar o motivo pelo qual alguém nos enfeitiça fisicamente? Dessa vez eu vou controlar o meu corpo, a minha respiração e a minha insegurança. Vou sentar nele sim ou sim.

Visto um conjunto de lingerie branco de renda, amarro os meus cabelos castanhos em um rabo de cavalo baixo, passo um pouco de lápis preto nos olhos e um brilho rosa. Meu rosto está naturalmente pigmentado, pois sempre tomo banho em água bastante quente. Gosto incluso quando queima um pouco.

Paro na frente do espelho de corpo inteiro que tenho no quarto, observando meu corpo. Começo a tocar levemente o meu pescoço, enquanto me olho nos olhos, e logo arrasto ambas mãos, lentamente, por minha clavícula, e pela curva suave dos meus seios. Vejo os pelinhos da minha pele, aqueles que são quase invisíveis, se eriçando.

“Então você é do tipo de garota que sente muitas cócegas aí?” Lembro do que o Casandro me disse no sonho, sobre meus seios.

Toco-os suavemente e fecho os olhos, suspirando neste momento.

─ Não sei… Pode ser que sim? – falo para mim mesma, e mordo o lábio inferior, me olhando no espelho.

Aos poucos saio do transe e coloco meias brancas transparentes, com uma renda no final, na parte da coxa, sem suspensórios. Também uma saia rodada preta, com uma listra branca na parte de baixo, e uma camisa branca ajustada com um laço fino vermelho. Completo com sapatos baixos estilo Oxford e o paletó do uniforme que também tem listras brancas. Pego a minha mochila, e uma fruta para ir comendo no caminho, de café da manhã.

Ao chegar no Escola de Arte, logo avisto o Casandro no pátio, como sempre. Simplesmente começo a corar. Ele está com o paletó preto, que também tem uma listra branca em cada lado. A calça dele é ajustada, e ele está usando os sapatos predeterminados também. A camisa está desabotoada no princípio, é um pouco larga para suas proporções, e a sua gravata vermelha está um pouco afrouxada. Ele tem as costas muito grandes, e quando olho o peitoral dele sinto uma vontade incontrolável de tocá-lo. Assim como quando encaro esse pescoço tatuado, com esses cabelos tingidos caindo pela pele branca; os fios são lisos, mas rebeldes e desalinhados… Que nem ele…

─ Bu!

─ Aaaaiiii!!!! – grito, assustada, e imediatamente olho para trás. André cai na gargalhada.

─ Para quem você está olhando com essa cara de “estou tendo um sonho molhado”?

─ André! – digo, imperativamente. ─ Cala a boca, cara! – alguma risada incontida escapa da minha boca enquanto lhe dou um tapa no ombro. André olha para o mesmo lugar que eu.

─ Ai, ai, Lynn. Na verdade, não sei se você está olhando o Casandro dominando o banco do pátio como se fosse a casa dele, ou o rosto concentrado do Daniel conversando com a diretora mais à frente. Você não vai me dizer?

─ Para quem você acha que eu estou olhando? – levanto uma sobrancelha.

Ele tem razão. O Casandro “domina” o banco do pátio, como se fosse o território dele. Toma sol no rosto com o braço aberto na parte superior do banco, fones de ouvido e olhos fechados. A tranquilidade dele com certeza é muito chamativa. Mas, por outro lado, o cabelo loiro e desalinhado do Daniel caindo por seu rosto com tanta harmonia, seus olhos verdes e sua expressão concentrada, responsável, também são muito sexys.

─ Para o rebelde sem causa?

─ Talvez não seja sem causa, André… ─ Dou um leve risinho. – De todos modos, você não o acha irresistível? – meu tom de voz diminui consideravelmente, expondo todo o meu desejo.

André dá de ombros.

─ De homem na minha vida pintando e descolorindo o cabelo a cada quinze dias já basta eu, não é mesmo?

Começo a gargalhar novamente, imaginando o Casandro com um monte de papel de alumínio na cabeça inteira e esperando as unhas que ele pinta de preto secarem.

─ Mas confesso que há algumas coisas que eu gosto do Casandro. – André abre um sorriso presumido.

─ Ah, sim? – pergunto curiosa.

─ Fisicamente, ele tem um olhar profundo e desafiador. – André pisca um olho. ─ Além disso, a mão dele é enorme.

─ André!

Começo a rir outra vez.

─ Estou de acordo. Mas imagine só, se você acha que ele tem a mão grande, imagine eu, que sou uma tampinha perto dele.

─ Ui. – Sussurra André. ─ Isso sim soa sexy.

─ Quantos centímetros ele deve ter de dedo do meio? – pergunto. Eu e meu amigo gay ficamos monstruosos quando falamos de meninos.

─ Não sei, mas podemos perguntar.

─ André!!! – quase começo a suar.

─ Ele deve ter… uns onze ou doze. E isso só de preliminar.

Hm. Dou uma sapeca risadinha. Quando Elisa chega, ela começa a contar várias novidades para nós dois. Eu sigo olhando o Casandro como se estivesse perdida. Após um tempo, ele abre os olhos de repente. Nossos olhares se encontram de imediato. Desvio a vista, por reflexo, e incluso solto um grunhido leve pelo susto. Sou uma atrapalhada. Me protejo entre Elisa e André, de forma discreta, e volto a olhá-lo. Vejo como um sorriso presuntuoso se forma em seus lábios. Logo, ele pisca um dos olhos para mim, assim de longe. O meu rosto se cora por inteiro. Relaxo os ombros, olhando-o com os lábios entreabertos.

Neste momento, Luíz chega e eles se cumprimentam. Ambos se disseram algo que eu não podia escutar. A cabeça do Luíz se gira na minha direção, e ele me dirige um de seus sensuais olhares, com um sorriso ladeado, enquanto Casandro ri por alguns segundos. Eles estavam cochichando sobre mim? Como Luíz parece ser um cara mais discreto e coibido, ele imediatamente afasta o olhar. Me giro e começo a contar para os meus amigos o que tinha acontecido ontem no porão.

─ (…) E aí nós quase nos beijamos, mas não deu em nada (…)

─ Não acredito! – Exclama Elisa, arregalando os olhos, assim que acabo o relato. André mostra surpresa no rosto.

─ Acho que temos que ajudar a nossa pequena Lynn, Elisa. – diz André. Ambos me olham com um sorriso malicioso.

─ É… Tá… Eu sei que eu sou mesmo uma lerda, e tal. Mas o que vocês acham que vão fazer? – meu coração volta a acelerar de novo, de um jeito involuntário.

─ Nada. – Responde Elisa, sorrindo e escondendo o jogo.

─ Mmhum. – Ri André. ─ Bom, Lynn, como eu também sou um homem, apesar de que às vezes vocês duas se esquecem, eu sei exatamente o que fazer para solucionar isto. Se você quiser, claro. – Seu sorriso malicioso permanecia em seu rosto. Eu não acreditava nele nem um pouco.

─ André, por favor, não fale com ele. Ele vai rir de mim!

─ Nós não vamos falar com ele, bebê. – diz Elisa.

─ O que vocês vão fazer então? – Ambos se olham, quase rindo. ─ Por favor, não façam nada sem me perguntar primeiro.

Não quero que o meu crush passe a ser o meu bully. Isso seria horrível.

─ Nada! – eles respondem em uníssono. – Bufo, pois não acredito muito neles.

Nossa primeira aula é de Artes Plásticas. É uma matéria comum que os alunos de Confecção de Vestuário, Desenho Gráfico e Ilustração temos. Decido deixar essa conspiração passar batida e relaxo um pouco, desfrutando da lição. Afinal, enquanto eu os tivesse baixo controle estava tudo bem. Ambos, bem embaixo do meu campo de visão! Quando o sinal toca e começo a guardar minhas coisas, não consigo encontrar o meu celular. Elisa sussurra no meu ouvido:

─ Está sentindo falta disso, Lynn? – ela me entrega o smartphone e suspiro de alívio.

─ Cara! Já achei que eu, cabeça de vento, tinha perdido o celular! ─ Elisa solta uma leve risadinha. ─ Como eu sou atrapalhada!

─ A sua senha é a data do seu aniversário – Elisa ri.

Fico séria. Quê?

─ Ué… Você mexeu no meu celular? – fico vermelha, lembrando de todas as fotos sexys que tenho na galeria.

─ Talvez tenha sido eu! – completa André, invadindo a conversa, e logo dando de ombros, enquanto segura o riso. Ele está defendendo a Elisa.

Suspiro e meu peito começa a queimar com a confusão. Não entendo mais nada. Desbloqueio o meu celular – com a maldita data do meu aniversário – agoniada. Vai saber, né.

─ Olha as suas mensagens enviadas. – diz André, apoiando a cabeça nas duas mãos e os dois cotovelos sobre a mesa. ─ Por favor, não fique nervosa com a gente. – Completa meu amigo. Então levanto uma sobrancelha, desconfiada.

─ Ai, meu Deus. O que vocês fizeram?! Em?!?! – pergunto, me deixando levar por uma onda de ansiedade e desconfiança.

Abro a mensagem que havia sido enviada às 10:25. Pro Casandro! Está escrito:

“Te espero no banheiro da biblioteca na hora da pausa para o almoço.”

─ Meninos! Eu vou matar vocês! – toco meu rosto, sentindo uma espécie de queda de pressão. ─ Sério! – começo a olhá-los furiosamente.

─ Calma, relaxa!!! – pede André, colocando os braços na minha frente, e fazendo sinal de calma com as palmas das mãos abertas.

─ Não vou relaxar porra nenhuma! – cruzo os meus braços e lhe mostro um olhar de fúria. ─ Vocês dois são uns idiotas. Aff… Por que mandaram isso para ele? Por que fizeram isso? – começo a choramingar, preocupada. ─ Ele é um otário convencido… E agora vai ficar me zoando dia e noite falando que eu quero dar para ele e me desprezando. – Digo, olhando pro teto, envergonhada.

─ Enfim. – Elisa me ignora. ─ Olhe a resposta que ele te mandou, apenas três minutos depois. – Suspiro. Nós três ficamos bem unidos na mesa, ao redor do meu celular. A mensagem dele diz:

Casandro: “No banheiro da biblioteca? Eu e você? Mesmo, M-Lynn? Diz pra mim se é verdade ou não. Quero saber se você se atreve mesmo.”.

Lynn: “É claro que eu me atrevo.”

Casandro: “Sim? Pois pense bem. Porque se você e eu ficarmos sozinhos de novo, eu não vou deixar você ir embora como da outra vez. Você vai ter que ficar comigo.”

─ Ui! – Elisa e André exclamam em uníssono. Os três começamos a rir. Minhas bochechas queimam enquanto o meu coração ainda está acelerado. Olho os meus amigos.

─ Meninos, vocês estão loucos. – Digo aos meus amigos, que sorriem. ─ Tenho que mudar a senha do meu celular! – os três começamos a rir do meu veredito. ─ Será que ele vai ir?

Elisa afirma com a cabeça, freneticamente.

─ Você parece retardada, Lynn! Não vê que ele quer o mesmo que você? – ela me recrimina, perdendo a paciência. Mordo meu lábio inferior com suavidade, ainda assim nervosa. ─ Você é linda, porra. Deixa de insegurança, vai! Hoje na hora do almoço você já tem o seu encontro com o seu bad-boy ruivo. E tudo graças ao André, que escolheu um cenário irresistível para os homens. Ou ao menos é isso o que ele diz! – Elisa dá de ombros.

─ Claro… Vocês não precisam entender o porquê, apenas sigam a minha sabedoria. O banheiro é um lugar muito sexy.

Elisa coloca cara de nojo.

─ Cheira mal e vive sujo… – diz ela.

─ Ai, Elisa… mas não é bem por aí a essência da coisa… – rebate André.

Eu sorrio maliciosamente.

─ Então qual é a “essência da coisa”, André? – pergunto, me esquecendo por um momento do quanto eu estou tensa.

André ri de mim.

─ Você vai ver, queridinha. Não tenha pressa. – Ele me olha, com malícia. ─ Tente evitá-lo até o almoço agora, para que vocês não conversem… E você acabe estragando tudo.

Elisa ri e dou um tapa leve na cabeça do meu amigo, revirando os meus olhos.

─ Não adianta me bater não. Estou te ajudando! E não mande mais nenhuma mensagem, beleza? Senão você vai parecer desesperada e vai dar cringe. Cringe e medinho! Se pá toma um ansiolítico ou um chá de camomila agora!

Dou uma risada leve.

─ Está bom… Já sei… – minhas bochechas ficam vermelhas de vergonha. ─ Conquanto que vocês fiquem pertinho de mim, eu estarei segura. – Os agarro pelos braços, no meio dos dois. Os três sorrimos.

─ Então você já nos perdoou? – Elisa levanta uma sobrancelha.

─ Claro que sim. – rio gostoso, me sentindo realizada, com a oxitocina e a serotonina a mil.

            * * *

A aula de Inglês acabou. Outra matéria comum, que é dada num salão enorme, que se parece com um teatro universitário. Por fim é nossa hora livre para almoçar. Enquanto todos estão saindo, André segura o meu braço de surpresa.

─ Não vá se atrasar. – Ele zomba, se chacoalhando inteiro.

─ Cala a boca, bicha! – sussurro. ─ Ele anda por aí. – Sorrio. ─ Mas eu estava pensando nisso, sabia? Em se chegar um pouco atrasada ou não.

─ Claro que você estava pensando nisso. Você só pensa nisso! – André me recrimina e ri. Chega você antes, assim ele vai ver que não é zoeira. Se você não for hoje, nunca mais ele vai olhar para a sua cara. ─ Suspiro e acabo de recolher minhas coisas. André e Elisa se despedem de mim, entre risinhos, e saem da sala.

Quando olho para trás, vejo Luíz me olhando com o queixo apoiado em suas mãos. Ele ainda não se levantou.

─ Luíz… – murmuro. ─ Você não vai almoçar?

Não entendo o seu olhar enigmático, e porque se dirige a mim. Nunca é agressivo, mas é misterioso. Ele me olha, sem pedir permissão e também não desvia o rosto quando eu o pego fazendo isso. Já foram incontáveis vezes as que o flagrei me analisando assim.

─ Vou ficar aqui escrevendo. – Ele responde. ─ Estou inspirado. Só então reparo que ele tinha um caderno aberto com um lápis em cima.

─ Ok… Mas come algo, Lui. – Sorrio com simpatia. ─ E se quiser, algum dia você bem que podia me mostrar o que você escreve! – rio nervosa, fico vermelha e quase saio correndo da sala.

─ Quem sabe? Até logo, Lynn.

Nos corredores há muito barulho. Tem gente indo para a cantina, e outros saindo da Escola para comer nos bares das redondezas. Me dirijo até a biblioteca devagar, me sentindo nervosa. Está vazia por ser a hora do almoço, mas há alguns nerds usando os computadores com fones de ouvido.

Caminho lentamente, insegura por tudo. Abro a porta do banheiro e entro. As luzes são alaranjadas em vez de brancas. Apago alguma, deixando o lugar mais escuro. Escuto a porta da biblioteca se abrindo bruscamente, logo sendo fechada com um pouco mais de cuidado. Meu coração se acelera de forma involuntária. Ouço o movimento de alguns passos lentos. Alguém abre a porta do banheiro, com cuidado.

─ Lily? – Sua voz grave e rouca me chama, usando um apelido carinhoso. Seus cabelos vermelhos se assomam pela porta. Casandro abre um sorriso ladeado assim que me vê, e a fecha atrás de si, fazendo um pouco de barulho e a trancando com violência. Eu junto minhas mãos de forma ansiosa. Lentamente, o ruivo se aproxima de mim e me encara. ─ Interessante esse lugar, hm? Você leu bem as minhas mensagens? – Assinto levemente. ─ Hm… Saquei. Eu e você estamos aqui… Para nos comportar mal, não é? – Seu timbre fica deliciosamente arrastado, baixinho, ele diz a frase me olhando nos olhos, enquanto vai se aproximando de mim. E se aproxima tanto que recuo intimidada e minhas costas ficam pregadas na parede. Ele apoia uma das mãos do lado da minha cabeça, com o punho fechado, e desce o rosto alguns centímetros, para me olhar mais diretamente nos olhos.

─ Sim… Mas… Eu tenho que te explicar algo sobre essas mensagens… – Digo, olhando para ele, hipnotizada por seu rosto bonito e seus olhos rasgados e felinos. ─ Não fui eu quem enviou, foi uma brincadeira dos meus amigos, eu não gosto de mentiras.

─ Hm…. – Ele murmura e olha os meus lábios. ─ Foi uma brincadeira dos seus amigos. Mas você veio, mesmo com o meu aviso. – ele ladeia um sorriso ─ Você nunca vai me dizer a verdade? ─ Casandro solta uma risada baixa, sarcástica e rouca.

─ Que verdade? – sussurro, com as mãos abaixadas, enquanto seguro minha saia. Minhas bochechas queimam e entreabro os lábios. Está difícil respirar só pelo nariz, com ele tão perto. Casandro mostra um sorriso divertido. Casandro segura meu queixo, olhando meus olhos, e aproxima sua cabeça lentamente, deixando os lábios muito próximos dos meus. Seus olhos estão brilhantes, vidrosos, mostrando muito desejo. Sinto minha pele se arrepiando. Os cabelos finos do meu braço acabam de se eriçar pelo excesso de proximidade.

─ Você quer, e eu quero. – Ele sussurra. ─ Olha só… O seu corpo não te deixa mentir. – Ele olha os meus braços e lambe os lábios. ─ Você não vai falar? – ele abre um sorriso malicioso. Toco o seu peito, fazendo certo espaço entre nós dois, com delicadeza. O ruivo passa a segurar meus pulsos, com força, um em cada mão. Meus braços são frágeis e facilmente domináveis. Lentamente, como se estivesse pedindo permissão, ele vai subindo-os até deixar os meus punhos capturados na altura na minha cabeça, um de cada lado. Eu desvio o olhar timidamente, mas começo a me sentir terrivelmente excitada. Casandro aproxima os lábios da minha orelha e sinto seu hálito quente. ─ Fala… Fala logo, Lynn. ─ Ele murmura arrastadamente no meu ouvido, fazendo o meu corpo se eriçar ainda mais, e a minha perna tremer um pouco. ─ Você quer que eu te foda, não é? – Seu tom diminui um pouco mais, ao pé do meu ouvido, ele sussurra a frase com muita malícia e excitação. Suspiro fracamente. Giro meus pulsos de leve por baixo de suas mãos, só para comprovar o quão firme o agarre que ele depositava realmente é. Impossível fugir.

Não consigo dizer nada.

─ Eu… – meu tom de voz diminui também, evidenciando um matiz de excitação, que é comprovado pelo fato de eu não tentar escapar do agarre dele. Seu olhar confiante, que gosto tanto, segue em seu rosto.

─ Shh… Tudo bem. Ok? – ele sussurra, se referindo a que eu já não preciso falar. Ele lambe a minha boca e dá um primeiro selinho leve, tomando a iniciativa. Suspiro baixo, Casandro gira sua cabeça e sinto sua língua entrando na minha boca, enrolando-se na minha, acabo gemendo de satisfação. Ao me escutar, ele suspira e o corpo dele se cola no meu.Casandro abaixa os meus braços lentamente e passa a segurar os meus pulsos com uma mão apenas, colocando a outra no meu rosto. Ele tem as mãos grandes e fortes. E é bem alto se comparado comigo.

Ele guia a minha cabeça para o lado, morde o meu lábio inferior e segura o meu pescoço levemente, me assustando. Gemo baixo outra vez, pois tal violência havia me excitado, em segredo. Sinto como ele coloca a língua no fundo da minha boca, me obrigando a intensificar o beijo ao máximo. Eu não consigo respirar bem, o único no que posso pensar é nessa intensidade e em aguentar o ritmo, então me deixo levar e começo a forçar minha língua contra a dele, murmurando baixo de tesão em cada golpe intenso de línguas. Num determinado momento, ele chupa a ponta dela com muito desejo, e acabo gemendo mais alto, enquanto sinto minha calcinha molhar.

─ Shh. Não queremos que a Escola inteira nos escute. Podem expulsar-nos daqui. – Ele adocica um pouco sua voz, ao explicar.

─ Desculpa, Casandro… Eu sou mesmo um desastre. – franzo as sobrancelhas.

─ Tudo bem. Escuta… – ele murmura. ─ Coloca a sua língua para fora. Sua língua é tão gostosa… – Ele me fita com seus olhos felinos, de um jeito sacana.

É. Estamos aqui sozinhos. Eu quero e ele quer. Exatamente como ele disse. O que será que me espera? Com isso na cabeça, mostro minha língua, sentindo um imenso tesão e satisfação ao obedecê-lo. Casandro suspira.

─ Fff… – o rosto dele começa a ficar um pouco vermelho. Devagar, o ruivo arrasta a sua mão desde o meu pescoço até a minha língua e a toca com o polegar. Ele aperta o centro dela com o dedo, e a alisa com força, sendo agressivo. Logo enfia seus polegares dentro dela, esticando minha boca, olhando ela por dentro. Depois solta outro grunhido de descontrole. Fico molhadinha.

O rosto dele vem sobre o meu de novo. Ele coloca sua boca e sua língua sobre a minha, junto com o dedo dele por ali, tamanha é sua ansiedade por me beijar. Começa a esfregar ambas, deixando seu dedo úmido no meu rosto. Com Casandro assim tão excitado, iniciamos um beijo forte, sem pudores, onde nossas línguas se tocavam veemente, sem a junção frequente dos lábios. É uma classe de beijo íntimo, que casais só realizam quando não há ninguém por perto, pois são altamente sexuais.

Eu sinto o peitoral dele roçando nos meus seios frequentemente, devido aos impulsos que beijar desta forma ocasiona. Este esfrega-esfrega me excita de um jeito inexplicável. Além disso, ele aperta os meus pulsos várias vezes, rodeando-os com a mão, cada vez que o corpo dele recebe choques de excitação com o beijo. Não aguento mais de vontade de segurá-lo, de tocá-lo, de senti-lo também. Começo a murmurar de um jeito provocante:

─ Cass… Deixa eu te tocar também. Por favor. – Ele vai beijando o canto da minha boca de forma molhada enquanto eu falo. Sua cabeça vem para perto da minha orelha.

─ Você quer me tocar? – Ele a lambe de um jeito promíscuo, liberando um sopro quente muito excitante no meu ouvido. ─ Então fala o que eu quero ouvir. Se não eu não vou soltar você. Muhm… Sabe? Você também está ótima assim, indefesa, imobilizada. Como se fosse apenas eu que quero o que tá rolando.

Abro um sorriso excitado, escutando seu timbre sensual.

─ Mm… Ok… – digo fininho, baixo, sensualmente. ─ Eu quero que você me foda. – digo lentamente, bem pronunciado. ─ Quero que você me domine. – sussurro, com os olhos marejando. Meu coração acelera de novo um pouco.

─ Dominar você? E você se submeter a mim?

Assinto um pouco.

─ Que delícia. – Casandro morde os lábios. ─ Você quer ser uma gatinha submissa?

─ Eu quero. – Sorrio, com malícia. ─ Como eu posso ser isto, Senhor? ─

─ Senhor, hm? – Ele ri sarcástico, baixinho e rouco. ─ É simples. Você tem que fazer tudo o que eu mandar, e agradecer quando eu for gentil contigo. Mas… Isso é só um jogo, ok? Você pode me dizer se eu começar a passar dos limites. Mhm… Mas você adora agradar, não é? Eu sei que é esse tipo de coisa que deixa a sua boceta molhadinha. – Ele sussurra rouco.

─ É… – Murmuro, queimando de vergonha, e mordo os lábios. Estamos encarando o rosto um do outro, bem excitados. Decido provocá-lo. ─ Eu quero agradar você. Fazer o que você pedir. – Digo, arrastadamente e com doçura.

─ Você já está me agradando ao confessar. – Ele pisca um olho. ─ Eu gosto desse seu jeitinho tímido, aparentemente inocente. – Ele abre um sorriso maldoso. ─ Me deixa quente. – Ele afrouxa as mãos dos meus pulsos, pouco a pouco, cumprindo sua parte do trato. Eu as levo até o colarinho da sua camisa e passo a palma por seu peito duro e forte. Suspiro de satisfação. Começo a alisar seus braços deliciosos, tatuados, definidos.

─ Obrigada, Amo; por me deixar tocar em você.

─ Não é nada, gatinha tonta. Mas é isso aí. Você tem mesmo que me agradecer. – Ele sussurra, com malícia e sarcasmo. ─ Mm… – Casandro abre um sorriso pequeno, e confessa corado. ─ Já que é terrivelmente sexy quando você é grata assim. – Ele confessa baixo.

É. Finalmente, tudo o que eu intuía sobre ele é verdade. Casandro fica terrivelmente excitado quando está no domínio da situação.

─ Prometo fazer o meu melhor. – Sussurro.

─ Mm. – Ele ri sarcástico. Suas mãos sobem por dentro da minha camisa, e ele toca minha cintura sobre a pele nua, apertadamente. As mãos dele cobrem a minha circunferência quase por inteiro, são quentes e agradáveis. Nosso beijo é molhado e profundo pouco a pouco, outra vez. Não acredito que estamos fazendo isso. Suas mãos descem lentamente pelo meu quadril, onde ele segura com veemência. Sinto uma de suas pernas separando minhas coxas com o joelho e gemo baixo, ficando apoiada nela.

Casandro segura meu traseiro com as duas mãos, impulsando meu corpo para perto dele com o apertão, ele me esfrega no volume do seu pau como se eu não pesasse nada, passando minha calcinha na calça dele várias vezes, de propósito. Sinto como afasta meu cabelo do meu pescoço, passando a beijar minha orelha de forma lenta. Os barulhos dos seus beijos estralados se escutam no ambiente. Eu inclino a cabeça, sentindo meu corpo se arrepiando por causa do hálito dele no meu ouvido.

Enquanto ele faz isso, uma de suas mãos vai subindo por um dos meus seios sobre a roupa, totalmente alterando meu ritmo cardíaco nesse momento. O toque é suave, me deixava apreensiva. Sem demora, ele o aperta, rodeando-o por completo. Rapidamente localiza o mamilo, por cima da roupa. Ele apoia o indicador e o dedo do meio e pressiona, fazendo com que eu solte um incontido gemido agudo.

─ Mm… – Ele murmura no meu ouvido, deliciosamente satisfeito. ─ É esse um dos seus pontos fracos? – ele raspa os dentes pelo lóbulo da minha orelha e pega o outro seio, passando a segurar os dois com firmeza, e a apertar, enquanto meus olhos amolecem.

─ É um deles, sim. – Sussurro, assumindo, e seguro os seus braços fortes. Sinto ele movimentar sua perna com força de propósito ao me escutar, esfregando sua coxa na minha calcinha. Casandro começa a desabotoar minha camisa, enquanto me sinto vulnerável. Será que ele vai gostar do meu corpo? A pele pálida dos meus seios redondos vai surgindo diante dos seus olhos, cobertos por um sutiã de renda branca que os aperta um pouco, com um lacinho vermelho no centro de enfeite, que combina perfeitamente com o uniforme.

Ele afasta a camisa contra a parte interna dos meus braços com violência e os observa por alguns segundos. Vejo como morde os lábios. Sua cabeça vai se aproximando e ele lambe a área do decote cheio de ânsia, com intensidade, deixando uma quantidade exagerada de saliva como se ele fosse um animal feroz. Meu Deus.

─ Que delícia, gatita. – Ele continua lambendo a área do decote após falar, deixando tudo molhado. Sinto sua boca chegando perto de um dos mamilos, e suspiro alto. Levo, com cautela, minhas mãos sobre seus cabelos. ─ Você gosta quando eu sou agressivo? – Assinto, envergonhada. Casandro me encara nos olhos com um sorriso ladeado e os massageia devagar e com força. ─ Assim? – Eles cabem na mão dele perfeitamente, apesar de serem grandes para a proporção do meu corpo, ele pode abrangê-los com facilidade, e seus carinhos fortes bambeiam minhas pernas.

Ele desce a peça sem tirá-la e por fim os revela. Vejo o pau dele subindo na calça do uniforme, mais endurecido que antes. O ruivo apenas os olha por um momento, vidrado e obcecado. Vejo sua língua se arrastando dentro da sua boca vermelha, muito úmida, produzindo muita saliva. Literalmente, babando.

─ Ah… – Ele geme, muito excitado. Aproxima os dedos do ponto mais rosado enquanto os segura, mas não toca. Seguramente a imagem era tão imaculada na sua cabeça que não se atrevia, ou não sabia por onde começar. ─ Cospe neles, kitty. – Ele manda contra meus lábios. Começo a produzir saliva, entreabrindo a minha boca. Casandro assente, olhando meu rosto com tesão. Olho para baixo e deixo a saliva escorrer até o meu seio. A listra fria e espessa cai sobre o mamilo.

─ Assim?

─ Assim… Você me deixa muito duro com a sua boca toda molhada. – Ele acaricia levemente com um dos seus dedos, com o olhar fixado no meu rosto, desfrutando sexualmente de cada uma das minhas expressões. Gemo baixo, de prazer real. Sem aguentar mais, a boca dele vem por cima. Ele engole a minha saliva, o agarrando, e depois o chupando com a boca cheia de líquido, o deixando muito molhado. A pressão dos seus lábios é forte, então começo a gemer. Sinto os dedos dele tocarem do outro lado, puxando o mamilo levemente, e reviro os olhos. Minha calcinha está ficando muito molhada.

Ouvindo como eu gemo, sua língua começa a ser mais selvagem, subindo e descendo, rodeando e impulsando irregularmente e com força. Sua boca se desprega com um estralo e ele faz o mesmo do outro lado. Os toca, os espremendo, alternando mãos e boca, quando lambia um, tocava o outro. Gemo mais alto, isso está ficando intenso e torturante. Ele afasta para olhar meu rosto. Meus seios estão muito molhados e a minha expressão é entregue. Vejo um sorriso malvado se formar no seu rosto.

─ Hehe. – Ele me encara. Logo agarra os dois mamilos com o indicador e o polegar e gira-os com força, puxando-os e os esticando sem um padrão definido de movimentos. Reviro meus olhos, gemendo. ─ Assim, então? Assim bem forte. Não é, safada do caralho? – ele grunhe, com muita sensualidade. ─ Eu vou por pinças neles da próxima vez que fodermos.

Minhas bochechas queimam, e assinto bem de leve, sentindo essa dor que é pecaminosamente prazerosa e aperta o meu ventre. Ele ri suavemente. Descontrolado, desce a cabeça outra vez e começa a chupar um deles com força e intensidade, já sem nenhum cuidado, pois eu estava visivelmente excitada.

Sua língua e lábios produzem um barulho obsceno, seus dedos manuseiam com força o outro ponto, passando de cima pra baixo sem cautela. Gemo de forma arrastada, fechando os olhos, e movo o meu quadril contra o dele, ficando fora de mim. Neste momento o meu corpo inteiro amolece, pois sinto o volume da calça dele, muito grande, e verdadeiramente quente.

─ Ah… Como você está excitado, Casandro! – murmuro, entre gemidos.

─ Mmm… Culpa sua. – Ele sussurra, e morde o canto de sua boca. ─ Já sei o que vamos fazer. – Ele se impulsa contra mim e, com apenas a proteção da minha calcinha molhada e fina, sinto a forma que o membro dele tem mais claramente, recebendo alguns choques elétricos no meu interior.

─ O quê? – pergunto extasiada, o pau dele parece enorme. Essa informação é a melhor do dia. Casandro se afasta de mim e segura seu cinto, o abrindo devagar.

─ Sobe na pia. – Ele diz de forma rude, com um sorriso malicioso. ─ Você gosta de insultos degradantes, humilhantes?

─ Talvez sim… E-eu… gosto de alguns.

─ Dos básicos, né? – Me sento na superfície de mármore como ele pediu, e assinto. ─ Eu ainda preciso te treinar então. Mas saiba que eu adoraria tratar você como a puta mais barata e repugnante de todas. – Ele sussurra na minha orelha, se posicionando entre minhas pernas e agarrando a minha cintura. Acabo inclinando a cabeça, pois seu sussurro sujo no meu ouvido me arrepia. Devo ser mesmo doente por gostar de ouvir coisas assim, ou talvez seja incluso justificável, já que ele é malicioso e muito pervertido, instigante.

─ Agora gira para o espelho, gata burra. Sonsa. Cérebro de ervilha.

Me giro pouco a pouco. Já não havia modo de deixar minhas pernas caírem para fora da pia, então apoiei os meus pés nela e juntei os meus joelhos. Assim nessa postura é possível ver minhas meias finas, e a renda ao redor da minha coxa. Também é possível ver a minha calcinha e o quanto ela está molhada; isso me faz corar. Vejo a imagem dele atrás de mim, no espelho, observando tudo o que eu estou vendo, deliciado. Seu corpo se prega nas minhas costas, me estremecendo.

Ele toca os meus joelhos, afastando com delicadeza e tocando as partes internas da minha coxa. Suas mãos se aproximam da minha calcinha e eu suspiro com força. Vejo os meus seios com os mamilos irritados, os meus lábios inchados, meus olhos brilhando. Seu rosto se prega no meu, ele lambe minha orelha lentamente e toca minha entrada por cima da calcinha, arrastando seus dedos pelo clítoris.

Vejo sua cabeça se girar de novo, só para assistir tudo. Ele começa a alternar entre tocar a parte mais molhada do pano, que era a minha entrada, e o clítoris. Casandro afundava seu dedo sobre o pano quando chegava no túnel, me provocando. Num momento em que fecho os olhos, murmurando, ele aproveita a minha baixa guarda e afasta a calcinha. Sinto algo muito grosso começando a entrar em mim, e quando fui ver o que era, observei que ele estava colocando a ponta de três de seus dedos.

─ N-não coloca tantos, assim de uma vez… Eu… Tem um tempinho que eu não transo. – O olho pelo espelho com uma expressão assustada.

─ Mhuhm… Escuta… Limpa bem os ouvidos: você não manda em porra nenhuma, e não decide porra nenhuma. – Ele diz com firmeza. ─ Eu sei o que te convém, putinha molhadinha… – Ele expande seu pequeno sorriso sarcástico e segue, enquanto usa seus braços para agarrar meu corpo com firmeza, e me imobilizar. Estou excitada demais com o jeito que esse cara está falando comigo. Ninguém nunca ousou em me xingar assim, até hoje. E sempre que eu me masturbo imagino essa classe de coisas.

Casandro começa a mexer os dedos, para que estes se misturassem com a minha umidade natural, com cuidado, apesar das suas frases rudes, ele parece saber como o corpo de uma mulher funciona. Ele os vai afundando, como se estivesse fazendo espaço para eles. Gemo baixo, vendo como aos poucos eles iam sumindo dentro de mim até mesmo com certa facilidade, tamanha era a minha excitação.

─ Viu só como eles entram? Você banca a virgem, mas veja só… No fim das contas, é uma putinha bem arrombada. Que fica com a bocetinha dilatada pra mim. – observo os dedos masculinos dele e pouco delicados, que acabaram de invadir aquele lugar tão feminino, suave e liso, com os grandes lábios ao redor. Apoio as minhas costas no peito dele, relaxando enquanto escuto suas frases sádicas e safadas.

Ele começa a afundar e a retirar os dedos, girando sua mão lentamente, e seus dedos ficam numa posição em que a minha própria mão ficaria, se fosse eu quem estivesse me masturbando. Só que os dedos dele são muito maiores que os meus. Ele os tira e espalha a umidade pelo meu clítoris, logo os mete outra vez, começando a entrar e a sair com violência e a massagear o meu clitóris com o indicador da outra mão, para cima, pra baixo e em círculos, muito depressa. Não consigo não gemer bem alto. Levo uma mão até seu pescoço, me apoiando.

─ Toca os seus seios, quero assistir. – Ele diz de forma arrastada, e os olha por cima do meu ombro. O obedeço e começo a tocá-los segundo o que o meu corpo demanda. Olho para o espelho, vendo tudo o que acontece, enquanto molho mais a mão dele, a deixando empapada, sendo estimulada por todos os lados. Quero beijá-lo, mas não é possível se ele não se inclina, pois ele é muito alto. Sua boca no espelho está tão molhada, seu rosto excitado é tão sexy.

— Mmm… – Gemo satisfeita enquanto seus dedos entram e saem de mim. — Me beija, por favor. Por favor… Hm? Amo. Me beija, meu amo. – Me sentia terrivelmente humilhada, o chamando assim. ─ Senhor… Ah… Master? – Mordo os meus lábios. Gemo um pouco fora de mim, seus dedos me tocam muito profundamente agora, golpeiam sem pena, causam muito prazer.

─ Implora, puta. – Ele diz, sem cessar seus movimentos. Seu hálito quente está na minha orelha, ainda úmida por suas lambidas.

─ Por favor, Casandro, me beija… Hmm? Por favor, por fav… ─ começamos um beijo intenso, ele calou a minha boca totalmente, com violência, enquanto me deda com mais força, e meus gemidos agora se abafam na boca dele. A mão que tocava meu clitóris começa a beliscar um dos meus seios com delicadeza, as vezes pausando a caricia e o puxando.

Quando ele estica o bico assim, socando a língua na minha boca e me dedando gemo alto de novo, quase tendo um orgasmo.

─ Sh. – ele morde minha boca forte, me castigando. Sinto como ele tira os dedos de dentro de mim e dá alguns tapas lá embaixo, brincando com o líquido, porque eu estou tremendamente molhada. Gemo agoniada. Casandro tampa minha boca e franzo as sobrancelhas. Minha bocetinha se contrai solitária, molhando o mármore da pia.

─ Ah.. ah… – respiro fortemente, meu peito sobe e desce. Casandro destampa minha boca e olha nós dois no espelho. ─ Vamos… f.. fu.. foder? – Sussurro.

─ Sim… Quando você limpar a mão toda do seu dono. – Casandro começa a enfiar seus dedos melados na minha boca, observando a minha imagem todo o tempo. Fecho os olhos e me desespero. Como uma gata faminta lambo e chupo sua mão toda, digerindo todo o meu mel o mais rápido que posso, doida pra sentir o pau dele grosso e quente me abrindo. ─ Isso, boa garota. Você é tão boa que eu vou deixar você gozar no meu pau com essa sua bocetinha suja. – Meu líquido natural se espalha eroticamente pela pia.

─ Vamos já… eu já quero seu pau. Por favor… Deixei limpinha já, senhor. – murmuro entre seus dedos. Sinto meu interior se apertando muito, num estado próximo do orgasmo. Não quero chegar à este ponto de humilhação de gozar tão rápido.

─ Cala a boca, puta paspalha. Já falei que você não manda. – ele segura meu pescoço e diz isso firme e sério, me pondo em pé. ─ Limpa o leite da pia, e limpa o leite que tá escorregando do meu pau. E eu vou pensar no seu caso. Hm?

Assinto.

Me inclino na frente dele e lambo o que eu deixei na pia, com várias lambidas, começando a me sentir uma gatinha porca e suja mesmo. Quando deixo a superfície lisa me ajoelho na frente dele e olho pra cima, franzindo as sobrancelhas. Ponho a língua pra fora e espero sedentamente sentir o seu pau no meu rosto.

─ Mmmm… ─ Me atrevo a tocá-lo sobre a cueca, e gemo baixo, sentindo tesão. Os olhos dele se cerram, ele abaixa a sua cueca sem pudor, comandando a situação. O agarro e noto que não sou capaz de fechá-lo na circunferência da minha mão pequena. Casandro ri com suavidade. O pau dele é muito gostoso. Ele o segura e começa a esfregá-lo por meus lábios. ─ Chupa minha pica aqui na biblioteca, putinha safada. – minha calcinha está empapada por causa do timbre da sua voz, maligno e excitado, como se ele fosse imbatível, intocável.

O olho nos olhos e o agarro com timidez, com uma mão, logo a outra. Casandro está muito quente. Testo a pele dele, observando as veias, e o prepúcio tão bonito. Ele é um cara lindo por inteiro. Suspiro baixinho, deixando um pouco de voz escapar. Ele segue com um sorriso sacana, os olhos brilhantes, me olhando diretamente no rosto, para me intimidar. Sua mão vem sobre meus cabelos, desfazendo o laço do meu penteado, soltando os longos fios e os colocando atrás da minha orelha. Começo a masturbá-lo lentamente, olhando a expressão de prazer que surge no seu rosto, o sorriso desaparecendo, a pele dele mudando de cor, rosando. Que sensual. Gemo baixinho e involuntariamente, imaginando como seria o rosto dele no ápice no prazer, e tudo graças a mim.

Vou colocando seu pau dentro da minha boca lentamente. Olho para cima, vendo como ele morde os lábios e suspira. Colocar a cabeça não é muito difícil, porém alguns centímetros mais adiante, eu tenho que forçar bastante a abertura da minha boca para aguentar a circunferência. Com cuidado, para não o tocar com os dentes, apoio minha língua também, tentando produzir bastante saliva e me aprofundar o máximo que posso, envolvendo o resto do seu pau com as mãos. Ele dá meio passo para frente, por descontrole, sinto a cabeça do seu pau encostando na minha garganta. Subo a minha cabeça e volto a descer depressa, tratando de insalivá-lo por inteiro e assim pegar mais liberdade de movimento.

Ele se inclina e dá um apertão forte na minha bunda, seguido de um tapa, que me arranca um gritinho contra seu pau. Casandro volta a estar apenas de pé e começo a chupá-lo mais depressa enquanto o masturbo, o pau dele fica mais duro na minha boca, ele fica bem mais excitado por causa disso. Casandro aperta o meu cabelo com as duas mãos enquanto me olha nos olhos. Alguns fios se embaraçam nos dedos dele. O retiro da boca e lambo a cabeça, passando a língua ao redor, babando nela e a chupando depois. O ruivo se segura, começando a se passar por meu rosto e meus lábios, com uma expressão muito pervertida. Eu gemo baixo, sentindo o pau dele se encostando num dos meus seios, no mamilo, ele se masturba algumas vezes, o agitando e batendo seu pau nele, de um lado e do outro.

─ Ahh… Como você é mau… – Gemo a frase chorosamente, excitada. Ele abre um sorriso sacana satisfeito. Meu líquido começa a escorrer por minhas coxas e eu tiro a língua para fora, pois ainda tinha muita vontade de chupá-lo. Casandro pega a minha nuca e o meu pulso com a outra mão, sugerindo que eu me levantasse. O fiz, juntando os braços por cima dos meus seios, e o olhando, vendo como ele é tão mais alto que eu quando estamos de pé. Ele começa a tocar meus ombros com uma massagem suave, dando alguns beijos sobre ele e me girando de costas lentamente. Logo me joga contra a parede com um pouco de força.

─ Aii… – Digo chorosa, com meu rosto contra o azulejo frio.

─ Shh… – Ele sussurra. Casandro segura a minha cintura e começa a beijar meu pescoço de forma úmida, levantando a minha saia e alisando minha bunda intensamente por cima da calcinha. Dá alguns tapas e alguns apertões violentos, me arrancando mais gritinhos. Ele segura a minha calcinha com uma mão, e a si mesmo com a outra. Sinto o pau dele entrando aos poucos e gemo extasiada, rebolando devagar, com o meu ventre inteiro completo. Sinto uma vontade incontrolável de me movimentar. De dar para ele como uma puta sem nenhum valor ou pudor. Ele vem para me beijar, e nos beijamos com intensidade, enquanto ele ainda está parado. Casandro dá uma primeira investida, me arrancando um grito alto. Como tem dias que não transo, estou bem sensível. E apertada. Estou quase gozando. O ruivo volta a tampar a minha boca e puxa o meu cabelo nesse momento, deixando a mão dele aberta sobre minha cabeça e me trazendo contra o corpo dele com violência através dela. Vejo suas sobrancelhas franzidas de um jeito sexy, masculino, com raiva.

— Cala a boca. – Ele sussurra, me olhando nos olhos. Assinto envergonhada. Ele fez isso para danar comigo, mas o puxão de cabelo e a pegada amoleceram minhas pernas. Ele volta a meter, cada vez com mais intensidade, gradualmente, e fica me olhando com superioridade, vigiando meus gemidos. Murmuro baixo, me controlando, enquanto sinto minhas pernas tremendo. ─  E aguenta a pressão. – Ele diz sacana, o olho nos olhos, com uma expressão de êxtase e quase orgasmo. Meus seios roçam no azulejo frio com as investidas dele, e seu pau é delicioso.

Sinto como separa minhas pernas com sua mão, largando minha cabeça e começando a girar o meu clitóris. Entro num estado onde a minha cabeça fica em branco. Só sinto ele me fodendo profundamente, seus dedos tocando minha parte mais sensível. Grito muito forte outra vez, e Casandro me abafa o melhor que pode. Meus seios se eriçam e minha boceta goza um montão no pau dele, do jeito que ele ia deixar acontecer.

─  Ahh… Ah… Gostoso, que bom. – sussurro, sorrindo. Lambo a palma da mão dele, muito satisfeita.

─ Mhuhm… Vou te foder bem forte e gozar também. Você não vai deixar seu dono assim duro, vai? Quero esporrar na sua boceta, gatinha puta. Safada. Empina mais essa bunda pra eu te foder.

─ Casandro… Rebenta minha bocetinha, dono. – apoio as mãos na pia e me inclino para trás. Ele começa a meter com uma força e velocidade que eu nunca senti na vida, enquanto prende os meus pulsos nas minhas costas e os segura, então tenho que me deitar com a cabeça encostada no lavatório. Dói pra caralho, mas ao mesmo tempo é muito bom. Cada vez abro mais as pernas e fico sentindo como essa pica entra e sai de mim, se deslizando com perfeição e me impactando várias vezes. Minha boceta ficava contraindo nesse pauzão, tendo mini orgasmos deliciosos que me deixaram toda suja de gozo pelas pernas. ─ Ahn… – sigo gemendo.

O sinal bate e sinto como ele tira o seu pau e esguicha uma quantidade absurda, muito pornográfica e gostosa, desde a cabeça grande e avermelhada da sua glande para por cima da minha bocetinha suja e usada. Ele esfrega a palma da sua mão por ela, espalhando sua porra em mim.

Olho para ele de ladinho, com cara de pervertida.

Eu ficaria assim fodendo o dia todo.

Casandro me limpa com papel e sobe a minha calcinha. Logo me pega e ajeita a minha roupa. Ele já está vestido. E eu tão fraquinha que nem reparei quando.

─ Penteia o cabelo, gatinha. Temos que voltar. – o ruivo pisca um olho. ─ Até a próxima foda. Puta gostosa. – o ruivo bate na minha bunda.

Tremendo, começo a reacionar e a me desesperar para me recompor. Afinal o sinal já tocou e alguém pode me pegar nesse estado a qualquer momento. Vou me ajeitando por todos os lados. Quando fico em pé, escorre mais um monte de gozo da minha boceta.

Merda.

Me sinto uma puta bem sujinha.

Me abraço.

Também me sinto carente.

Como se de repente eu quisesse chorar.

Tiro o meu celular do bolso da saia e começo a ligar.

─ Elisa?

─ Olá! Você lig…

─ Você pode me ajudar? – deixo as lágrimas escaparem.

─ …gou para a Elisa! Mas agora eu estou ocupada. Por fav…

─ Merda! – tampo meu rosto. Desligo o celular e choro sozinha. Me enfio na cabine do banheiro e acabo de me ajeitar. Chego quinze minutos atrasada na próxima aula, sem entender o que estou sentindo.

Apesar de tudo, escondo a minha aflição de todos.

***

─ Lynn?! – Elisa me chama preocupada, assim que nos vemos no pátio, no fim de todas as aulas. ─ Escutei a sua mensagem. Você estava chorando?! Desculpa, eu estava na aula.

─ Eu sei. Tudo bem.

─ Ei… O que foi? – ela me abraça lateralmente. ─ Vem, vamos sentar ali. – vamos num dos bancos do pátio, ela me leva até um discreto. ─ Esse idiota te tratou mal?!

Meus olhos começam a lagrimejar.

─ Não…

─ Pode me contar tudo, não tem problema! – minha amiga exclama, me encarando no fundo dos olhos, querendo chegar à minha alma.

Começo a chorar baixinho. – ela alisa meu ombro e me abraça como uma irmã, e como uma mãe. Me escondo em seu braço e a abraço de volta. Emocionada.

─ O que foi, Lynn? Me conta. Não precisa ter vergonha. Esse estúpido te tratou mal?! Eu vou matar ele.

─ Não… não… – soluço um pouco e a olho. Sempre é um custo pra mim expressar e entender o que eu sinto.

─ Então o que foi, amor?

─ É que…

─ Sim?

─ Elisa… Foi muito bom. Não teve nada de errado… Só… só que… Depois eu me senti muito mal.

─ Mas por quê? – ela me olha, tentando entender.

─ Acho que foi porque ele foi embora rápido quando acabamos. E eu me senti sozinha. E estúpida. E vadia. E sem valor… e não no bom sentido, no sentido de excitada… eu me senti muito, muito sozinha. Muito mal.

─ Ai, amiga… – Elisa volta a me abraçar e faz carinho nas minhas costas. ─ Parece que você gosta dele mesmo… Mas não fica assim, ok? Se o Casandro não sabe te tratar bem, eu vou te apresentar um garoto que gosta de você e que vai te tratar como você merece, tá? Que nem uma princesa.

─ Quem? – pergunto com a voz chorosa.

─ Vem almoçar na minha casa semana que vem e eu te apresento. Ele é um pouco tímido e não quer que eu diga nada. Ele mesmo quer criar coragem e dizer. Mas eu te juro que, apesar disso, ele vale a pena e tem um bom caráter.

Assinto, fungando pra cima a mucosidade que gerei chorando. Me acalmando aos poucos.

─ Vamos voltar juntas pra casa. Anda, se anima. – Elisa se levanta comigo e limpa meus olhos com a manga da sua blusa. Logo volta a me abraçar de lado. ─ Lembra que eu te amo e sempre vou estar com você. – ela limpa meu rosto de novo, e começamos a andar.

Lentamente, acabo parando de chorar, e vou embora com Elisa até que os nossos caminhos se dividem, por vivermos em diferentes bairros.

─ Obrigada, amiga. – a abraço forte. ─ Eu também te amo.

Elisa sorri.

─ Se cuida!

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