🎼 Mídia


Sentada no chão, desbloqueio meu celular. Tenho algumas mensagens sem ler desde a briga de hoje cedo.

Passo pelas fotos dos contatos, nada me interessa. Não tenho vontade de responder ninguém. Estou triste, bem triste.

Mas entre as mensagens, uma é do Armando. Coitado, eu fui embora da festa da Escola sem nem falar nada para ele. Gosto muito desse garoto, não quero que ele ache que o estou ignorando. Clico em seu chat e, antes de ler, amplio sua foto.

Quando olho para ele me dá uma sensação difícil de descrever. É tristeza misturada com carinho. Fico um tempo observando sua imagem. Ele está apoiado num muro casualmente, com um cotovelo para trás, sorrindo. O Armando é tão alegre e bonito, eu nunca o faria feliz. Não quero estragá-lo com minhas misérias.

Volto para o seu chat.

Armando: “Oi, Lynn. Você não sai hoje? Se você for sair me avisa. Eu vou na sua casa te buscar para irmos juntos. Beleza?” 18:27

Já é meia noite.

Essa mensagem já tem muito tempo.

Começo a ligar para ele, de puro impulso.

Depois de várias chamadas, tiro o celular do rosto, sem esperanças. Direciono o meu dedo ao botão vermelho e vejo que a tela do meu celular agora mostra os segundos, demonstrando que ele acaba de atender.

─ Alô, Armando? – pergunto, colocando o celular de novo no rosto, para ver se ele segue na linha, com timidez.

─ Hey. – Ele responde com um timbre doce e super afável. Brincalhão e carinhoso, de um jeito difícil de explicar. Escuto muito barulho no lugar onde ele está, gritos e gargalhadas escancaras de várias pessoas no que parece ser um bar.

─ Oi. – Sinto minhas bochechas queimando. ─ Você já está na rua, não é? – Rio fraco. ─ Desculpa por não ter respondido você antes. Eu estava com uns problemas em casa.

─ Espera um momento. – Ele diz, e sinto como ele abafa o alto-falante do celular com sua mão, sua voz se converteu num sussurro grave que, involuntariamente, arrepiou minha coluna e me deixou mais vermelha.

─ Ok. – Murmuro.

O barulho das pessoas foi abaixando gradualmente. Parece que o Armando foi para um lugar mais calmo.

─ Que problemas? – ele pergunta, com firmeza.

Suspiro profundamente, dolorida.

─ Eu me desentendi com os meus pais… – olho para frente, enquanto meus olhos brilham melancolicamente.

─ Você está bem? – seu timbre abaixa, e incorpora um tom ressentido.

─ Estou bem. – Respondo com pouco entusiasmo.

─ Hm… Essa vozinha não soou convincente. – Ele brinca, amável.

Dou um risinho tímido.

─ Aonde você está? – Pergunta Armando.

─ Na rua. – Respondo, sincera.

Ele fica em silêncio alguns segundos, apenas ouço como suspira baixo.

─ Na rua? – ele faz uma pausa. ─ Na rua, onde? Você está com alguém?

─ Eu estou sozinha.

─ Malvina. Você está sozinha na rua neste horário? Sério?

Fico em silêncio, corando muito.

Rio baixinho, me sentindo uma merda. Inferior.

─ E com uma mala. – Caçoo.

Armando corresponde o risinho.

─ Fofa… – Ele diz, de um jeito arrastado e encantado.

─ Por quê? – sigo tristonha.

─ É fofo você rindo de algo triste. – Ele responde.

Quando ele perguntou o porquê de eu estar “sozinha na rua neste horário” achei que ele nunca entenderia nada se eu explicasse. Agora ele acaba de me pegar de surpresa.

─ Me manda a sua localização. Eu vou ir aí te ajudar. – Ele completa, quase de imediato, mudando seu tom encantado para um mais sério, como se fosse uma barreira.

Sigo relutante, não porque eu não queira, mas porque não quero incomodá-lo. É verdade que somos amigos, mas sei lá… O Armando deve ter as coisas dele para fazer.

─ Deixa, não precisa não. Eu vou dar um jeito. Você está na rua se divertindo. Não se preocupa, eu vou ligar para outra pessoa. Fica tranquilo, ok? E depois você me manda as fotos e me conta tudo na aula. – Digo, bem mimosa.

─ Não. Eu não confio em “outra” pessoa. – Ele diz, meio sério, meio brincando. ─ Mandou?

─ O quê? – pergunto.

─ A localização.

─ Espera.

─ Ok.

Tiro o celular da orelha e vou até o chat dele, lá lhe envio o lugar onde eu estou, pelo mapa.

─ Aí. Já recebi. – diz Armando. ─ Escuta, Lynn… – ele diz tão amável, que começo a sentir que ele realmente gosta de mim e quer o meu bem. ─ Eu estou um pouco longe. Como estávamos bebendo, eu não peguei o carro e vou ter que ir embora no metrô. Acho que eu vou demorar para chegar aí no centro uma hora. Me espera aí, ok?

─ Tudo bem. – Respondo, mesmo com vergonha de incomodá-lo.

─ Entra em um bar de preferência. Sai da rua. Ei, você promete que não vai se mover?

Dou um risinho tímido.

─ Prometo.

─ Linda. – Ele ri baixinho, e grave.

─ Hm? – murmuro, corada.

─ Não, nada.

Acabo rindo um pouquinho mais alto, ao mesmo tempo que ele.

─ Obrigada, Armando. – Sorrio labialmente, me encolhendo, queimando.

─ Já estou indo ao metrô. Fica aí paradinha, hm? – ele diz, carinhoso. ─ Se não eu vou ficar bravo! – e logo brinca, dando uma gargalhada gostosa.

Começo a rir dele, espremendo meus olhos.

─ Tá rindo do quê? – ele começa a se fazer de nervoso.

─ Mm… Nada não! – exclamo e sigo rindo.

─ Mas você não me leva a sério mesmo, né? Eu vou ficar putinho se você sair daí. – Ele afirma, com um tom mais firme, ainda assim, sei que está brincando.

─ Mmmm… – caçoo.

─ Hehe. – Ele ri baixo, relevando. ─ Já entrei na estação. – Informa Armando.

Nossa, já?!

─ Vem logo. – Sorrio.

─ Vamos ficar no celular até eu chegar aí. Ok? Estou com medo de acontecer algo com você.

─ Não exagera, Mando. – Respondo, sorrindo, mas feliz por sua preocupação.

─ Não é exagero. Você é muito linda. É perigoso ficar sozinha nesse horário em Barcelona… Carteiristas, ladrões, gente estranha… Em fim!

─ Ok, tá bom… Eu vou entrar em algum bar agorinha mesmo. – Respondo amável.

─ Ah! – ele exclama, brincando. ─ Mas você ainda não tinha entrado?!

─ Não. – Rio.

─ Entrou? – Ele pergunta de novo, após poucos segundos, bem ansioso e nervoso.

─ Sim, estou num barzinho. – Respondo, fechando a porta do local atrás de mim. O lugar está cheio de pessoas de trinta a quarenta anos bebendo e se divertindo. E eu com essa mala na mão. Daqui a pouco o barman vai vir perguntar o que eu quero tomar e vou ficar constrangida de beber algo aqui sozinha.

─ Manda a sua localização de novo. – Armando pede, todo protetor.

É fofo o jeito como ele cuida de mim. Me deixa tímida porque sou carente. Ele, sei lá, parece o pai ou a mãe que eu nunca tive. Apesar de termos praticamente a mesma idade. Entre folhas, lápiz, cadernos e pinturas que ele me dá presente… Agora se mostra preocupado pela minha segurança e ainda vem me buscar.

─ Tá bom. – Respondo.

─ O que aconteceu com você?

─ É complicado… – respondo, olhando para baixo. Olho ao redor no bar. Já há senhores me analisando, abrindo sorrisos ladeados. Ai, que vergonha.

─ Você não quer falar disso?

─ Não… – suspiro baixinho. ─ Agora mesmo eu só preciso me distrair. Preciso que você me conte alguma piada cretina. – Armando começa a rir, assim que enfatizo a última palavra. Ele é consciente de que todo mundo acha ele um palhaço. Mas isso é só sua capa. ─ E rir de tudo… – murmuro. ─ Esquecer de tudo. – abro um pequeno sorriso.

─ Tudo bem. Nós não vamos falar de coisas ruins, eu prometo. Em vez disso vamos nos divertir à beça. Como se fosse o último dia das nossas vidas! – ele exclama, todo empolgado. ─ E eu vou cuidar de ti a noite toda. Hm?

Sorrio, vermelha.

─ Você é maravilhoso. – Digo baixinho.

─ Mm… Haha. – Ele murmura e ri sem jeito. Apesar de sacana, aposto que ficou vermelhinho.

─ Eu vou ir para a estação do metrô para economizar tempo. – digo rapidamente. ─ Te espero lá! – exclamo.

─ Não, Lynn. Não! Fica aí parada! Quieta! – ele diz do outro lado.

Desligo o celular no meio das suas petições, sorrindo.

Saio deste bar onde todos os velhos nojentos estão me olhando, e vou caminhando pelo centro de Barcelona, com um sorriso enorme e esperançado.

Dou passos longos e rápidos, praticamente correndo para a estação do metrô, me sentindo livre.

Livre como um pássaro.

***

Olho o meu celular quando chego à estação e vejo que há uma mensagem nova: “Estou chegando na linha L2, cuidado.”

Cuidado, cuidado. Sorrio. Obrigada, Armando. Por se preocupar tanto.

Busco a planta da linha indicada por ele, e desço pelas escadas rolantes. Mesmo à noite o metrô está muito cheio e há pessoas disfarçadas por todos os lados. Paro em pé, segurando o puxador da minha mala, esperando-o chegar.

No letreiro marca que faltam sete minutos. Que vontade de fumar um cigarro, mas aqui embaixo é proibido. Fico esperando apreensiva, até que o tempo passa.

Um cara sai do metrô depois de algumas pessoas, com uma blusa de manga cumprida preta, e uma calça jeans da mesma cor. Todo de negro, sim, dos pés à cabeça, com muito spray no seu cabelo repicado. Seus olhos azuis contrastam na pele branca.

Imediatamente estou vermelha, num ato involuntário. Vejo como ele me caça com o olhar, e não me movo para poder ficar apreciando como ele atua quando não sabe que o vejo.

Ele me encontra, todo atrapalhado, e abre um sorriso escancarado, expondo esses dentes tão perfeitos que ele tem. Eu, por minha vez, mostro um mais tímido. Armando caminha ao meu encontro.

─ Lynn! – ele me puxa para um abraço apertado, assim que estamos a poucos centímetros. É um ato efusivo, que me faz sorrir imediatamente. Uma mão sua está ao redor da minha cabeça, e o outro braço nas minhas costas, puxando meu corpo e obrigando-o a se pregar no dele. Seguro os seus dois ombros, retribuindo o abraço.

─ Nossa… – Rio envergonhada alguns segundos.

Depressa, ele se separa e me olha no rosto, ainda com um sorrisão.

─ Você pintou o cabelo de lilás! – ele dá uma gostosa gargalhada.

─ É roxo! – exclamo, sorrindo.

─ É lilás… – ele resmunga. ─ Você é downtônica, ou quê?

─ É roxo. Na caixa vinha escrito roxo! Larga de ser chato!

─ Você tá me zoando? Eu posso não estudar nada de nada, mas enquanto ao que se refere a mistura de cores, tons e sub-tons eu sou especialista!

Reviro meus olhos.

Só então reparo que ele está implicando comigo de propósito, com esse sorriso burlesco e sarcástico. O mesmo vai fechando, assim que nossos olhares se encontram. Os olhos dele estão brilhando, e a atmosfera parece haver acabado de mudar, ficando sexualmente tensa.

Olho para baixo lentamente, mas antes de completar o ato de timidez sinto como ele ergue meu queixo com seus dedos, de um jeito pausado e delicado.

─ Vai ficar tudo bem. – Ele diz, ladeando um sorriso.

─ Como você sabe? – pergunto, quase murmurando, enquanto ele me obriga a olhá-lo.

─ Porque o Papai está aqui, bebêzinha. – Ele diz de um jeito lento, levemente brincalhão, e com uma malícia tão profunda como o timbre sexy da sua voz.

Até então, eu não sabia quantos significados essa frase carregava. Não sabia tudo o que ele queria dizer com “papai”. Nem da vontade que ele tem de “cuidar de mim”, desde os sentidos mais puros e emotivos do sintagma aos mais deliciosos.

─ Papai? – pergunto, surpresa e zombada.

Ele dá um risinho sacana.

E muda de assunto.

─ Temos que guardar a sua mala. – Diz Armando. ─ Como a gente vai sair por aí podemos deixá-la nos armários da estação e logo vir pegá-la.

─ Tá… Mas… Mas, Armando… Eu estou sem lugar para onde ir por pelo menos uma semana.

Ele para em seco e me olha, sério e surpreendido.

─ Ué… Mas… Você não tem nem… Sei lá, a casa de uma tia ou algo do tipo? – Armando dá um risinho sem graça.

Franzo as sobrancelhas, pondo cara de cachorrinho morto, esperando que ele me entenda sem que eu precise dizer nada.

─ Fica comigo em casa. São só uns dias, não é? – Ele se pronuncia, captando minha expressão.

Assinto.

─ Sério mesmo?!

Ele assente de volta.

─ Obrigada. – Digo, abrindo um sorriso apenado.

Ele o corresponde e passa um braço por cima do meu ombro, e começamos a caminhar.

─ Vamos por aqui. – diz Armando. ─ Por dez euros há um serviço onde eles guardam malas por até 48 horas.

─ Que legal. Eu não sabia. – Sorrio de um jeito terno.

Toda vez que nós nos olhamos sinto que ele fica encantado, como agora. Isso acaba de me deixar com as bochechas coradas. Não entendo por que ele gosta tanto de mim.

─ É muito lindo o seu jeitinho. – Armando diz baixo, como se acabasse de ler os meus pensamentos.

─ Hm?

─ Mhuhm. Você é fofa. – Ele diz. ─ Bondosa.

─ Bondosa como?

─ Não sei, Lynn. É o seu jeitinho, apenas. É positivo, meigo.

Rio levemente outra vez, envergonhada.

─ Viu? – ele diz, sorrindo e corando.

Encontramos a empresa que guarda as malas e deixamos a minha ali. Fiquei meio ansiosa por estar gastando dinheiro num momento em que eu deveria estar economizando, mas logo liguei o foda-se. Só que quando eu estava a ponto de pagar, o Armando lascou uma nota na bancada do local e me adiantou. Apenas olhei com surpresa. Eu não disse nada.

***

─ Será que nós não vamos pegar um herpes bebendo desse copo? – Armando está de pé, rindo gozado de orelha a orelha, enquanto está a ponto de despejar Ron da garrafa de Barceló que compramos há pouco no Paquistanês.

─ Hahaha. Olha, na verdade é um risco. – Falo sorrindo enquanto ele me olha e prepara a bebida com cola para nós dois.

─ Sim, claro que há risco. Mas bom, você não jogava “el duro”?

─ “El duro?” – pergunto, maliciando.

Armando abre um sorriso ladeado e safado.

─ “El duro.” – ele repete, capturando minha maldade, mas sendo sério mesmo assim. ─ … Isso é um jogo onde cada participante coloca um copo cheio de bebida no centro da mesa, formando um círculo. E logo um copo extra bem no meio. Se a moeda cair em um dos copos, o dono do copo bebe o shot. Se cair no copo do meio, todos bebem, e o último em acabar de beber bebe o copo do centro. Se não cair em nenhum, o jogador passa a vez.

─ Hmm. – Assinto. ─ Eu já joguei sim, mas já tem tempo.

Armando segue falando mesmo assim.

─ Era uma ótima forma de ficar bêbado, não? Às vezes tentavam fazer com que a moeda sempre caísse no meu copo, esses filhos da puta.

Dou um risinho.

─ É verdade, dava para acabar bem bêbado. Mas eu morria de nojo desse jogo para ser sincera. – comento.

─ Bom. Não importa. O importante é que se você bebia shot de aguardente com uma moeda de cinco centavos dentro e pôde sobreviver, esse copo não vai matar nós dois. – Justifica ele, sobre este copo de plástico que achamos abandonado numa esquina.

─ Seu doido. – Gargalho. ─ Olha, espera. Tá limpo? – o pego e analiso as bordas. ─ Ah, tá sim.

─ Nah! – burla Armando, como se estivesse dizendo “nós não ligamos para nada”.

Repito seu gesto e caímos no riso.

─ Esses moleques de quinze anos filhos da puta. Você viu? Eles esgotaram os copos. – diz Armando, brincando.

Quando fomos comprar álcool, não tinha nenhum no mercado.

─ Eles tinham que deixar nós, os adultos, bebermos. E ir para casa estudar. – Faço um gesto com a mão, severo. Mas estou sendo totalmente irônica.

Armando me olha e apenas ri, todo vermelho.

─ Bom, coisinha lindinha. Bebe aí esse Ron. Você ama Ron, não é? Você só bebe isso. – Armando abre um sorriso ladeado, seu ritmo motriz, sempre acelerado, abaixa sutilmente.

─ É o que eu mais gosto de beber. – Respondo, pegando o copo e dando uns bons goles. ─ Ah! Que delícia! – exclamo, sorrindo.

─ Eu gosto de Ron. Mas eu prefiro uísque. – Ele ladeia um sorriso, enquanto caminhamos.

─ Hm. Macho alfa. – Ladeio um sorriso malicioso.

Armando gargalha.

─ Eu estou falando sério. – Ele diz, após rir. ─ Beber uísque e ser um macho alfa são coisas que não necessariamente vão conectadas. Mas bom, no meu caso é verdade. – Armando fala a última frase firme, com um fundo de gozação.

─ Mmm… – murmuro, provocativa.

─ Não acredita? – ele ergue uma sobrancelha e lambe seu lábio inferior, enquanto me olha. ─ É verdade que você é linda como uma deusa, mas nem por isso você me intimida. – Armando pisca um olho. ─ Eu me garanto cem por cento. Sou o maior macho alfa. O melhor que você vai conhecer.

Fico levemente corada.

─ Você também é lindo, ou não se olha no espelho? – Rebato, para esconder minha timidez.

─ Mhuhm. Eu não sou um narcisista que nem o tal do Casandro, que você ama. De vez em quando eu preciso de reafirmação.

Rio.

─ Pois eu acho você um gato. – Bebo outro delicioso gole.

Paira um silêncio neste momento, sexualmente tenso. Olho para o lado, e ele está me observando. Vejo como Armando morde o seu lábio inferior assim que capta a minha atenção. Essa cena bambeia minhas pernas e acaba com a minha graça, me deixando séria e excitada.

A boca dele é muito vermelha, muito gostosa, com esses dentes brancos por cima, esses olhos claros que me olham morrendo de tesão, os músculos do braço dele que ficam marcando no suéter. Ele é super bonito, pelo amor de Deus. Estaria sendo hipócrita se eu dissesse que não estou morrendo de vontade de sentar no pau dele. É algo inevitável e acho que acontece com qualquer garota que converse com o Armando de perto. O cara tem um… Sex-appeal, sabe?

─ Eu sou “gato”? – ele pergunta arrastadamente, sensualmente, provocante.

Assinto, ainda mais nervosa.

Vejo um sorriso ladeado se abrir no rosto dele. Era essa a intenção desse pilantra, me deixar tímida.

Ele vai se aproximando de mim aos poucos. Pega a minha cintura e encaixa suas pernas entre as minhas. Sinto como o corpo dele é super quente e o meu amolece enquanto ponho as mãos abertas em seu peito duro, delicioso. Ele pega a minha nuca e me olha nos olhos.

─ Então, se você gosta mesmo de mim, mas só se você realmente gosta de mim, se deixa levar. E vamos nos beijar. – Armando sussurra, com a cara toda pícara e tarada. ─ Eu acho você muito gostosa. – Ele fala com sensualidade. — Você me dá muito tesão, Malvininha. – Fico excitada com o elogio e seguro sua nuca, ficando na ponta dos pés. Sinto os meus seios espremendo contra o peito dele e dou um gemido baixo e contido.

Iniciamos um beijo de língua profundo, ambos de olhos fechados. É molhado e intenso, me dá vontade de gemer, mas tenho vergonha de parecer uma gata no cio, que ele pense que estou caidinha por ele, que sou fácil de ter.

─ Mm… – ele murmura grave, me pegando. ─ mhh… – continua o moreno. É ele quem domina o beijo, eu só sigo o ritmo. Mesmo assim é tão gostoso que dentro das minhas pálpebras fechadas estou revirando os olhos. Armando alisa, rodeia com a palma da mão, aperta, sacode possessivo gemendo de tesão e depois dá um tapa sacana na minha bunda, ainda pegando minha nuca.

─ Ahhh! – O ato me arranca um gritinho de tesão e surpresa, à força. Merda.

Ele morde o meu lábio inferior e solto ar quente na boca dele, de tesão puro. O pau dele está duro no meio das minhas pernas. Super quente, super grande.

─ Ain… – Gemo, suspirando, e aperto um dos seus bíceps, toda excitadinha. Sinto ele segurar a minha cabeça e arrastar a sua boca molhada pelo meu rosto, distribuindo beijos úmidos, até chegar na minha orelha.

─ Hmm…. – Ele geme rouco e grave, minha boceta recebe uma fincada. ─ Eu vou te chupar toda. – Armando sussurra, com firmeza. Dou outro gemido quase inaudível. ─ Você é gostosa demais. E ainda deixa eu castigar. Hm? Não é?

─ Hahaha…. – Nunca pensei que um risinho que soasse tão, tão sexy como este, pudesse sair da minha própria boca. Foi arrastado e entregue, fininho e divertido.

Armando bufa, soltando ar entre os dentes e me pega lateralmente pela cintura, me apertando de encontro à dele enquanto caminhamos, tomando posse de mim que nem um macho tarado. Ele está apertando o começo da minha bunda com seus dedos longos.

Isso é muito gostoso. O Marcos nunca caminhou comigo na rua desse jeito, mas eu sempre tive essa fantasia.

─ Vamos ir olhar um disfarce de Halloween para você, ok? – ele diz, abaixando sua cabeça para me olhar. Ainda por cima ele é bem mais alto. É impossível não fantasiar que estou dando para ele.

─ Qual parte do… “mal tenho dinheiro para comer essa semana” você não entendeu?! – Reviro meus olhos.

Sinto ele apertando minha carne, dando um beliscão na minha bunda.

Ai. Dói um pouco. Mas é uma delícia de brincadeira.

─ Alguém disse que você vai gastar alguma coisa? – Ele rebate.

Suspiro profundamente.

─ Não precisa! Eu não quero! – retruco.

─ Ah, escuta. É que a festa onde eu estava só deixam entrar de disfarce.

Olho para ele angustiada.

─ Depois você me paga, porra. Não precisa por essa carinha. – Sua mão sobe da minha bunda até o meu cabelo, onde ele faz um cafuné relaxante. ─ Neném orgulhosa…

─ Tá bom. – Respondo.

Ele abre um sorriso ladeado. E maldoso.

Ao chegar na frente de uma loja chinesa enorme no centro de Barcelona, nós dois entramos e fomos até o corredor correspondente. Essas lojas têm de tudo, a qualidade dos produtos não é das melhores, mas dá para fazer um apanho com o que eles vendem em casos de emergência, como hoje, que é feriado e não tem mais nada aberto.

─ Qual disfarce que você vai querer, Lynn? Eu te imagino assim… De Odalisca… Hm? – diz o moreno, girando-se para me olhar enquanto abre um sorriso de lado. ─ Toda perfeita. Algo assim, indecente, que mostre bem todas as suas curvas! De preferência. E se não for pedir muito.

Começo a rir.

─ Nossa. Você nem se preocupa em não ser descarado. – Solto essa ironia e meus olhos brilham enquanto sigo rindo baixinho, totalmente descrente.

─ Não consigo evitar. – Ele abre um sorriso divertido e sensual.

O jeitinho dele me excita. Mostra certa inteligência ser tão sacana. Quero ter um namorado com quem eu possa conversar de tudo, que seja capaz de seguir meu ritmo mental.

Ele tem uma inteligência diferente da do Daniel. Não é enfocada nas regras e na disciplina, já que o garoto está pouco se lixando para tirar notas acima da média. É uma inteligência rebelde, focada só nas coisas que ele quer fazer e nas coisas que ele gosta de fazer. Talvez artística.

As pessoas sarcásticas são cientificamente mais ardilosas do que as outras, porque o sarcasmo é um processo de duas etapas. Para usá-lo e detectá-lo é necessário não só captar o cenário que está na sua frente, mas também as partes que faltam.

Por tanto, não é todo mundo que entende as coisas que ele diz. Gente, por exemplo, como a representante da nossa sala, que é supostamente a fodona do pedaço, fica boiando com as barbaridades que saem da boca do Armando. Muitas vezes pensam que ele é agressivo e idiota, até mesmo arrogante. Um palhaço otário e insensível que caçoa de todo mundo.

Mas foi o seu jeito de ser que construiu a cumplicidade que nós temos. Ele sabe que eu entendo o significado real da maioria das coisas que ele fala, e por isso dou risada quando quase todo mundo está sério. Nós ficamos bem amigos em pouco tempo quando ele notou isso.

─ E aí, Lynn? Algo em mente? – Ele me acorda dos devaneios e me olha.

Lhe encaro enquanto ele mal sabe tudo o que acabo de pensar sobre ele.

─ O que você acha desse de gatinha? – Pergunto com sensualidade.

─ Gatinha? – ele esboça um sorriso de lado.

Viu só? Ele já entendeu a maldade de novo.

─ Uhum. – Assinto, corando.

O disfarce é um conjunto mini. Inclui um par de orelhinhas e luvas de pelúcia com um rabo de gato e umas meias bem sexys.

─ Não sei. Eu só vou poder dar uma opinião crível se você provar esse disfarce. Que é super fofo e inocente. – ele responde irônico.

Dou um risinho malicioso.

Armando começa a rir baixinho, gostosamente, e aponta o provador com seu queixo.

─ Hmm… Já volto… – lhe olho desde baixo e lambo toda a minha boca, deixando ela muito molhada e inchada.

A cara do Armando acaba de mudar.

Aproveito que ele está em choque e me afasto, piscando um olho e rindo dele divertidamente.

Entro numa das cabines e tiro a minha roupa. Logo coloco o vestidinho preto do disfarce, fica um pouquinho apertado nos meus seios e sobra um pouco na cintura, mas até que ficou bom.

Não há nenhuma necessidade de colocar as meias, mas vou por só para provocar mais o Armando quando eu for pedir sua opinião. Foi divertido causar esse efeito nele ao lamber minha boca. Por último ponho as orelhinhas e encaixo o rabo na saia.

Nya! Que fofinha e sexy que eu fiquei!

Poso de um lado e do outro no espelho, para mim mesma, dando alguns sorrisos e fazendo biquinhos sensuais. Viro de novo para frente, me penteando e ajeitando minha franjinha. Arrumo o decote e meus seios pulam para fora até a metade. Acho que está bom, vou sair.

A cortina abre nesse exato momento, me dando um sustinho. Giro meu pescoço rapidamente. É o Armando.

Abro um pequeno sorriso, corando. Meus batimentos cardíacos vão voltando ao normal.

─ Hmm… Que bonita. – Ele comenta, baixinho, me olhando pelo reflexo.

─ Você acha? Será que não é… “Sexy” demais? – abro um sorrisinho irônico, me fazendo de inocente.

─ Imagina… Eu tenho certeza de que deve ter alguém por aí disfarçada de Cammy do Street Fighter, com a bunda toda de fora.

─ Uhum… Entendi. Que bom que não está muito vulgar. Mas… O que você está fazendo aqui, Armando?! Você poderia ter me visto pelada… Que infortúnio. – Sorrio, sem vergonha.

Ele abre um sorriso bem sacana. Delicioso.

Entra no provador e fecha a cortina atrás de si, o pano vai do teto ao chão. Com suas bochechas coradas de tesão o Armando segura a minha cintura e fala baixo no meu ouvido:

─ E se nós déssemos uns amassos aqui, em? Você gosta de perigo? – Minhas costas se pregam no peito dele e estremeço, mordendo meu lábio inferior por alguns segundos.

─ Hm… Que ideia excitante… M-mas… Você viu a atendente? Acho que ela vai vir se demorarmos muito. Não?

─ Tem uma fila enorme agora. – Ele responde na minha orelha.

─ Tem certeza? – Sussurro.

─ Tenho. Mas temos que ser rápidos sim, e ficar em silêncio. Hm… Gatinha? – ele coloca sua boca quente no meu pescoço, dando uma chupada forte e molhada.

— Ah… – gemo contidamente. Sinto ele descendo os chupões pela curva do meu ombro, reviro os olhos levemente quando ele aperta meus seios, um em cada mão e sinto seu pau aceso colado na minha bunda. — Ahh.. – outro gemidinho escapa da minha boca.

─ Shh… Silêncio. – Ele murmura, baixinho, zangando comigo. Me olhando feio com um sorriso de lado. A situação é perigosa. Daqui de dentro dá para ouvir as pessoas entrando e saindo do provador… As vozes de amigos comentando sobre a roupa do outro…. ─ Você tá sexy demais usando isso… Mmm…. Sua… – ele volta a sussurrar no meu ouvido.

─ Sua o quê? – respondo, também cochichando.

─ Pervertida. – Ele responde baixo na minha orelha, sibilando. ─ Você sabe que isso faz com que todos imaginem você bebendo porra? E de quatro? Putinha do caralho. Vou ter que encher a sua barriga para voce se comportar.

─ Claro que não… Eu escolhi isso porque é fofo.

─ Você se faz de inocente, baby.

Sinto Armando se afastar de mim e tirar o suéter de um jeito rápido. Ele pisca um olho para mim e vejo a cena pelo reflexo do espelho, e seu sorriso safado.

Meu amigo tem os braços fortes, os abdominais marcados, é bem mais alto e mais forte que eu, é sacana, me xinga, me bate… Estou ficando realmente vermelha. Me giro para ele de forma cuidadosa.

─ Nada mal você. – Comento, baixinho e suspiro. Reparo que a calça dele fica um pouco larga, deixando a parte superior da sua cueca a mostra, junto com o cinto de taxas que ele está usando. ─ Miau, miau… – lambo o peito da minha mão devagarzinho, e dou um risinho sarcástico e baixo.

— Vem aqui, vadia. Puta do cacete. Vou te foder. – ele sussurra grave, baixo. Coloca uma mão por dentro do meu cabelo, agarra a minha cabeça, e puxa o meu corpo para o dele de frente com a outra mão no meu quadril. Começa a me beijar profundamente, enfiando a língua dentro da minha boquinha de um jeito furioso e molhado.

Aperto suas costas com as duas mãos, contendo meus gemidos. Ele está esfregando meus seios no corpo dele de um jeito muito gostoso, apertando a minha bunda, segurando o meu cabelo e praticamente estuprando minha boca com sua língua.

Consigo sentir o pau dele muito endurecido entre as minhas pernas, roçando na minha calcinha, subindo e refegando a saia do disfarce. Estou ficando amolecida, quente e com muito calor. Minha calcinha está molhando e sinto fincadas dentro de mim.

─ Mmm. Auu…. Ca-calma. – Falo contra sua boca, e ele leva a sua até a minha orelha, a beijando e soprando ar quente dentro dela.

─ Que que foi? – seu timbre firme causa uma tremedeira na minha perna esquerda e uma fila grossa de líquido abaixa para minha calcinha. ─ Você gosta, não é? – ele pergunta baixo, grave e rouco.

─ Mmm… – murmuro e logo suspiro profundamente, o agarrando. Assinto.

─ Me escuta. Você já gozou alguma vez só beijando? – ele pergunta curioso e fico meio em choque com a pergunta, dando uma risada suave.

─ Nunca. Por quê? – sorrio.

─ Sabia que tem como? – ele ladeia um sorriso malicioso. ─ Existem vários tipos de orgasmos. Tem como também… Apenas com beijos aqui. – ele segura meus seios pelas laterais, apontando para eles e mordendo seu molhado lábio inferior. ─ Tentamos? – Armando pisca um olho, eu mordo o lábio inferior.

─ Com beijos apenas aí? – sorrio.

─ Mmm… Uhum. Já fiz acontecer várias vezes. – Ele abre um sorriso safado. — E os seus deixam o meu pau muito gordo e bastardo. Quero cuspir. E esfregar a minha… Mostra eles pra mim, putinha vagabunda.

Ele começa a rodeá-los com as mãos e a apertá-los, espremendo-os, meus olhos vão revirando.

Armando abaixa o pano do meu decote, e tira os meus seios para fora.

─ Uhhhf… – ele diz, olhando-os. Seus olhos começam a brilhar. — Putinha. Que tesão. Hmmmm…. – ele puxa um bico. — Hmmm…. – puxa o outro.

Dou um risinho suave, me sentindo vermelha e excitada. Me tampo um pouquinho. Ansiosa, sendo abusada, molhadinha.

Sinto sua boca úmida, cheia de saliva, iniciando o carinho, a ponta da sua língua indo para cima e para baixo, endurecida, e deixando essa parte sensível do meu corpo também dura.

─ Aii… – gemo baixinho, por ser muito sensível aí, sentindo calafrios no meu interior. Ele faz o mesmo do outro lado e reviro os olhos. Começa a massagear o que deixou livre, apertando, tão forte como se eu tivesse leite. Que mau.

Me mamando, produzindo bastante saliva, eu passando mal para não gritar. Ficando suadinha. Sem ar. Querendo sentar na pica dele.

Sinto sua mão tocando minha calcinha, ouço o risinho safado que ele dá ao senti-la bem molhada.

— Que delícia de bocetinha, Malvina. – os olhos dele brilham com maldade. Ele começa a esfregar seus dedos pelo meu clítoris para cima e pra baixo, logo em círculos. Bem rápido. Ai, que filho da puta. Justo com a pressão que me deixa rendidinha.

─ Mmmm… – Murmuro, franzindo as sobrancelhas. Meu clítoris está muito sensível, e sinto que eu poderia ter um orgasmo… Mas nós nem fizemos nada… Ai, não…. – tampo meu rosto.

Ele bate bem gostoso na minha boceta e meus mamilos arrepiam. Logo soca e soca os dedos na minha xotinha. Arranho os braços do desgraçado.

─ Mhuhm. Então goza, putinha. Goza pro Armin. – ele sussurra, todo insano, pegando a minha cabeça, contra a minha boca, me aprofundando outro beijo daqueles seus que me absorvem a alma.

Armando ia aumentando a intensidade, e ficava cada vez mais difícil não gritar com seu pulso indo para frente e para trás, me atacando. Com ele flexionando os dedos de propósito dentro de mim, controlando a força para o barulho de água não ficar exagerado, deixo alguns suspiros pesados escaparem dentro da boca dele enquanto ele me beija assim, sem respeito, dominando minha cabeça, brincando de bater a língua na minha de um jeito pornográfico. Gozo nos dedos dele, revirando as pálpebras. Mas ele só parou quando eu comecei a me retorcer involuntáriamente. Tirou os dedos devagarzinho e me segurou perto, sorrindo cúmplice.

Toco a calça dele, sentindo o volume do seu pau enorme, contornando-o com a minha mão e apertando-o, franzindo minhas sobrancelhas de prazer e tesão.

─ Ahm… – Murmuro, tirando o pau dele para fora da calça, depois de abrir o botão e o zíper. ─ Uau… – Sussurro, safada.

Ele morde o lábio e segura meu rosto.

— Abre logo a boca. – Ele pisca um olho enquanto seguro seu instrumento, sentindo esse pau quente, grosso, duro e cheio de veias na minha mão, com uma vontade de ser fodida tão grande, que pode ser descrita como insana. ─ Que isso, em… – sussurro.

─ Mhuhuhm… – ele ri, tarado. Lambo minha boca, olhando seu pau. ─ Isso. Boa garota. – ele sussurra, seu membro sobe um pouco mais na minha mão, de imediato.

— Uhum…! – Assinto, rindo baixinho, de um jeito super safado. Dói ficar ajoelhada, claro, mas essa dor também me dá prazer.

O seguro pela base e olho para cima, nos olhos dele.

— Fhh… Deixa eu ver se cabe na sua boquinha. – ele entala a glande dentro e sinto imensurável prazer, chupando. O coloco para dentro o máximo que posso, sem cortar o contato visual, deixando-o molhado, lambendo com vontade.

Nunca vi ele tão louco, a cara que ele coloca é deliciosa, satisfatória. Me deixa realizada e faz com que eu me sinta poderosa.

Reviro meus olhos, sentindo minha boceta se contraindo várias vezes. Toco meu clítoris devagarzinho, e sinto ele puxando um dos meus mamilos com a mão que ficou livre, o esticando, isso me faz franzir as sobrancelhas. O chupo para cima e para baixo, insalivando, ele não larga minha cabeça. Gozo mamando na piroca dele, assim ajoelhada.

Tiro seu pau da boca e fico com ela toda molhada, olho para o lado, com medo, sentindo a adrenalina e o perigo.

─ Ei… ei… agora você vai continuar. Eu vou gozar na sua boca e eu quero ver tudo goela a baixo, putinha gostosa. Safada. Que delícia e boquinha. Hm… Segue mamando no meu caralho.

Assinto e me deixo levar pelo tesão. Começo a devorá-lo, afundando a boca o máximo que posso, revirando os olhos, e fazendo tudo muito depressa.

Mamo o pau dele até o fundo, deixando-o louco, sentindo um pouco de pre-gozo gosmento indo na minha garganta, bem doce. Ficando com o rosto molhado enquanto giro meu clítoris freneticamente.

Por que tão doce?

A porra dele está gostosa.

Ai…

Não me importaria sentir mais…

─ Você é muito puta. Vou te foder toda, cachorra. – Ponho a língua para fora, por debaixo do pau dele, escutando isso, e sigo chupando-o enquanto me delicio. Sinto a mão dele forçando minha cabeça na direção da base do pau dele enquanto aperto sua calça. – Fuuhhh.. – Ele bufa grave e baixinho enquanto eu quase engasgo. Subo um pouco minha boca para não arcar e fazer barulho demais. Que tesão.

Num impulso rápido, repentino, o Armando segura a beirada da cortina e me olha. Os dois saímos da nuvem insana onde estávamos.

─ Shh. – Ele sussurra e arregala os olhos, causando um efeito espelho em mim. Fico apreensiva e nervosa.

─ Tem alguém aí?! – a atendente pergunta e exclama, de um jeito nada amigável.

Fico geladinha. Levanto minha cabeça lentamente, tirando-o da minha boca. Seu pau sai super molhado, um pecado, uma delícia. Ponho a língua para fora e franzo as sobrancelhas, apertando meus olhos e contendo o que seria um gemido muito manhoso e safado, caso estivéssemos sozinhos.

Vejo o garoto se guardando na roupa rapidamente e silenciosamente, de um jeito ninja. Caio em mim e tampo meus seios depressa também. Olho para os lados apreensiva e tento normalizar minha voz de imediato.

─ Sim!!! Eu já estou acabando. – Respondo meiga e fingida, como se nada estivesse acontecendo.

Armando assente para mim, aprovando.

─ Quer ajuda? – Ela pergunta.

─ Não. Estou nua. – Respondo, para que ela não abra a cortina. Armando assente outra vez e a segura mais forte.

─ Certo. – Responde ela.

Com movimentos silenciosos, vou me levantando. Eu e Armando nos olhamos, ele se ladeia e segura a outra ponta da cortina com o outro braço. Os dois estamos apreensivos. Ele está protegendo o provador, então começo a tirar o disfarce e a vestir minha roupa o mais rápido possível.

Ain… Minhas coxas estão muito molhadas, estou morrendo de vontade de acabar isso. Quero dar minha bocetinha para ele… Não tem volta atrás…

Ao acabar de colocar minha calça, prego minha bunda na calça do Armando enquanto ele segura a cortina de braços abertos e dou algumas reboladas bem safadas. Vejo pelo espelho ele abaixar a cabeça para olhar meu movimento.

─ Vou te foder na rua. Pirainha atrevida. – Ele sussurra na minha orelha.

─ Hihihi. – Rio baixinho, e sapeca.

─ Mhum. Você vai ver.

Rio baixinho outra vez das suas ameaças.

Vou até a cortina e abro uma gretinha, olhando para fora cuidadosamente. Ele vem atrás de mim com um sorrisinho divertido e malicioso, segurando minha cintura, com o corpo ainda muito quente.

─ Vou ter que broxar primeiro. – Armando sussurra na minha orelha. ─ E com você perto está difícil. – Completa o moreno, fazendo um sorrisinho de lado nascer no meu rosto. Fico um pouco tímida, ele me corteja o tempo inteiro, me deixa sem graça de um jeito gostoso.

─ Eu saio primeiro, então? – pergunto, cochichando.

─ Sim. – ele responde baixo. ─ Me dá o disfarce.

Lhe entrego o conjunto.

─ Vai saindo da loja de mansinho, bebê.

Sinto Armando dar um beijinho da minha testa de olhos fechados.

─ Por que você deve estar com vergonha, não é mesmo? – O moreno sussurra, e fico ainda mais tímida.

─ Hum. – Assinto, vermelha.

Sinto outro beijinho, e logo um selinho. Ele ergue seu corpo alto outra vez, saindo da altura do meu rosto.

Que garoto lindo…

─ Pois é. Sai, se der problema eu pago o pato.

Abro um grande sorriso.

─ Fofo. – Sussurro.

─ Vai… – ele morde o lábio inferior. Seus olhos estão brilhando.

Me coloco na ponta dos pés, seguro seu rosto e lhe roubo um selinho que o faz sorrir tímido.

Respiro fundo e abro a cortina de supetão, saindo do provador. Vou caminhando. As pessoas que estão no corredor me olham, mas finjo que estou em outro mundo. Minha cara está toda corada, eu apenas caminho para fora da loja e ignoro os olhares, principalmente os das atendentes.

Do lado de fora do estabelecimento, localizo o Armando com o olhar. Vejo ele na fila perdido em seus pensamentos. Depois de alguns segundos ele ergue o rosto, me localiza e abre um sorriso ladeado. Faço o mesmo e olhamos um para o outro a distância, com cumplicidade, e quase rindo.

Estou sentindo uma sensação de adrenalina muito gostosa e acho que ele também. Afinal… estávamos aprontando, não é?

É o tipo de aventura que faz você ir para casa e ficar lembrando de tudo o que aconteceu.

Depois de uns cinco minutos ele vem para fora também. As atendentes parecem ter fingido que não se deram conta, pois não vi ninguém danando com ele. O moreno me dá a sacola.

─ Toma, Lynn. – Ele diz, com um sorrisinho.

─ Não chamaram sua atenção?

─ Não. Talvez ninguém tenha notado nada.

─ Talvez elas só não quisessem problemas. – Rebato, contradizendo-o.

Armando deixa uma risada sapeca escapar dos seus dentes com um pouco de saliva, muito zombado.

─ Onde nós vamos agora? – pergunto.

─ Para a festa de Halloween onde eu estava. Mas temos que encontrar um lugar para você colocar o disfarce. Algum banheiro.

─ Você está disfarçado de alguma coisa? – Lhe olho, corando.

─ Eu estou de Edward mãos de tesoura, não percebeu?

─ E cadê as tesouras?

─ Ficaram na festa.

Dou um risinho.

─ Que barulho é esse? – pergunta o moreno, parando de andar.

─ Hm? Quê?

─ Tem um celular vibrando.

Saio da nuvem de distração onde eu estava e começo a sentir o aparelho realmente vibrando fortemente dentro do bolso da minha calça. Pego ele, apreensiva, e olho a tela.

─ É a minha mãe. – Falo em um tom triste.

Armando me olha atento.

─ Atende. – diz ele.

─ Não. – Respondo, franzindo as sobrancelhas.

Olho a palavra “mãe” escrita na tela, de um jeito nostálgico.

─ Ela pode estar querendo fazer as pazes. – Ele justifica.

Vejo como começa a fazer uma cara estranha, como se não pudesse entender o motivo pelo qual não quero atender a minha própria mãe.

E então toda a cumplicidade que senti entre nós dois há pouco parece haver diluído, mostrando que era apenas ilusão.

Me sinto vazia de novo.

Nem ele, nem ninguém vai me entender nunca.

─ Se eu atender vou ter que ir embora, é isso o que você quer?

─ Não. – Ele responde. ─ Mas atende logo. Depois você pode se arrepender. – Ele me olha intensamente, como se houvesse mais por trás dessa frase do que ela realmente transmite. Como se ele soubesse do que está falando.

─ Ok. – Assinto. Dou um suspiro longo. ─ “Alô”?

“Onde você está? Eu preciso que você venha em casa agora.”

─ Estou na rua. – Respondo, monótona.

“É questão de vida ou morte. Vem para casa urgente.” Minha mãe desliga na minha cara.

Fico alguns segundos franzindo as sobrancelhas, angustiada.

─ Que foi? – pergunta Armando, preocupado, tocando o meu ombro.

─ Minha mãe diz que eu preciso ir para casa, questão de “vida ou morte”.

Ele franze as sobrancelhas.

─ Desculpa. – Respondo. ─ É por isso que eu não queria atender. – Me sinto culpada por acabar de estragar os planos dele, por ter feito ele vir aqui, pelo disfarce, por tudo.

─ Não. – Ele suspira, e me olha com intensidade. ─ Tudo bem. Eu te acompanho.

Fico feliz, mas tento esconder isso. Abro um sorriso pequeno, muito tímido.

─ Obrigada.

─ De nada. – Vamos caminhando. ─ Ela não te disse o que era?

─ Ah… É complicado. Eu… Prefiro não falar disso. – Prefiro não te contar que pode ser que ela esteja sendo espancada neste exato momento.

─ Hm… É uma pena tudo, nós íamos dançar tanto hoje… E passar tão bem… – Ele muda de assunto, repentinamente, com um tom meigo, brincalhão e sensual. Afável.

Abro um sorriso amarelo.

─ Se é urgente, temos que ir logo. – Diz Armando. ─ Amanhã eu pego a sua mala e levo para você.

─ Não precisa.

─ Precisa sim. – Ele esfrega meu ombro. ─ Assim tenho um motivo para ir te ver de novo. – Ele pisca um olho e dá um risinho sensual.

Sorrio dessa vez de verdade.

Sentindo borboletinhas…

Infelizmente.

* * *

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